O futuro será o Dakar do Pacífico?
É certo que o Dakar vai permanecer na América do sul mais um ou dois anos, mas como seria de esperar os rumores relativos ao que pode ser a próxima edição são muitos. Etienne Lavigne já disse que o Dakar está de ‘pedra e cal’ no continente sul-americano e para já falam-se… países a mais. Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Brasil, Colômbia, Paraguai como futuras possibilidades.
Como se pode calcular, é impossível que o Dakar vá a todos e para já o que parece a hipótese mais verosímil é o que alguns já denominam o Dakar do Pacífico. Depois de vários anos na Argentina a prova passa bem sem o país das Pampas e diz-se que o Chile e o Peru se arrependeram de terem ficado de fora desta edição e que, para o compensarem, pode estar a ser negociada uma prova com início em Santiago do Chile, deslocando-se para norte, passando pelo Peru, Equador e com final em Cartagena, na Colômbia.
Caso se confirme, teríamos o regresso a um Dakar com muita areia, já que o deserto do Atacama pode regressar, as grandes dunas do Perú também, e há ainda a complicada Cordilheira dos Andes, com possíveis especiais em altitude. Resta esperar pelas decisões da ASO. Agora é altura de descansar um pouco e não vai demorar a serem encetadas mais negociações, pois, conversas, certamente, há muito que existem…
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Eduardo
16 Janeiro, 2016 at 19:59
Acho muito bem… No entanto, tb acho que a competência da organização devia ser pelo menos, avaliada.
Pois ou a prova foi encomendada para a Peugeot e o Coma continua a Soldo da KTM ou os desertos sul americanos acabaram, assim como a verdadeira navegação e respectiva competição.
Foram muitas as queixas que li e ouvi. Foram demasiados (imeeeensos mesmo) os troços alterados, encurtados, violados.
N me culpem o El Nino, pois para mim, foi mais o Chile que faltou. E de que maneira!!!
Aquele fesh fesh verde, a DUNA de 3km (acho eu) que desembocava no Pacífico, o Atacama, até mesmo a devastadora travessia do Salir…
N fossem as más línguas e diria que a própria organização deseja matar o Dakar Sul Americano…. Para além de ser uma pena, considero acima de tudo, vergonhoso.
Acosta
17 Janeiro, 2016 at 11:27
Eu diria mais: Este “Dakar” foi planeado para o Loeb vencer. Nunca tinha visto um Dakar com tantas “pec’s” como nos ralies. Era mesmo à medida do Loeb.Quase que não aparecia um troço com areia, e parecido com dunas, era apenas o piso com alguma areia. O antigo ralie de Portugal, a versão que ia do Norte ao Sul, tinha troços muito mais devastadores para as mecânicas do que a maioria das “pistas” neste Dakar. Alguns troços eram de tal maneira suaves, que um piloto de F1 fazia um brilharete ao volante de um monolugar. Não ganhou o Loeb, mas ganhou um francês ao volante do carro eleito para vencer este Dakar.
Patuleia
17 Janeiro, 2016 at 12:47
Também não exageremos, não nego que o percurso podia beneficiar os Peugeots, mas também não nos esqueçamos que a sensivelmente a dois meses do início da prova grande parte do seu percurso teve de ser alterado porque dois países não quiseram acolher a prova.
Acosta
18 Janeiro, 2016 at 11:30
Pois, mas a dois meses de distância só terem encontrado percursos favoráveis à velocidades dos peugeot, é que me parece um pouco suspeito.
Patuleia
19 Janeiro, 2016 at 16:49
Posso estar enganado, mas penso que ali para aquelas bandas eles não tivessem muitas mais escolhas para delinear um percurso equilibrado em tão pouco tempo.
Devo confessar que gosto da Peugeot, dos dos seus pilotos e das latinhas que os patrocinam, apesar de não ter nada contra a Mini e a X-Raid e até gosto bastante do Nasser Al-Attiyah, gostei de ver uma marca diferente a ganhar a corrida este ano, foi pena que nas motos não tenha acontecido o mesmo.
cccp
18 Janeiro, 2016 at 18:59
Isto é tudo conversa: ganhou quem foi o melhor e, também conta, quem menos azar (fez para) ter!!
jms
19 Janeiro, 2016 at 11:44
Isto de Dakar, sinceramente já não tem nada!… tendo em conta o lugar “vs” o nome da prova e as condições em que ela se verifica nalguns locais (mau tempo), não é uma prova digna desse nome emblemático… é uma pena, pois ainda “está no goto” aquela anulação em Portugal em 2008 (creio), sem que ninguém viesse a justificar tal decisão, quando o factor “terrorismo” estará (infelizmente) sempre presente em todo o lado… algo de mais aconteceu pela certa! Acho que a prova poderia ser “nomeada” com um nome tipo “Dakar-Legend”, “American Dakar”, “American WTT”… não apenas Dakar, a menos que voltasse a Africa, por locais não complicados… perdeu o interesse de outros tempos; além de que, cada vez mais as classificativas são anuladas…
jms
19 Janeiro, 2016 at 11:45
Além de que esta prova “é francesa”… de gema.