Portugueses projetam objetivos para o Dakar: ambição máxima na caravana lusa
O contingente português no Rali Dakar 2026 apresenta um leque diversificado de projetos, que vão desde candidaturas à vitória absoluta até estreias focadas em chegar ao fim e ganhar experiência. Cada dupla ou equipa chegou à Arábia Saudita com metas bem definidas, ajustadas ao historial e ao contexto técnico de cada programa.
Ultimate / Carros
João Ferreira / Filipe Palmeiro (Toyota Hilux, nº 240)
João Ferreira e Filipe Palmeiro assumem claramente o objetivo de “ir ao Dakar para discutir a vitória”, apoiados numa estrutura oficial Toyota Gazoo Racing South Africa e numa Hilux IMT Evo, considerada pelos próprios como o melhor pacote da atualidade. Depois da evolução de SSV para Ultimate e de uma época internacional de alto nível, com a Mini e com a Toyota, a dupla planeia gerir o rali como uma maratona, atacando apenas nos momentos certos e mantendo-se sistematicamente entre os mais rápidos.
Maria Gameiro / Rosa Romero (Mini JCW T1, nº 248)
Maria Luís Gameiro parte para o Dakar com o Mini JCW T1 e com a espanhola Rosa Romero na navegação, descrevendo a participação como um “sonho que ganha vida”, mas assumindo uma abordagem realista. Após experiência em SSV e um pódio absoluto em Espanha com o T1, a piloto realizou uma forte preparação para a prova já com o Mini JCW T1+ com que participa neste Dakar, depois de passar por um processo extenso de forte preparação física e mental, destacando que o principal objetivo é terminar e gerir o esforço numa prova que equipara a “dois campeonatos nacionais de TT em duas semanas”.
Challenger / Protótipos ligeiros
Pedro Gonçalves / Hugo Magalhães (Taurus T3 Max, nº 306)
Depois de um Dakar 2025 marcado por problemas mecânicos, Pedro Gonçalves e Hugo Magalhães regressam em 2026 na Challenger ao volante de um Taurus T3 Max da BBR Motorsport, marca que colocou três carros nos três primeiros lugares em 2025. Com mais de 10.000 km de competição acumulados no W2RC e resultados consistentes em Marrocos, Portugal e outras provas, a dupla mantém como prioridade terminar o Rali Dakar, mas aponta a uma “boa classificação” numa edição em que se sentem claramente mais bem preparados.
Rui Carneiro / Fausto Mota (MMP Rally Raid, nº 321)
Rui Carneiro regressa ao Dakar na categoria Challenger T3.1, agora com apoio técnico da MMP Rally Raid e com o experiente Fausto Mota como navegador, depois de uma desistência na 9ª etapa em 2025. O piloto assume como meta principal chegar ao fim do Dakar, sem abdicar de tentar bons resultados em etapas, enquanto Fausto Mota destaca a necessidade de conjugar ritmo e fiabilidade, confiando que o resultado surgirá “naturalmente” se a dupla se concentrar em terminar.
SSV / T4
Alexandre Pinto / Bernardo Oliveira (Polaris RZR, nº 400)
Campeões do Mundo FIA Rally-Raid SSV em 2025, Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira encaram o Dakar 2026 como o primeiro passo na defesa do título mundial, liderando a lista de inscritos SSV com o Polaris RZR preparado pela Santag Racing. Alexandre Pinto sublinha que a responsabilidade acrescida do estatuto de campeão não deve transformar‑se em pressão excessiva, apontando a gestão das duas semanas e a manutenção de um ritmo competitivo como prioridades num pelotão este ano especialmente forte.
Gonçalo Guerreiro / Maykel Justo (Polaris, nº 404)
Depois do segundo lugar na estreia no Dakar 2025 na Challenger, Gonçalo Guerreiro chega a 2026 como piloto oficial Polaris nos SSV, referindo que o objetivo passa claramente por lutar pela vitória. O algarvio destaca que a experiência acumulada e o apoio de uma estrutura de fábrica elevam a fasquia, numa categoria que considera ainda mais competitiva do que no ano anterior, e onde a gestão das etapas de pedra poderá ser decisiva.
João Monteiro / Nuno Morais (nº 408)
João Monteiro e Nuno Morais alinham novamente nos SSV, integrados num projeto estruturado com ambição de estar regularmente na luta pelos lugares cimeiros da categoria. Após ter concluído com sucesso a sua estreia em 2024 e uma segunda participação em 25, o piloto português assume agora a posição de piloto oficial da Can-Am Factory Team: “Entrar num Dakar com o apoio de uma equipa de fábrica é o melhor a que podia aspirar”, afirma João Monteiro, sublinhando o salto qualitativo que o acesso aos recursos da marca proporciona.”
Se no Dakar 2024 “Chegar à partida já foi uma vitória para nós” em 2025 foi bem difícil depois de problemas na etapa maratona, recuperando até ao 7º lugar. Agora, para este ano, é fazer melhor…
Hélder Rodrigues / Gonçalo Reis (Polaris, nº 417)
Hélder Rodrigues regressa ao Dakar nas quatro rodas, em SSV T4 com Polaris e Gonçalo Reis na navegação, depois de uma carreira de excelência nas motos com 11 participações, dois pódios e nove vitórias em etapa. O piloto de Almargem do Bispo leva para os SSV três décadas de experiência em enduro e todo‑o‑terreno, entrando numa fase que descreve como continuidade natural da carreira, com foco em colocar essa bagagem ao serviço de um resultado sólido na nova fase, depois de uma década de glória nas motos.
João Dias / Daniel Jordão (Polaris RZR Pro R, nº 424)
João Dias regressa ao Dakar já como piloto de topo dos SSV da Santag Racing, depois de ter passado por funções de mecânico em 2023 e de uma trajetória meteórica com títulos nacional e europeu em T3, além de várias vitórias internacionais. Após o triunfo nos SSV no Rally Raid Portugal do W2RC, o objetivo para 2026 passa por terminar o Dakar “na melhor posição possível”, usando a experiência de bastidores e a vitória em prova mundial como base para um projeto que ambiciona presença a tempo inteiro no campeonato do mundo.
Bruno Martins / Eurico Adão (Polaris RZR Pro R Sport, nº 438)
Bruno Martins regressa ao Dakar sete anos depois da estreia de 2019, agora com um Polaris RZR Pro R Sport preparado pela Santag Racing e com Eurico Adão na navegação. O campeão nacional de SSV em 2017 quer obter “a melhor classificação possível” na primeira experiência na Arábia Saudita, beneficiando de um pacote técnico mais competitivo e de uma vasta experiência em provas de resistência como Portalegre e Fronteira.
Camiões
Vaidotas Zala / Paulo Fiuza / Max Van Grol (Team De Rooy, nº 604)
O navegador português Paulo Fiuza enfrenta o seu 20.º Dakar agora nos camiões, ao lado de Vaidotas Zala e Max Van Grol, integrados no Team De Rooy e com um camião atualizado face a 2025. Depois de uma edição anterior em que perderam cerca de quatro horas e ficaram fora do pódio, a equipa chega a 2026 com um veículo evoluído, capacidade acrescida de transporte de peças suplentes e o objetivo declarado de lutar pelo pódio, sem excluir a possibilidade de discutir a vitória se “os astros se alinharem”.
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