Alexandre Pinto já está focado no Dakar: arranca a defesa do título mundial
O Campeão do Mundo de Rally Raids SSV/T4, Alexandre Pinto, já se encontra na Arábia Saudita para disputar o Dakar Rally 2026, agendado de 3 a 17 de janeiro e que será a prova de abertura do W2RC (World Rally-Raid Championship). Inscrito pelo Old Friends Rally Team e navegado por Bernardo Oliveira, igualmente Campeão do Mundo de Rally Raid SSV, o piloto português lidera a lista de inscritos da categoria SSV, aos comandos de um Polaris RZR com o número 400.
A dupla lusa, que em 2025 conquistou o título mundial FIA Rally-Raid SSV numa época histórica para o todo-o-terreno português, encara o Dakar 2026 como o primeiro passo na defesa desse estatuto. Entre os adversários estarão alguns dos principais nomes da disciplina a nível internacional, num plantel que integra também vários pilotos portugueses na categoria T4 (SSV).

Um campeão do mundo em ascensão
Alexandre Pinto chega ao Dakar 2026 na condição de Campeão do Mundo de Rally Raid SSV, título alcançado após uma temporada de 2025 marcada por vitórias e regularidade nas principais provas do W2RC. O português, que iniciou a carreira no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno em 2021, tornou-se o primeiro piloto luso a conquistar um título mundial FIA na categoria SSV.
Ao lado de Bernardo Oliveira, também ele consagrado campeão do mundo de Rally Raid SSV, Pinto construiu em 2025 um percurso que incluiu triunfo no BP Ultimate Rally Raid Portugal e resultados decisivos no Dakar e no Rallye du Maroc. A ligação técnica à Santag Racing e à plataforma Polaris RZR Pro R tem sido apontada pelo próprio piloto como um factor determinante para o salto competitivo dado nas últimas duas épocas.
Declarações de Alexandre Pinto: ambição com pés assentes
Na antecâmara do Dakar 2026, Alexandre Pinto sublinha que a época de 2025 superou todas as expectativas, recordando que a estreia no W2RC foi encarada inicialmente com o objectivo primário de terminar o Dakar. O piloto reconhece que o título mundial representa uma responsabilidade adicional, mas rejeita carregar “pressão” excessiva, insistindo que a prioridade passa por manter um ritmo competitivo e gerir bem as duas semanas de corrida.
O português destaca ainda o trabalho intenso dos últimos meses na preparação logística, técnica e física para o segundo Dakar consecutivo, frisando que a equipa tem “trabalhado muito” para estar à altura de uma concorrência forte e de especiais particularmente exigentes. Pinto deixa também palavras de agradecimento à Old Friends Rally Team, patrocinadores, família e amigos, vincando que o projecto só é possível pelo esforço colectivo e pela qualidade do apoio de todos os intervenientes.
Old Friends Rally Team e Polaris RZR #400 em destaque
A Old Friends Rally Team volta a apostar em força na disciplina de Rally Raid, alinhando no Dakar 2026 com a dupla campeã do mundo em SSV e com o Polaris RZR a ostentar o dorsal 400. O conjunto português chega à Arábia Saudita após uma época em que o RZR Pro R preparado pela Santag Racing se afirmou como referência na categoria, acumulando títulos e vitórias em palcos europeus e mundiais.
O projecto de Pinto e Oliveira é hoje apontado como um dos principais rostos da afirmação internacional da escola portuguesa de todo-o-terreno, após temporadas de crescimento sustentado e resultados consistentes em campeonatos nacionais, taças europeias e no próprio Dakar. A visibilidade alcançada com o título mundial FIA em SSV contribuiu também para reforçar o interesse de patrocinadores e a projecção mediática do Old Friends Rally Team.
Dakar 2026: 8.000 km de resistência máxima
A 48.ª edição do Dakar Rally terá um total aproximado de 8.000 quilómetros, dos quais cerca de 4.800 a 4.900 serão disputados ao cronómetro, num percurso em laço com partida e chegada a Yanbu, na costa do Mar Vermelho. O traçado integra um prólogo e 13 etapas, combinando tiradas rápidas em piso de terra, zonas pedregosas, sectores de navegação complexa e longos troços de dunas, incluindo etapas em formato de “refúgio” tipo maratona, sem assistência convencional.
O prólogo de 23 quilómetros, marcado para 3 de janeiro na região de Yanbu, será disputado em estradas de terra batida que serpenteiam pequenas colinas, exigindo condução precisa apesar de não apresentarem grandes dificuldades técnicas. A primeira parte da prova decorre até 9 de janeiro, com o dia de descanso agendado para 10 de janeiro em Riade, antes de uma segunda semana que se prevê decisiva na definição da classificação final.
Yanbu, Riade e o desafio às duplas SSV
Yanbu assume um papel central na edição de 2026, acolhendo não só o prólogo, mas também as primeiras etapas e a derradeira especial, fechando o laço novamente junto ao Mar Vermelho. Entre estes dois pontos, o pelotão atravessará regiões como Al Ula, Hail e Bisha, em especiais longas que colocarão à prova a fiabilidade mecânica dos SSV e a capacidade de gestão de pneus, combustível e navegação das duplas.
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