Rally Raid Portugal, SS3: Loeb estende liderança, Quintero sobe a segundo
Lucas Moraes / Dennis Zenz (Dacia Sandrider/The Dacia Sandriders) venceram a terceira etapa do Rally Raid Portugal, depois de baterem Sébastien Loeb / E. Boulanger (Dacia Sandrider/The Dacia Sandriders) por 1m46s com Yazeed Alrajhi / Timo Gottschalk (Toyota Hilux GR/Overdrive Racing) em terceiro a 2m18s da frente.
Quarto posto para Seth Quintero / Andrew Short (Toyota Hilux GR/Toyota Gazoo Racing W2RC) na frente de João Ferreira / Filipe Palmeiro (Toyota Hilux GR/Toyota Gazoo Racing SA) que terminaram a 3m16s da frente. Muito por causa de uma penalização de 2 minutos por excesso de velocidade numa zona restrita durante a especial. A penalização teve um preço elevado: o piloto português caiu da segunda para a quinta posição na especial (3m16s) e para a quinta posição na classificação geral, a 4m11s do líder, Sébastien Loeb.
Neste contexto, Loeb mantém e dilata a liderança agora com 1m27s de avanço para Seth Quintero, com Lucas Moraes em terceiro a sete segundos do homem da Toyota.
Guy Botterill / Oriol Mena (Toyota Hilux GR/Toyota Gazoo Racing SA) são quartos a dois minutos do brasileiro e João Ferreira caiu uma posição de quarto para quinto, estando agora a 4m11s da frente.
Na classe Stock, Stéphane Peterhansel (Defender Rally) conquistou sua primeira vitória de etapa da semana e assumiu a liderança à geral da classe numa forte demonstração de autoridade. Quem sabe, nunca esquece…
Filme do dia
O dia termina com Lucas Moraes a assinar a sua primeira vitória com a Dacia e Sébastien Loeb a defender a liderança do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, mas a especial que ligou a caravana a Badajoz foi tudo menos linear: começou com o ataque decidido de João Ferreira e de Seth Quintero, passou pela recuperação furiosa de Loeb na segunda metade do troço e deixou pelo caminho nomes grandes como Nasser Al-Attiyah e Mathieu Serradori, e ainda Henk Lategan que bateu muito forte e ‘cortou ao meio’ a sua Toyota Hilux
Enquanto isso, Stéphane Peterhansel afirmava-se, em pano de fundo, como força dominante na classe Stock.
Logo nos primeiros quilómetros cronometrados, João Ferreira mostrava ao cronómetro que tinha vindo para atacar. Como sexto carro em pista, assinava o melhor registo no primeiro ponto intermédio, com Loeb a abrir a estrada apenas quatro segundos atrás, ainda com a hierarquia da etapa por definir.

Pouco depois, a especial começava a mostrar os seus dentes: Henk Lategan saía de estrada, accionava o “botão verde” e ficava parado, pela segunda vez em dois dias, enquanto Nasser Al-Attiyah, sétimo da geral e com mais de seis minutos de atraso, parecia novamente incapaz de acompanhar o ritmo dos da frente.
À medida que a quilometragem avançava, os papéis invertiam-se. Seth Quintero emergia como o homem do momento, primeiro a superar o tempo de Ferreira, depois a instalar-se na frente ao quilómetro 61, com Loeb 27 segundos atrás e Guy Botterill a começar a perder terreno.
Ao quilómetro 81, o americano consolidava o comando em pista, com Ferreira colado a menos de 20 segundos e Loeb a gerir os riscos na delicada missão de abrir caminho.
No meio deste xadrez, Peterhansel, em Stock, assumia a dianteira logo nos primeiros parciais, impondo um ritmo que deixava Rokas Baciuška e Sara Price em modo de perseguição.
A meio da especial, o cenário tornava-se explosivo: Quintero arrancava a liderança virtual do rali a Loeb, enquanto menos de um minuto separava o americano, Ferreira e Moraes. João Ferreira continuava a encurtar distâncias, reduzindo a desvantagem para 11 segundos, mas o equilíbrio era frágil e o drama não tardava — Serradori sofria um ligeiro despiste e via a sua etapa terminar ali.
Foi então que a especial mudava de tom. No sector seguinte, Quintero travava a investida de Ferreira, mantendo uma vantagem de segundos, enquanto Loeb, num segundo fôlego, surgia como o mais rápido do quarteto da frente, a recuperar tempo precioso e a voltar a colocar-se a poucos segundos da liderança virtual que tinha passado para Quintero.
Atrás, Peterhansel consolidava o controlo nos Stock, alargando a margem para mais de um minuto e projetando o seu primeiro triunfo da semana, enquanto Al-Attiyah via o seu dia ruir definitivamente quando o Dacia parava ao quilómetro 181, sem conseguir voltar a arrancar.
Entrados na fase decisiva, a corrida transformava-se em duelo à vista de meta. Primeiro, os cronómetros mostravam uma reacção de Loeb em “velocidade de cruzeiro máxima”: ao quilómetro 262, o francês recuperava a liderança virtual do rali, abrindo mais de um minuto sobre Quintero, num número ainda mais impressionante por continuar a ser ele a abrir trilho para o pelotão FIA.
Poucos quilómetros depois, os tempos revelavam um cenário quase simbólico: Loeb retomava o topo da geral, mas na luta pela etapa a diferença para Lucas Moraes resumia-se a um segundo, com a dupla da Dacia a mostrar que também tinha guardado ataques para o fim e Quintero ainda dentro do minuto.
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