Dacia Sandriders chega a Portugal na liderança e aponta a consolidar domínio no mundial
Equipa vencedora do Dakar quer reforçar vantagem no W2RC
A Dacia Sandriders chega ao Rally-Raid Portugal 2026, segunda prova do FIA World Rally-Raid Championship (W2RC), na liderança de todas as classificações e com a ambição declarada de “consolidar as posições cimeiras” no campeonato.
A formação, que em janeiro venceu o Dakar e colocou quatro carros no top 11, inscreve agora três equipas em Portugal, apostando em Nasser Al-Attiyah/Fabian Lurquin, Sébastien Loeb/Édouard Boulanger e Lucas Moraes/Dennis Zenz: “Depois de um Dakar que cumpriu em pleno os nossos objetivos, encaramos esta ronda europeia com uma ambição clara: consolidar as nossas posições de liderança no campeonato do mundo”, afirma a team principal, Tiphanie Isnard, sublinhando, porém, que a estrutura se mantém “humilde” perante os desafios esperados em Portugal.
Al-Attiyah abre estrada numa prova-chave do Rally-Raid Portugal
Graças ao triunfo no Dakar, Al-Attiyah e Lurquin lideram o W2RC em pilotos e navegadores, respetivamente, e vão abrir a estrada na primeira etapa, na sequência de uma alteração regulamentar: pela primeira vez, a ordem de partida do primeiro dia será definida pela classificação do campeonato e não pelos resultados do prólogo. A Dacia Sandriders lidera igualmente a tabela de construtores, com 33 pontos de vantagem sobre a Ford Racing.
“Manter a liderança do mundial é o nosso objetivo seguinte. Não será fácil, porque a concorrência é muito forte e o Rally-Raid Portugal traz muitas dificuldades, incluindo alterações ao percurso e um piso mais húmido do que no ano passado”, alerta Al-Attiyah, que recorda as condições molhadas esperadas na primavera, bem diferentes das da edição de setembro.
Portugal talismã: Loeb, Moraes e o histórico de vitórias
O Rally-Raid Portugal é terreno favorável para a estrutura romena. Al-Attiyah venceu a edição inaugural, em 2024, então também navegado por Boulanger, enquanto Loeb e o co-piloto francês asseguraram o último lugar do pódio na prova de 2025. Já Lucas Moraes regressa ao cenário da sua primeira vitória absoluta no W2RC, obtida na temporada passada e decisiva para a conquista do título mundial em Marrocos.
“Portugal é muito especial para mim, foi aqui que consegui a primeira vitória da carreira e é um país especial porque, vindo do Brasil, falamos a mesma língua. Os adeptos são sempre muito simpáticos. Espero que consigamos defender o triunfo. Vamos em modo ataque total e tentar somar pontos para subir mais um pouco na classificação”, antecipa o piloto brasileiro.
Loeb, por seu lado, destaca o caráter técnico da prova: “É um rali que gosto muito. É menos sobre resistência e gestão de corrida do que o Dakar, e mais sobre precisão. As especiais são estreitas para carros como os nossos, o que torna tudo mais exigente, mas muito interessante do ponto de vista da condução.”
Percurso renovado entre Grândola, Badajoz, Loulé e Vilamoura
Organizado pelo Automóvel Club de Portugal, o Rally-Raid Portugal disputa-se entre 17 e 22 de março e cumpre a sua terceira edição no W2RC, depois da estreia em 2024. O percurso total ronda os 2175 quilómetros, dos quais 1320 contra o cronómetro, com cinco etapas em Portugal e Espanha, e sofreu uma revisão profunda para 2026.
Grândola mantém-se como palco da partida e da primeira etapa, com secções mais arenosas do que em setembro passado, enquanto a segunda etapa, que leva a caravana até Badajoz, segue por território inédito. A terceira etapa, em torno da cidade espanhola, e a primeira metade da quarta, já no regresso a Portugal, conservam traçados semelhantes aos de 2025, mas a parte final da quarta etapa e a quinta são totalmente novas. O último dia inspira-se no percurso usado pelo Dakar 2006 em Portugal, com piso duro e acidentado em vez de planícies abertas, antes da chegada à Marina de Vilamoura, perto de Faro.
Segundo a organização, as especiais serão mais estreitas do que as do Dakar, o que reforça a exigência técnica, e a passagem do outono para a primavera, aliada à forte pluviosidade recente, deverá marcar decisivamente o tipo de terreno encontrado pelas equipas.
Preparação técnica e foco na fiabilidade
Depois de ter enfrentado problemas de travões na edição de 2025, a Dacia Sandriders garante ter trabalhado “extensivamente” nessa área para evitar a repetição de constrangimentos num evento que descreve como “desafiante e potencialmente imprevisível”. “Sabemos que será um desafio completamente diferente, exigente e, por vezes, imprevisível. Vamos apoiar-nos na nossa força mental, nos nossos padrões coletivos e na determinação de encarar cada corrida como um capítulo excecional do nosso percurso”, resume Tiphanie Isnard.
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