Tiago Reis vence Baja de Lagos, Gonçalo Guerreiro Campeão do CPTT
Tiago Reis e Paulo Fiúza (MMP T3) venceram a Baja de Lagos, derradeira prova do CPTT 2025, naquele que é o seu primeiro triunfo do ano na competição depois de quatro triunfos na Challenger (T3). A dupla foi segunda no prólogo, mas venceu os dois Setores Seletivos da prova do Clube automóvel do Algarve, triunfando com 1m36,6s de avanço para Daniel Silva e Gonçalo Magalhães (Taurus T3 Max), que depois do triunfo no T3 em Portalegre, desta feita foram segundos, naquela que é a sua melhor classificação de sempre à geral no CPTT.

Gonçalo Guerreiro e Pablo Moreno (Polaris Rzr Pro R) fizeram uma prova tática, pois não precisavam de vencer, mas apenas garantir cinco pontos, que os colocariam nas contas finais na frente de João Ferreira e Filipe Palmeiro, que este fim de semana foram para a África do Sulva com a Toyota preparar o Dakar 2026.
A dupla do Polaris RZR Pro R não meteu uma roda fora do sítio, o único susto foi ontem com o surgimento de cães na pista, mas tirando isso fizeram uma prova ‘quanto baste’ para somar os pontos necessários, terminando em terceiro nos dois Setores Seletivos, e terminando a corrida a 3m43.3s da frente.
Com este resultado, Gonçalo Guerreiro confirma o título do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, e inscreve o seu nome de ouro no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT), fazendo história ao mesmo tempo já que é a primeira vez na história da modalidade que os David vencem os Golias, ou seja, os SSV/T4 batem os carros de topo da categoria T1/Ultimate, num campeonato absoluto, pois até aqui só tinha sucedido em provas. A a partir de agora, também dos campeonatos.
Mário Franco e Rui Franco (BRP-Can Am Maverick X3) terminaram o SS1 em quinto da geral, mas terminaram a prova em quarto já que Luís Cidade e Valter Cardoso (Can-Am Maverick R) ficaram pelo caminho, depois de terminar o SS1 na 4ª posição. Depois de dois pódios no T3 em Castelo Branco e na Baja Norte, Mário Franco venceu entre os SSV na prova do Mundial de TT Na África do Sul, sendo agora quartos em Lagos.
Tiago Guerreiro-Carlos Paulino (Polaris Pro R) fizeram uma prova de trás para a frente e depois de terminarem o SS1 na nona posição, ascenderam no segundo dia até ao 5º lugar da geral, segundo dos T4.
Sexto posto para Paulo Rodrigues-João Miranda (BRP Can Am Maverick R XRS), terceiros do T4, eles que se mudaram para os SSV depois de terem começado a época no T3. Foram quartos no Rally Raid Portugal e em Portalegre.
Rúben Rodrigues-Rui Paulo (Can Am Maverick R) terminaram a prova na sétima posição da geral, terceiros dos T4, subindo hoje do sétimo para o quarto lugar dos SS/T4.
César Sequeira-Filipa Sequeira estrearam-se com o Kaizen S1 e nos T3, eram 5º após o SS1 e ascenderam hoje, mais uma posição, terminando em 4º dos T3. É mais uma equipa que troca os T1 pelos Challenger SSV…
A fechar o top 10 ficaram Herlander Araújo-Tiago Magalhães (Polaris RZR Pro R), que tinham terminando o primeiro dia na sexta posição, caindo hoje para o nono lugar, quinto dos T4, Filipe Ramos-Jérémy Dubois (Can-Am Maverick R), que mantiveram o mesmo 10º lugar, sexto dos T4 em que já estavam ontem.
Em 2024 o quinto posto em Portalegre, de João Ferreira, no Mini, marcou a prova em que um T1 terminou mais longe na classificação de uma prova do CPTT, este ano, até hoje era no Raid da Ferraria que César Sequeira, com o Mercedes tinha sido sétimo, mas hoje esse ‘recorde’ foi batido… por muito.
O Fiat Fullback Proto T1 de Johannes Senders-Kala Senders terminou a Baja de Lagos na 16ª posição da geral, melhor dos T1, claro, a 37m15s do vencedor da prova, batendo Pedro Dias Da Silva-Ivo Santos (Ford Ranger Proto), vencedores dos T8 por 6m59.8s, com o segundo melhor T1, Vitor Figueiredo-Amílcar Damião (Toyota Hilux) a terminar a 9m51.7s. Sérgio Matos-Sebastião Dominguez (Toyota Hilux T1) lideravam ontem com 1m16.9s de avanço para Senders, mas ficaram hoje pelo caminho depois de um toque após um topo em que o carro se desequilibrou.
O que se assiste no final deste campeonato de 2025 é uma enorme mudança de paradigma no todo o terreno em Portugal, em que as T1 têm sido constantemente atiradas mais para baixo nas classificações em virtude dos pequenos gigantes T3 e T4 a reservar cada vez mais os lugares cimeiros das provas e como se percebeu a partir de hoje, também dos campeonatos absolutos.
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