Francisco Barreto: “Dentro do azar, até tivemos sorte” na Baja Portalegre 500
A Baja Portalegre 500 revelou-se um verdadeiro teste de fogo para Francisco Barreto e a sua equipa, uma jornada marcada por contratempos mecânicos que exigiram resiliência e dedicação. Apesar dos desafios que assolaram o percurso, desde a falta de potência no prólogo até à quebra de uma transmissão e, posteriormente, do diferencial traseiro, o piloto português destaca a capacidade de superação e o trabalho incansável da sua estrutura, com um agradecimento especial à SVR. Concluindo a exigente prova alentejana no sexto lugar, Barreto sublinha a importância crucial dos pontos conquistados para a Taça do Mundo FIA de Bajas, onde ocupa atualmente a segunda posição.
AS: que balanço fazes da tua prova?
Francisco Barreto: “Acho que o resumo da nossa prova é que, dentro do azar, até tivemos sorte. Demos o nosso melhor do início ao fim. Desde o prólogo começámos logo a sentir falta de potência no carro. Depois, no primeiro setor, partimos uma transmissão a cerca de 20 quilómetros do fim, o que nos fez perder imenso tempo, como devem calcular.
Mas partimos para o dia seguinte com toda a força e garra. Só que, novamente a cerca de 20 quilómetros do final, partimos o diferencial traseiro, o que nos atrasou bastante. Vínhamos com bom ritmo, a tentar alcançar o melhor tempo para recuperar do dia anterior, mas o diferencial acabou por ceder e isso comprometeu-nos muito.
Hoje de manhã, no último setor, conseguimos pôr o carro em condições. Foi um grande trabalho da nossa equipa e quero agradecer à SVR, que se juntou a nós para montar um diferencial em apenas 20 minutos — foi o tempo que tínhamos de assistência —, além de rever todo o carro. Estão todos de parabéns, fizeram um ótimo trabalho.”
AS: Ainda subiste duas posições no SS3…
Francisco Barreto: “Sim, terminámos no sexto lugar, mas este último Setor Seletivo era completamente favorável aos buggies. Nos primeiros quilómetros havia muita lama e barro, devido às chuvas que tinham caído à hora de almoço, e isso tornou tudo extremamente complicado. Era um setor muito fechado, em que qualquer erro podia custar caro.
Enquanto não saíssemos daquela zona mais difícil, optámos por uma estratégia calma e controlada, apenas para garantir que chegávamos ao fim. Já na parte final, quando a pista abriu, fomos a fundo para tentar recuperar o máximo de tempo possível.”
“Os pontos são importantíssimos para a Taça do Mundo”
AS: Fizeste uma boa prova no Rally Raid Portugal, aqui em Portalegre esperavas melhor do que um 6º lugar…
Francisco Barreto: “Sim, é verdade. O Mundial correu-nos bem — queríamos um pouco mais, mas foi o que conseguimos. Aqui também tínhamos esse objetivo, até porque queríamos alcançar o maior número possível de pontos para a Taça do Mundo, que é o campeonato em que estamos a competir.
Acabámos em segundo lugar na Taça, e esses pontos são importantíssimos. Agora vamos continuar: seguimos para a Baja do Qatar e depois para o Dubai, onde queremos lutar pelo pódio. Isto só termina no fim, por isso vamos continuar a dar o nosso melhor.”
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