Pedro Barroco afirma que “apenas pretendo restabelecer a verdade desportiva, que deve estar acima de tudo. No vídeo é possível ver um comissário de prova a assistir à operação mas, apesar de vários esforços, não nos deixaram identificar esse elemento dentro do prazo para apelarmos (ndr, uma hora após a publicação da classificação”. João Rato, por seu turno, afirma não ter cometido “qualquer ilegalidade, apesar de realmente o meu carro ter sofrido bastantes percalços como é público e foi noticiado. Acho é injusto tentarem ganhar na secretaria quando não o fizeram em prova.”
Já o presidente da FPAK, Luiz Pinto de Freitas, lembra que “o Colégio é soberano nestas decisões”, e que na base destas poderá estar o facto de existir uma empresa oficial de filmagem que garante a ‘veracidade’ dos vídeos. “E é para garantirmos alguma uniformidade de critério que o presidente do Colégio de Comissários é o mesmo nos Ralis, TT e Velocidade”. Contudo, Pinto de Freitas também refere que o depoimento de um comissário devidamente licenciado é, isso sim, considerado prova, dizendo desconhecer as queixas da equipa de Pedro Barroco que afirma não ter recebido informação por parte da organização sobre a identidade desse elemento apesar de vários pedidos e contactos.
Mais do que a questão desportiva, o episódio levanta uma questão pertinente: em plena era da Informação Digital, onde um espetador pode realizar fotografias ou filmagens em qualquer troço de Ralis e TT ou na bancada de um circuito, e quando até os pilotos usam câmaras onboard nos seus veículos, não poderão as imagens ser consideradas válidas em situações deste género? Numa modalidade onde é tão difícil aos comissários controlarem o que se passa no percurso, devido à extensão e natureza dos troços florestais (no Ervideira o setor selectivo tinha 150 km), não será este um auxílio precioso para a sua acção? A discussão é pertinente, para o presente e para o futuro do automobilismo.











