Sébastien Loeb vence Rally Raid Portugal, João Ferreira segura pódio
Sébastien Loeb / E. Boulanger (Dacia Sandrider/The Dacia Sandriders) venceram o bp Ultimate Rally-Raid Portugal, naquela que é a sua terceira vitória em provas do Campeonato Mundial de Rally-Raid (W2RC), após o Rali da Andaluzia de 2022 e o Rallye du Maroc de 2025.
É também o terceiro triunfo consecutivo da Dacia, que já prevaleceu no Rali de Marrocos com o francês e no Dakar de 2026 com Nasser Al Attiyah. Curiosamente, para Loeb, depois de ter vencido o Rali de Portugal de 2007 e 2009, no Algarve, agora foi a vez da prova Mundial de TT a ‘cair’ no seu palmarés.
Seth Quintero / Andrew Short (Toyota Hilux GR/Toyota Gazoo Racing W2RC) foram segundos com o piloto norte-americano a assegurar em Portugal o seu melhor resultado de sempre no Mundial de Rally-Raids. Já tinha vencido nos Challenger, em 2023, Abu Dhabi, ido ao pódio em Abu Dhabi em 2024 e 2025, mas agora subiu um degrau. Começou a prova em segundo, caiu na SS2 para terceiro, mas recuperou o segundo lugar na SS3 e levou-o até ao fim.
João Ferreira / Filipe Palmeiro (Toyota Hilux GR/Toyota Gazoo Racing SA) terminam o Rally Raid Portugal no pódio. Venceram a primeira especial, abrir a estrada no segundo dia fê-los cair para quarto, depois de terem sido apenas sétimos na SS2, voltaram a cair uma posição na SS3, devido a furos e um ou outro erro, mas na reentrada em Portugal voltaram a vencer uma etapa e ascenderam ao lugar mais baixo do pódio, que guardaram para si no último dia. A dupla já ‘joga’ taco a taco com os melhores adversários, o Dakar não lhes correu particularmente bem, mas o piloto já deu sinais que está a crescer. Com Filipe Palmeiro, foram quartos em Marrocos 2025, lutaram pela vitória no Rally Raid Portugal de setembro passado – lideravam quando tiveram um azar – e agora um pódio totalmente merecido em ‘casa’ depois de terem triunfado em duas etapas.
Lucas Moraes / Dennis Zenz (Dacia Sandrider/The Dacia Sandriders), campeões do Mundo de Rally Raids em título, ainda precisam de se adaptar melhor ao carro e à equipa Dacia. Depois de um Dakar que terminaram no sétimo lugar, um quarto posto alcançando no último dia é positivo, mas o brasileiro esperava mais, pelo menos um pódio, que não conseguiu, ficando a 59 segundos de João Ferreira. Depois de cinco dias e bem mais de 1.000 quilómetros ao cronómetro.
Guy Botterill / Oriol Mena (Toyota Hilux GR/Toyota Gazoo Racing SA) terminam a prova no quinto posto. Andaram sempre nos lugares da frente, chegaram a ser segundos após a segunda etapa, mas a passagem por Espanha correu-lhes mal, foram apenas sétimos e caíram duas posições para o quarto posto, atrás de João Ferreira, perdendo ainda outra posição no último dia para Lucas Moraes.
Yazeed Alrajhi / Timo Gottschalk (Toyota Hilux GR/Overdrive Racing) terminaram na sexta posição, depois de mais uma prova que mostra perfeitamente que o piloto ainda não está ao nível que lhe permitiu vencer o Rali Dakar de 2025. Depois veio um acidente e uma lesão na coluna que demorou muito tempo a recuperar, e o ritmo de corrida ainda não é o mesmo.
Ainda assim, não estiveram nada mal começaram a prova no quinto posto, caíram para o sexto posto no Setor Seletivo seguinte e não mais conseguiram recuperar, terminando na posição que lhes é possível para já, até porque a concorrência está cada vez mais forte. Seja como for, o triunfo no Dakar já ninguém lhe tira.
Eryk Goczal / S. Gospodarczyk (Toyota Hilux Evo/Energylandia Rally Team) terminam na sétima posição e também eles fizeram uma prova em crescendo. Começaram mal, com um 15º posto num dia com muita água e lama, mas melhoraram significativamente a partir daí, fizeram um sexto e em sétimo lugares nas SS3 e SS5 e terminam bem dentro do top 10.
Boa prova de Francisco Barreto / Paulo Fiúza (Toyota Hilux Evo/SVR), um oitavo lugar numa prova do Mundial é um bom resultado. Curiosamente, tinham feito melhor, há uns meses, nesta mesma prova, em que foram sextos. Numa prova bem diferente, pois esteve completamente seca, longe das dificuldades do evento deste ano.
tiveram muitas dificuldades no primeiro dia, atrasaram-se bastante, mas depois andaram sempre, muito perto ou dentro do top 10 nas etapas, e com isso foram subindo posições. Do 33º do primeiro dia para o 17º lugar na SS2, depois um grande salto para o oitavo lugar, onde ficaram até ao fim.
