6ª vitória de Nasser Al-Attiyah no Dakar, estreia da Dacia, dois Ford Raptor no pódio
Nasser Al-Attiyah e o seu navegador, Fabian Lurquin (Dacia Sandrider), venceram o Rali Dakar. O piloto do Qatar regressa aos triunfos após três anos, conquistando o seu sexto Dakar (2011, 2015, 2019, 2022, 2023 e 2026). Esta é também a primeira vitória da Dacia no rali, naquela que é apenas a sua segunda participação, tornando-se a 13ª marca a vencer no Dakar.

Para Fabian Lurquin, que tinha terminado três vezes no pódio do Dakar – segundo em 2022 e 2023 e terceiro em 2024 – o primeiro lugar ainda lhe escapava enquanto fazia parceria com Sébastien Loeb. Agora, ao lado de Nasser Al-Attiyah, alcançou a vitória, tornando-se no primeiro navegador belga a vencer o Dakar, embora o seu compatriota Jacky Ickx já tenha triunfado como piloto em 1983.
Depois de ontem ter empatado com Stéphane Peterhansel e Ari Vatanen em número de vitórias em etapas (50), Nasser Al-Attiyah escreve agora um novo capítulo da sua lenda nos ralis-raid.
Nani Roma bateu Nasser Al-Attiyah nesta 13ª etapa, mas foi suficiente apenas para assegurar o segundo lugar na prova. O vencedor de 2014, agora com 53 anos, está de regresso ao pódio do Dakar pela primeira vez desde 2019. Um pódio bem merecido por tudo o que fez durante a prova, que teve drama até ao final, ao terminar a etapa de ontem sobre três rodas e a ser rebocado.
A Ford vinha para vencer, não conseguiu, mas colocou dois Raptor no pódio, numa estreia histórica para a marca norte-americana, que terminou com Nani Roma no segundo posto e Mattias Ekström em terceiro.
Mattias Ekström (Ford Raptor) foi oito segundos mais rápido do que Sébastien Loeb nesta tirada final e, com isso, terminou o rali com 37 segundos de vantagem sobre o francês. Para Loeb, mais um ano em que não consegue vencer, desta feita nem sequer um pódio, se bem que do lado da Dacia a hora é de festa, pois poucos se podem gabar de triunfar logo na segunda participação.
Sébastien Loeb/Edouard Boulanger (Dacia Sandrider) foram quartos, com o piloto a realizar o seu pior resultado no Dakar, entre as provas que terminou, desde o nono posto na estreia em 2016. Continua com quatro pódios, dois segundos (2022, 2023) e dois terceiros (2019, 2024). Prestação abaixo do esperado para o francês, que teima em não se “entender” com o Dakar.
Outra dupla que não esteve bem foram Carlos Sainz/Lucas Cruz (Ford Raptor), que terminaram na quinta posição, depois do abandono do ano passado e do triunfo em 2024 com a Audi.
Grande sexto posto o de Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR) que repete a posição do ano passado, repetindo por isso a sua melhor classificação de sempre no Dakar. Tal como em 2020, venceu uma etapa.
Lucas Moraes/Armand Monleón (Dacia Sandrider) foram sétimos, com a Dacia a colocar três carros no top 7 da prova. O brasileiro, Campeão do Mundo de Rally-Raids em título, teve uma prova marcada por muitos altos e baixos, especialmente na nona etapa, e logo na fase inicial da prova. Depois do pódio na estreia em 2023, tarda em voltar aos grandes resultados na prova.
No top 10, três Dacia Sandrider (1º, 4º e 7º), três Ford Raptor (2º, 3º e 5º), um Century em 6º na frente de três Toyota que fecharam o top 10.
Oitavo posto para Toby Price/Armand Monleón (Toyota Hilux GR), a melhor Toyota em prova, o que diz muito de como correu mal à marca nipónica este Dakar, com o antigo piloto de motos, a terminar a prova, apagando o fortíssimo acidente que o faz desistir no ano passado. Mudou-se para os autos no ano passado e já fez este ano uma prova bem mais consistente. Era 16º da geral no final da etapa 3, chegou ao sétimo posto, na etapa 9, mas só conseguiu terminar no oitavo posto.
Seth Quintero/Andrew Short (Toyota Hilux GR) e Saood Variawa/François Cazalet (Toyota Hilux IMT Evo) fecharam o top 10.
Joāo Ferreira/Filipe Palmeiro (Toyota Hilux IMT Evo) terminaram a prova na 18ª posição.
Á exceção de Yazeed Al Rajhi/Timo Gottschalk (Toyota Hilux/Overdrive Racing), vencedor do ano passado, logo na etapa 4 não houve mais abandonos entre os homens da frente.
Mattias Ekström venceu a etapa 13, a sua quarta especial da edição de 2026. Bateu Sébastien Loeb (+8s), Henk Lategan (+13s) e Mathieu Serradori (+33s), que terminou logo à frente do seu companheiro de equipa Brian Baragwanath (+36s). Quatro fabricantes entre os quatro primeiros da etapa: Ford, Dacia, Toyota Gazoo Racing W2RC e Century!
Rokas Baciuska (Defender) venceu a Classe Stock. Não satisfeito com o triunfo, o lituano deu tudo para vencer a etapa final por 32s sobre Stéphane Peterhansel e 1m01s sobre Sara Price. Foi a sua oitava vitória em etapas da Stock, este ano. O Defender completou uma série invicta, com Price e Peterhansel conquistando três vitórias cada um.

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