Rally Raid Portugal/Challenger SS2: Ricardo Porém mais líder, Alexandre Pinto brilhante
Nos Challenger, nova grande dia para Ricardo Porém / Nuno Sousa (Kaizen 51/Cattiva Sport) que manteve a liderança da prova, mas o grande destaque vai para a fabulosa tirada de Alexandre Pinto / B. Oliveira (Taurus T3 Max Old Friends Rally Team) que depois dos problemas de ontem, hoje bateram Porém por mais de sete minutos.
Como se percebe, ao fim do dia, o filme da Challenger conta a história de um protagonista que se redefine, de um campeão que passa novamente a caçador e de um pelotão em que a estreia, a experiência e a ambição se cruzam na poeira e na lama de Portugal.
Alexandre Pinto transforma um décimo lugar inaugural numa resposta contundente, Porém descobre como é duro defender-se num dia em que outro português está inspirado.
O filme do dia na categoria Challenger escreve-se em letras bem portuguesas: Alexandre Pinto assina a sua primeira vitória na classe, mete o seu carro no segundo lugar da geral Challenger, e está agora a 7m10s dos líder, Ricardo Porém.
Filme do dia
Logo cedo, Ricardo Porém e Nuno Sousa são os primeiros a ser chamados à ação, trazendo consigo o peso da vitória na etapa inaugural, conquistada com autoridade ao volante do Kaizen S1, com mais de três minutos de vantagem sobre Juan Gasso e Paul Spierings.
A dupla portuguesa parte para a estrada com a confiança de quem já provou que pode dominar, enquanto Gasso olha para o mapa com a motivação extra de terminar em grande no seu país.
Nos bastidores, outro nome começa a ganhar foco: Mitchel van den Brink, o holandês de 24 anos que os fãs do Dakar conhecem pelos pódios entre os camiões, chega a Portugal com um currículo pesado — hat-trick de pódios no Dakar, título na SSV World Baja Cup de 2025 e um pódio na Baja Portalegre 500.
Ontem foi quarto entre os Challenger, a pouco mais de três minutos de Porém, e hoje entra em cena no Taurus da Daklapack Rallysport com um objetivo claro: consolidar-se como candidato ao pódio numa estreia em solo do bp Ultimate Rally-Raid Portugal.
Mas é Alexandre Pinto quem, ainda cedo, começa a roubar o protagonismo. Depois de um dia de estreia difícil na classe, apenas décimo na etapa de abertura, o português entra na segunda especial com contas a ajustar. Aos 32 quilómetros, dá o primeiro murro na mesa: marca o tempo de referência, deixa Munster a mais de 40 segundos e Porém pouco atrás, mas já claramente em perda de terreno. A diferença, tão grande tão cedo, é um sinal de que Pinto está noutro modo hoje.
Atrás dele, o pelotão comprime-se, com menos de 20 segundos a separar Munster em segundo de Dania Akeel em oitavo, prova de que, tirando o português da frente, a categoria se transforma num pelotão compacto, em que cada erro custa posições.
À medida que a especial avança e o pó se entranha nas curvas a caminho de Badajoz, Pinto não abranda. No km 168, a vantagem já é uma declaração de intenções: quase dois minutos sobre Ricardo Porém, mais de dois sobre Munster. O piloto que no ano passado conquistou o título SSV no W2RC, e que ontem parecia fora do jogo com um décimo lugar, está agora sentado no lugar ideal para uma primeira vitória em Challenger, com ritmo, consistência e uma leitura perfeita da etapa. O cenário desenha-se como uma inversão de papéis: o favorito da véspera passa a perseguidor, o “estreante” na classe assume o papel de homem a bater.
Mais tarde, já com o dia a aquecer e os corpos a acusarem o esforço, chega a confirmação de que Pinto não está ali apenas para liderar de passagem. No km 232, o português alarga ainda mais o fosso: quase três minutos sobre Porém, o campeão de 2024 da classe, que agora vê o compatriota escapar-lhe não só na etapa, mas também na narrativa do dia.
A estreia de Pinto em Challenger no campeonato deixa de ser uma nota de rodapé e transforma-se no fio condutor da história: o antigo rei dos SSV – Campeão do Mundo de Rally raids de 2025 na categoria SSV – está a reclamar o trono numa nova categoria, com autoridade.
Quando finalmente a especial termina e os cronómetros se calam, o guião ganha o seu clímax. Alexandre Pinto cruza a meta e o resultado é mais do que uma vitória de classe: é um estrondo.
Primeiro triunfo de sempre nos Challenger, a pouco mais de dois minutos e meio do tempo de referência de Sébastien Loeb. É uma daquelas performances que fazem levantar sobrancelhas e obrigam todos a reescrever as previsões.
Na geral da Challenger, as diferenças deixam de ser detalhes: Pinto assume o comando com sete minutos e dois segundos de vantagem sobre Ricardo Porém, e mais sete e alguns sobre Munster, num cenário em que as “largas diferenças” começam a tomar conta da classificação.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI




