Para onde vai o TT nacional?
Não nos lembramos de uma temporada em que se tenha falado tanto de Todo-o-Terreno fora de pista. Regras aprovadas por pilotos que depois as contestam, calendário encurtado, recursos em tribunais, acusações de irregularidades técnicas em (quase) todas as provas, uma Comissão de TT com poderes meramente consultivos…
A poucos dias do final do CPTT deste ano, a AutoSport falou com Luiz Pinto de Freitas, presidente da FPAK, Carlos Barbosa, presidente do ACP, e ainda com a Comissão de TT da federação que se reuniu na passada semana. No final, mais dúvidas que certezas…
A força da técnica
A retirada das provas do ACP do calendário FIA em 2011 esteve na ordem do dia. Baja Portalegre (Taça FIA de Bajas) e Rali Estoril/Marraquexe (Taça do Mundo) estiveram inscritas, desde julho, no recém-criado Campeonato do Mundo, como nos confirmou o presidente da FPAK que é, ao mesmo tempo, presidente da Comissão dos calendários FIA, mas surgiu agora a confirmação oficial que as provas saem da Taça do Mundo.
Parte da polémica está relacionada com a regulamentação técnica. É que a FIA tinha decidido que, a partir de 2011, os restritores dos carros a diesel (como o BMW X3 CC de Filipe Campos, por exemplo) passariam de 38mm para 35mm, aproximando-os dos carros a gasolina (34 mm, como o do Mitsubishi Racing Lancer de Miguel Barbosa, por exemplo, e 33mm para pilotos prioritários), anulando parte da vantagem das motorizações diesel. “O problema é que Sven Quandt ‘puxou’ do Código Desportivo Internacional e ‘lembrou’ à FIA que qualquer medida de fundo no capítulo técnico tem que ser anunciada com, pelo menos, seis meses de antecedência em relação à época seguinte. Resultado: a FIA deixou cair a ideia, que apenas será implementada em 2012”, explicou fonte na Comissão de TT.
Mas e em Portugal? Pode a FPAK aplicar, em 2011, esta medida? “Aquilo que a Comissão de TT conseguiu foi um compromisso por parte da federação. Ficou estabelecido que, caso as provas do ACP se mantenham e façam parte do calendário FIA, os restritores não são alterados. Mas se as provas não se realizarem ou saírem do âmbito da FIA, essas alterações entram em vigor no próximo ano”. Portanto, vão entrar em vigor…
Comissão para quê?
Mas o CPTT 2011 está mesmo em andamento. “Não estão ainda definidas quais as provas, mas vão ser sete. E vamos manter a obrigatoriedade dos pilotos nomearem as provas em que participam, algo com que os próprios pilotos concordaram”, recorda Luiz Pinto de Freitas.
Aqui está outro ponto polémico: a efetiva utilidade de uma comissão de TT na FPAK cujos elementos não são eleitos e apenas têm papel consultivo. “A Comissão de TT, tal como as outras, é composta por clubes organizadores e pilotos que são convidados pela direção da FPAK, dentro de um critério que abranja o maior leque possível de opiniões. Mas nenhum dos convidados é obrigado a aceitar o convite e quem o faz conhece as regras que definem o funcionamento das comissões FPAK”, esclarece Luiz Pinto de Freitas. “Gostávamos de mudar isso, porque os pilotos podem argumentar que as pessoas que compõem a comissão não defendem os seus interesses”, revela um dos elementos da Comissão de TT.
Observadores?
Outro dos assuntos focados reside na presença de um único observador FPAK nas provas de TT que compõem o calendário nacional. Ao contrário do que acontece com os ralis, existindo vários observadores – o número de competições assim o justifica -, o observador da federação tem sido sempre o mesmo nos últimos anos: “Não está posto de parte que o TT passe a ter mais um observador, mas chamo a atenção para o facto do observador FPAK ser observador à prova… não à modalidade. As provas são organizadas segundo critérios definidos pela FPAK e é sobre isso que o observador trabalha”, justifica.
Finalmente, sobre a promoção de um campeonato que é uma sombra do que já foi, há total abertura por parte da FPAK… mas apenas isso. “Sobre eventuais parcerias para promover seja qual for a disciplina, a FPAK está, como sempre esteve, aberta a analisar todas as propostas. Apareçam elas”.
CPTT 2011
Certezas & dúvidas
Calendário
7 provas, seis pontuações
Escolha obrigatória de 6 provas
Inscrição obrigatória no CPTT
Técnica
Restritores diesel: de 38mm para 35mm (1)
Restritores gasolina: 34mm e 33mm (2)
Pontuações
Sistema igual à Fórmula 1
Penalizações
ZVC (Zonas de Velocidade Controlada): alteração dos limites (3)
Troféu Clássicos (4)
Carros ex-troféus UMM, Terrano, Land Rover, Range Rover, etc.
Ano a definir
4 provas, 3 pontuações
Licença regional (mais barata)
Depósito/rollbar de origem
Fato de competição não actualizado
Inexistência do HANS
(1) Se as provas ACP se realizassem e fizessem parte do calendário FIA
(2) Igual a 2010
(3) Em estudo
(4) Em estudo
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