Dakar, Etapa 8: Brock Heger distancia-se, João Monteiro segundo, na perseguição
Com a vitória de hoje, Brock Heger/Max Eddy (Polaris RZR Pro R ) reforçaram novamente a sua liderança na classe SSV. O detentor do título conta agora com uma vantagem de quase 47 minutos sobre os seus perseguidores. Atrás dele, houve uma mudança no pódio: João Monteiro/Nuno Morais (Can-Am Maverick R) ascenderam ao 2º lugar, empurrando os seus companheiros de equipa Kyle Chaney/Jacob Argubright (Can-Am Maverick R) para o terceiro lugar, 51m27s atrás do líder. Xavier de Soultrait/Martin Bonnet (Polaris RZR Pro R), devido a dificuldades ontem e hoje, caíram para fora do top 3.
O dia nos SSV arrancou com Jeremias Gonzalez Ferioli fresco da vitória anterior, mas Brock Heger segurava firme a geral com 40m43s sobre Kyle Chaney, um abismo que só cresceria. Xavier de Soultrait, mesmo com tração limitada a duas rodas após um dia negro, agarrava-se ao 3º posto geral com unhas e dentes, recusando-se a baixar os braços perante o deserto impiedoso. Aos 45 km, Heger já ditava o ritmo, nove segundos à frente de Gonçalo Guerreiro, com De Soultrait ainda a reboque aos 86 km — 31 segundos para João Monteiro, o francês perdido algures no pó.
A meio da manhã, Heger confirmava domínio aos 136 km com 49 segundos sobre Monteiro, Ferioli escalando ao terceiro posto. Mas De Soultrait afundava-se: mais de dez minutos perdidos aos 86 km após parar numa secção traiçoeira, o sonho do pódio desmoronando-se, quilómetro a quilómetro. Drama para os portugueses, aos 50 km de tirada: Gonçalo Guerreiro ‘tombava’ com lesão no braço, foi evacuado de helicóptero para o bivouac, com o Polaris a ficar para trás num instante que entristeceu o paddock português.
Aos 180 km, Ferioli devorava a frente com 13 segundos sobre Heger, Monteiro colado a 26s, enquanto Kristoffersson, campeão de rallycross, ‘festejava’ o primeiro top 5 aos 180 km, o sueco a domar finalmente as dunas.
Heger não tremia: aos 223 km recuperava o topo por sete segundos sobre Ferioli, De Soultrait a mais de 11 minutos aos 136 km, cada segundo uma sentença. Aos 310 km, problemas técnicos cegavam o controlo — Ferioli liderava o visível, Heger “invisível” no caos eletrónico.
O americano ressurgia aos 341 km na frente, Ferioli a 19 segundos, Monteiro estava sólido em terceiro. Aos 414 km, o argentino contra-atacava por sete míseros segundos, mas Heger acelerava no derradeiro fôlego aos 448 km, abrindo 41 segundos sobre Ferioli. Nos quilómetros finais, o detentor do título mostrou porquê: resistiu à pressão, cortou a meta com 46 segundos sobre Gonzalez Ferioli e 1m33s sobre João Monteiro, quarto triunfo na prova.
Monteiro/Nuno Morais saltavam assim ao 2.º da geral a 47m09s, Carneiro/Mota em alta, Pinto/Oliveira de 17.º a 14.º, Hélder Rodrigues de 33.º a 20.º — o Dakar SSV tingia-se de azul e verde, com Heger intocável no trono.
FOTO Facebook João Monteiro
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