Mathieu Baumel faz história: 1ª vitória de etapa para um amputado no Dakar

Por a 4 Janeiro 2026 17:58

Mathieu Baumel entrou no Dakar 2026 com um objetivo claro: vencer pelo menos uma etapa como primeiro concorrente amputado ao mais duro rali do mundo. Esse marco chegou logo na especial de abertura em redor de Yanbu, onde, ao lado de Guillaume de Mévius, levou o MINI JCW Rally 3.0i ao triunfo e assumiu a liderança absoluta da prova.

A dupla belga-francesa torna-se assim protagonista de um momento histórico, com Baumel a regressar ao topo apenas 11 meses depois de ter perdido a perna direita na sequência de um atropelamento enquanto ajudava um automobilista na estrada.

Etapa 1 em Yanbu: vitória “debaixo do radar”

Durante praticamente toda a especial, De Mévius e Baumel correram “debaixo do radar”, devido a problemas de comunicação com o transmissor que impediu a atualização da sua posição no live timing. À chegada, a surpresa foi total: vitória de etapa e consequente liderança do rali, depois de superarem rivais como Nasser Al‑Attiyah e Martin Prokop na classificação acumulada da tirada. O resultado garante-lhes a partida para a segunda etapa na condição de primeiros na estrada, um cenário tão prestigiante quanto exigente em termos de navegação.

De Mévius destaca importância simbólica para Baumel

Guillaume de Mévius sublinha que a vitória não era o objetivo imediato, mas ganha peso pelo significado que tem para o seu navegador. “É fantástico começar o rali desta forma, mas temos de admitir que vencer a etapa não era propriamente a nossa meta; não sentimos que estivéssemos a forçar ao ponto de lutar pelo primeiro lugar. Claro que estamos muito satisfeitos, sobretudo pelo Mathieu — esta vitória tem algo de especial para ele e dá-nos uma sensação excelente. Amanhã vamos abrir a estrada; nem sempre é uma vantagem, mas confio plenamente no Mathieu para nos guiar bem”, referiu o belga.

Baumel: do “estar à partida já é uma vitória” ao comando do rali

Para Baumel, o simbolismo é ainda maior. “Que conquista vencer uma etapa, sobretudo logo a primeira do rali. A primeira vitória foi simplesmente estar à partida. Agora é ainda melhor: vitória de etapa e liderança do rali. Temos de estar ainda mais concentrados, porque vamos abrir a estrada amanhã — mas, a partir daqui, tudo é um bónus”, comentou o francês, que já tinha quatro triunfos absolutos no Dakar ao lado de Nasser Al‑Attiyah antes deste regresso como amputado.

Desempenho das restantes duplas

A dupla Lionel e Lucie Baud, também em MINI JCW Rally 3.0d, partiu como quinto carro para a especial, uma posição considerada penalizadora face aos pilotos que largaram mais atrás. Para evitar furos no piso rochoso, optaram por um andamento cuidadoso, concluindo o dia no 30.º lugar, posição que entendem como uma base sólida para atacar na segunda etapa. “Começámos em quinto e fomos muito cautelosos nas pedras. A Lucie navegou na perfeição e o MINI portou-se irrepreensivelmente. O nosso objetivo era precisamente partir um pouco mais atrás amanhã. Vamos seguramente aumentar o ritmo”, explicou Lionel Baud.

Maria Gameiro e Romero sobrevivem a dia difícil

As portuguesas Maria Gameiro e Rosa Romero, igualmente com um MINI JCW Rally 3.0d, viveram uma jornada complicada e terminaram em 99.º. “Foi um dia duro. Ao fim de seis quilómetros já tínhamos um furo. Com o calor, a Rosa não se sentia bem, por isso tive de abrandar. Mais tarde tivemos outro problema de pneus e ainda ficámos presas na areia. Depois disso, andámos sempre em pó. Mas chegámos ao fim”, relatou Gameiro, sublinhando o lado de sobrevivência típico de uma etapa de abertura do Dakar.

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