Na edição passada das 24 Horas de Daytona os Acura ARX-05 da Meyer Shank Racing e da Wayne Taylor Racing terminaram a corrida nas duas primeiras posições da classificação, com vantagem para o #60 da primeira equipa, para desgosto de muitos fãs portugueses que viram o carro #10 de Filipe Albuquerque chegar ao fim no segundo posto a apenas 3.028s do vencedor. Na corrida de qualificação na semana anterior, o piloto luso tinha conquistado a pole position, depois de ter largado de sétimo.
Uma espetacular reta final de Helio Castroneves no Acura #60 permitiu à Meyer Shank Racing W/Curb-Agajanian celebrar a vitória no final da edição 60 das 24h de Daytona, a tal do ano passado. Ricky Taylor, no Acura #10, terminou no segundo posto, com a Acura a levar a melhor sobre a marca rival Cadillac, que terminou no terceiro posto, com o #5 (Loic Duval) em terceiro, à frente do #31 (Pipo Derani).
De um ano para o outro mudou muito. A classe principal do campeonato da IMSA passou a designar-se GTP acolhendo os novos LMDh, aumentando por isso o pelotão. São mais dois protótipos da Porsche e dois da BMW, além de três Cadillac V-LMDh e mais dois Acura ARX-06, um para a Meyer Shank Racing W/Curb-Agajanian e outro para a Wayne Taylor Racing w/Andretti Autosport – Filipe Albuquerque mantém-se aos comandos do #10 – que têm tido bons desempenhos na maioria das sessões, inclusivamente tendo conquistado a pole position com o #60 da Meyer Shank Racing. No entanto, todos os pilotos e chefes de equipa têm revelado alguma precaução no discurso porque as dúvidas sobre a fiabilidade dos novos carros. Esta é a grande dúvida, sabemos que a fiabilidade vai ser um ponto importante. Quem tiver menos problemas tem uma grande possibilidade de vencer a corrida à geral e nesse aspeto ninguém arrisca, visto que todos os LMDh já tiveram as suas questões.
Pode a Acura repetir a vitória de 2022? Em teoria são os carros com mais possibilidade de o fazer, mas se em condições normais tudo pode acontecer durante a prova, com novos carros que ainda estão a ser implementados melhorias, as coisas podem mudar muito rapidamente.
No ano passado a corrida teve 761 voltas completadas, a de 2021 teve 807 voltas e a de 2020, 833. Será interessante ver quantas voltas os carros deste ano serão capazes de dar.
Foto: Jake Galstad











