O Dakar de 2016 chega hoje ao fim. Esta 38ª edição foi bastante criticada, principalmente pelo percurso da primeira semana, com a navegação a não ser tão preponderante. Porém, convém não esquecer que o Peru renunciou receber a prova cerca de 4 meses antes do seu início. Este foi um rude golpe para a organização que se viu a braços com um problema que teve de solucionar dentro dos prazos possíveis. Desta feita, o arranque que inicialmente seria feito com dunas, em solo peruano, passou para a Argentina, com um percurso mais rápido e com menor navegação. Segundo o diretor de prova, Etienne Lavigne, “a primeira semana não foi a inicialmente prevista e optou-se por um percurso misto, com uma primeira semana mais rápida, mas interessante, e uma segunda que correspondia mais ao verdadeiro espírito do Dakar.”
Em relação à redução das etapas, o francês tem também uma palavra a dizer. “A segurança dos pilotos é a nossa obsessão. Quando há alguma dúvida em relação à etapa, prima a integridade dos participantes.” Mas se Lavigne já tem uma vasta experiência numa prova como o Dakar, o mesmo não se passa com Marc Coma, que teve um difícil desafio na sua estreia como diretor desportivo. “Não foi um Dakar fácil. Chegaram até aqui 64% dos participantes. No Dakar entre Lima e Santiago foram 67%.”, enquanto na edição anterior haviam sido 50,9%. Neste seu primeiro ano, o espanhol destacou-se pela introdução de 3m, ao invés de 2m, no intervalo de partida entre as motos, a etapa maratona com parque fechado e a saída conjunta dos concorrentes na 10ª etapa, de Fiambala.
Apesar de todas as dificuldades, para Etienne Lavigne o Dakar está de ‘pedra e cal’ naquele continente. “O Dakar não está na disposição de sair da América do Sul… de momento.” A ASO não está ‘parada’ e tem vindo a realizar contatos com a Bolívia, Chile, tendo afirmado, em particular, o Ecuador, Brasil e Colômbia como futuras possibilidades.











