Carlos Sainz ‘lidera’ projeto Ford no Dakar: “uma dúzia de equipas com opções reais”

Por a 18 Dezembro 2025 15:26

Carlos Sainz, quatro vezes vencedor do Dakar, regressa em 2026 para a sua 18.ª participação na clássica de janeiro, novamente acompanhado por Lucas Cruz no Ford Raptor T1+ Evo. O piloto madrileno, que já triunfou em 2010, 2018, 2020 e 2024 e soma ainda vários pódios e 42 vitórias em etapas, assume um papel central no desenvolvimento do projeto Ford M‑Sport, combinando liderança em pista com forte envolvimento técnico nos melhoramentos do carro. Ao lado de Sainz, a Ford conta ainda com nomes como Nani Roma, também vencedor do Dakar em motos e carros, sublinhando o peso da experiência no alinhamento da equipa.​

“Mais de um ano a trabalhar: chego mais confiante”

Na sua quarta temporada enquadrado nos programas desportivos da Ford, Carlos Sainz sublinha a profundidade do trabalho realizado com o Raptor T1+: “Já estamos há mais de um ano a trabalhar e estou muito satisfeito com tudo o que conseguimos. Os melhoramentos alcançados são muito evidentes e o que mais me agrada é a constante vontade de melhorar tudo o que nos possa ajudar a atingir o nosso objetivo.” Para o espanhol, a combinação entre quilómetros de teste e participação em provas reais foi decisiva para dar um passo em frente.​​

Sainz destaca que a preparação de 2025 permite encarar o Dakar 2026 com outra base: “Chegamos ao Dakar 2026 com mais confiança, conhecemos melhor o carro e com muitos quilómetros de testes e competições. A fiabilidade técnica é fundamental no Dakar, mas também o desempenho em todos os tipos de terreno. Acho que estamos num momento ideal para aspirar a tudo.” Estas declarações enquadram uma ambição elevada, mas sustentada na evolução técnica do Raptor T1+ Evo e na experiência acumulada pelo piloto e pelo navegador.​

Regulamento apertado, detalhes decisivos

Para Carlos Sainz, a atual fase do Dakar é marcada por uma grande convergência técnica entre os principais construtores, o que aumenta a importância dos detalhes no desenvolvimento: “A equiparação técnica defendida pelo regulamento torna o trabalho de cada equipa muito importante no melhoramento dos detalhes. Todos os carros têm praticamente a mesma potência e pneus semelhantes, por isso trabalhámos muito no peso, nas suspensões e na robustez do conjunto.” Neste contexto, o espanhol antecipa uma edição extremamente competitiva, com “uma dúzia de equipas com opções reais” e um plantel de pilotos de várias gerações “muito rápidos”.​

A incerteza, considera Sainz, é precisamente um dos ingredientes que torna o Dakar particularmente atraente: a regularidade, a gestão de risco e a capacidade de evitar erros assumem um peso semelhante ao puro andamento. A experiência do madrileno em múltiplas gerações de carros e regulamentos torna‑o uma referência natural quando se fala em leitura estratégica da prova e adaptação às mudanças técnicas.​

Raptor T1+ Evo: a visão de Sainz sobre o carro

O quádruplo vencedor do Dakar destaca o progresso visível no Raptor T1+ Evo, tanto em termos de base mecânica como de soluções de detalhe: “O nosso Raptor já nasceu com uma excelente base, mas este ano de trabalho foi fundamental para melhorar o conjunto. A decoração espetacular salta à vista e, numa análise mais atenta, temos mudanças subtis que nos permitem dar um salto em frente.” Entre essas mudanças, Sainz aponta a evolução da visibilidade e da ergonomia a bordo como elementos centrais.​​

“A visibilidade melhorou significativamente, os espelhos retrovisores foram eliminados e substituídos por câmaras que projetam no interior tudo o que acontece no exterior, e as portas foram completamente redesenhadas para eliminar ângulos mortos, o que nos permite ter uma visibilidade lateral muito melhor. Estas novas portas abrem para cima e fecham hermeticamente”, explica o espanhol, sublinhando o impacto direto destas alterações na condução em etapas com muito pó ou tráfego intenso.​

Peso, equilíbrio e suspensão: o foco da engenharia

Sainz reforça ainda o papel do trabalho de engenharia na evolução dinâmica do Raptor T1+ Evo: “O esforço de engenharia é notável com a redução de 50 quilos no peso, para a qual contribuem elementos até agora não explorados, como o para‑brisas em material plástico, o redesenho de partes da carroçaria e a utilização de materiais leves.” Essa redução permitiu uma nova distribuição de massas, melhorando a estabilidade e o equilíbrio do conjunto em pisos rápidos e zonas de grandes impactos.​

“Também a suspensão sofreu evoluções, contribuindo para a redução do peso”, acrescenta o piloto, referindo‑se à adoção de componentes mais leves e robustos, bem como à otimização dos amortecedores para responder ao tipo de terreno esperado na Arábia Saudita. Para Sainz, o Raptor T1+ Evo chega ao Dakar 2026 como um pacote claramente mais completo, preparado para enfrentar um percurso de 13 etapas, com duas maratonas e forte exigência técnica e de navegação.​​

Um Dakar “ideal para aspirar a tudo”

Com quatro vitórias, dois terceiros lugares e 42 triunfos em etapas na prova, Carlos Sainz apresenta‑se em 2026 como um dos grandes favoritos, mas evita discursos triunfalistas. O madrileno insiste na importância de conjugar o potencial do Raptor T1+ Evo com uma gestão perfeita de fiabilidade, ritmo e navegação, num Dakar descrito como “mais técnico e com mais navegação” do que em anos anteriores. Num pelotão extremamente nivelado, o espanhol acredita que o trabalho acumulado com a Ford M‑Sport coloca a equipa “num momento ideal para aspirar a tudo”, num desafio que, ainda assim, não perdoa o mínimo erro.

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