Mais info dentro de momentos
Boa prova de Francisco Barreto / Paulo Fiúza (Toyota Hilux Evo/SVR), um oitavo lugar numa prova do Mundial é um bom resultado. Curiosamente, tinham feito melhor, há uns meses, nesta mesma prova, em que foram sextos. Numa prova bem diferente, pois esteve completamente seca, longe das dificuldades do evento deste ano.
tiveram muitas dificuldades no primeiro dia, atrasaram-se bastante, mas depois andaram sempre, muito perto ou dentro do top 10 nas etapas, e com isso foram subindo posições. Do 33º do primeiro dia para o 17º lugar na SS2, depois um grande salto para o oitavo lugar, onde ficaram até ao fim.
A fechar o top 10 ficaram Alexandre Pinto / B. Oliveira (Taurus T3 Max/Old Friends Rally Team), de quem falaremos no artigo dos Challenger e Marek Goczal / Maciej Marton (Toyota Hilux Evo/Energylandia Rally Team).
Filme do dia
Ao longo da última especial do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, a história escreveu-se como um duelo de nervos entre Dacia e os seus rivais, com Lucas Moraes a assinar a vitória do dia, Sébastien Loeb a consolidar o triunfo no rali e no campeonato, e João Ferreira a lutar até ao último quilómetro para segurar o pódio.
O dia começara com uma nota de história: sete pilotos tinham já saboreado a glória desde o nascimento do bp Ultimate Rally-Raid Portugal em 2024, e nenhum novo vencedor se juntaria a essa lista nesta edição. João Ferreira, Sébastien Loeb e Lucas Moraes já tinham inscrito o nome no palmarés; Nasser Al Attiyah continuava recordista de triunfos, apesar dos “zeros” acumulados esta semana, à frente do próprio Ferreira, que em 2026 encurtara a diferença com duas vitórias.
Com a última especial à vista, o pano de fundo estava montado também para o campeonato. O cálculo era simples: se vencesse o rali, Loeb saltaria para a liderança mundial, independentemente do que Al Attiyah fizesse. O francês, veterano de mil batalhas, entrava na derradeira seletiva com a mesma frieza que o tornou um dos grandes nomes do todo-o-terreno, consciente de que bastava controlar a margem sobre Seth Quintero para transformar o rali português em trampolim para o topo da classificação.
No pelotão dos Defender, o argumento escrevia-se em torno de outro monstro sagrado: Stéphane Peterhansel, “Monsieur Dakar”, tinha uma vantagem confortável na Stock, à frente de Rokas Bačiuška e Sara Price. Uma centena de quilómetros separava-o de um primeiro triunfo na categoria, naquela que era a sua estreia em 2026, enquanto Price se lançava à especial como primeira concorrente da classe, determinada a encerrar a semana de cabeça erguida.
Logo nos primeiros parciais, os Dacia mostraram ao que vinham. Ao passar pelo primeiro ponto intermédio, Loeb e Moraes repartiam o melhor tempo, com Nasser logo atrás a compor um tridente perfeito para a marca. Ferreira, a abrir a estrada, surgia ligeiramente mais atrás, seguido de Botterill e Quintero. Mas o português não estava disposto a deixar que o guião ficasse escrito sem a sua assinatura.
Loeb, fiel ao seu estilo metódico, ia “pôr os pontos nos is”: no segundo ponto de passagem, alargava a vantagem sobre Quintero, fazendo crescer a diferença virtual para quase três minutos.
À medida que a especial subia pelas serras, o equilíbrio de forças mudava. No terceiro ponto intermédio, Moraes assumia a dianteira dos Dacia, ganhando segundos a Nasser, com Loeb logo ali, a um sopro. Partira quinto da geral, atrás de Guy Botterill, mas já o ultrapassara nas contas virtuais e aproximava-se perigosamente de João Ferreira, menos de um minuto à frente. O brasileiro via ao longe algo mais do que uma boa etapa: a possibilidade real de salvar o rali com um lugar no pódio e manter intacto o registo de presenças no top 3 em todas as edições da prova.
Ferreira, por seu lado, recusava ceder. O pódio final tremia com a ameaça de Moraes, o homem mais rápido do dia, mas o português respondia, quilómetro a quilómetro, mantendo o brasileiro à mesma distância no ponto intermédio seguinte.
Mais à frente, Loeb cruzava o último parcial antes da meta sem sobressaltos, em controlo. Ferreira, primeiro na estrada, conseguia mesmo ser mais rápido do que o francês, símbolo da forma como forçava o andamento na derradeira oportunidade para defender o seu lugar no pódio.
Quando os carros cortaram finalmente a meta, a resposta chegou em números crus: Moraes vencera a especial por uma margem mínima sobre Al Attiyah, com João Ferreira logo a seguir. A vitória do brasileiro na etapa, somada à gestão implacável de Loeb e à resistência até ao fim do português, fechou o dia como um filme de nervos em que cada segundo pareceu durar uma eternidade.
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