Bruno Martins regressa ao Dakar com ambições reforçadas

Por a 29 Dezembro 2025 15:03

Bruno Martins, piloto natural da Marinha Grande, está de regresso ao Dakar em 2026, naquela que será a sua segunda participação na mítica prova depois da estreia em 2019. A edição de 2026 arranca a 3 de janeiro, na Arábia Saudita, com o português integrado na estrutura da Santag Racing ao volante de um Polaris RZR Pro R Sport, inscrito na categoria T4. Em declarações à Sport TB, Bruno Martins disse que “quero obter a melhor classificação possível”, nesta sua estreia na Arábia Saudita, que não no Dakar, em que já esteve em 2019.

Para este regresso, Bruno Martins contará com o navegador Eurico Adão, também português, formando a dupla inscrita com o número 438 no Dakar 2026. O Polaris RZR Pro R Sport surge preparado integralmente pela Santag Racing, equipa portuguesa especializada em projetos privados com máquinas Polaris, e representa um salto significativo face aos meios com que o piloto alinhou em 2019, permitindo-lhe apontar a resultados mais próximos dos lugares da frente da categoria.

A Santag Racing integra o contingente de equipas parceiras da Polaris no Dakar, depois de ter conquistado em 2025 o título mundial de Rally-Raid na classe SSV com um RZR Pro R, reforçando a competitividade do pacote técnico colocado à disposição de Bruno Martins.

Campeão nacional e referência nos SSV

O ponto alto da carreira doméstica de Bruno Martins chegou em 2017, quando se sagrou Campeão Nacional de Todo-o-Terreno na categoria SSV, título assegurado ao volante de um Can-Am Maverick X3. num ano em que venceu provas icónicas como o Raid TT de Góis e consolidou a reputação de piloto rápido e consistente em pistas técnicas. Antes desse título absoluto, o piloto já contava com vitórias em várias subcategorias do Campeonato Nacional, acompanhando de perto a evolução dos Side-by-Side em Portugal desde os primeiros buggies de fabrico chinês em 2008, passando por protótipos Rage e pela explosão dos modelos de tração integral da Can-Am.

No plano da resistência, o nome de Bruno Martins tornou-se recorrente em provas como as 24 Horas de Fronteira e as 3 Horas SSV, onde soma resultados de destaque, assim como na Baja Portalegre 500, prova-rainha do TT nacional, na qual já alcançou vitórias e pódios em SSV. Em 2013, nas 3 Horas Buggy de Fronteira, protagonizou um final emocionante ao bater o então jovem campeão nacional Nuno Tavares na última volta, ao comando de um buggy Rage, confirmando a sua agressividade controlada em contexto de resistência.

A estreia “de odisseia” no Dakar 2019

A primeira experiência de Bruno Martins no Dakar, em 2019, ficou marcada pela resiliência extrema e pelo papel de “mochileiro” ao serviço da estrutura BBR, ajudando outros concorrentes da equipa ao mesmo tempo que tentava sobreviver à dureza da prova. Ao lado do navegador Rui Ferreira, e aos comandos de um Can-Am X3, o piloto assumiu desde início que “chegar ao fim seria uma vitória”, sublinhando que, mais do que o cronómetro, o objetivo passava por acumular experiência e concretizar um sonho de uma década ligado aos SSV.

A dureza dessa edição ficou bem espelhada na terceira etapa de 2019, que a dupla portuguesa concluiu quase 24 horas depois do arranque, chegando ao bivouac já com o sol a nascer, após sucessivos contratempos e praticamente três dias sem dormir. Episódios como a paragem para ajudar o companheiro de equipa Adrian Gouget a trocar uma rótula da direção, ou a necessidade de recorrer à solidariedade de outros concorrentes quando ficaram sem combustível nas dunas, ilustram o grau de sacrifício envolvido.

Do limite físico ao novo desafio

Depois da quinta etapa, Bruno Martins e Rui Ferreira assumiram ter chegado ao limite físico, consequência de noites em branco sucessivas, da exigência mecânica do percurso e das responsabilidades adicionais como “mochileiros”. A aventura terminaria precisamente na quinta tirada, juntando a dupla ao longo rol de abandonos dessa etapa, mas deixando um registo de esforço levado até ao extremo e uma história que o próprio piloto admitiu ser “material para um livro”.

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