CPTT 2025, Balanço após 4 provas: Gonçalo Guerreiro lidera com regularidade e três vitórias
Após quatro provas do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM|48 2025, Gonçalo Guerreiro, ao volante do seu Polaris RZR Pro R, lidera com três vitórias e uma consistência notável, enquanto João Ferreira tenta recuperar o terreno perdido e Tiago Reis demonstra o potencial da categoria T3 estando também na luta pelo título absoluto.
Ao fim de quatro das sete provas do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM|48 2025, o grande destaque vai para Gonçalo Guerreiro, que aos comandos do seu Polaris RZR Pro R (SSV/T4) já soma três triunfos à geral e uma liderança consolidada no campeonato absoluto com 90 pontos.
Depois de um 5.º lugar absoluto na abertura em Beja, onde venceu o T4, o jovem piloto venceu em Castelo Branco (após desclassificação de João Dias), na Baja TT Norte de Portugal e no recente Raid Ferraria, sempre com exibições consistentes e ritmos sólidos. Além das vitórias, a regularidade tem sido a chave: Gonçalo Guerreiro tem terminado todas as provas nos lugares cimeiros, tanto na geral como na sua classe, os SSV T4, que lidera destacadíssimo.

João Ferreira: rápido, mas penalizado
João Ferreira, campeão em título, começou da melhor forma com uma vitória incontestável na Baja Montes Alentejanos, sendo também segundo em Castelo Branco e na Baja TT Norte. Contudo, na Ferraria, esteve ausente, e a penalização de cinco minutos em Valpaços, na Baja TT Norte, impediu-o de conquistar nova vitória. Soma 77 pontos e é o principal rival de Guerreiro, mas a ausência em maio pode pesar na luta pelo título. A partir de agora, vai competir com Toyota, deixando o Mini JCW Rally e a X-Raid, e tendo em conta as provas que faltam pode perfeitamente chegar a novo título, embora, para já seja Gonçalo Guerreiro a destacar-se .

Tiago Reis: competitivo no T3, ainda com margem para subir
No terceiro posto absoluto do campeonato surge Tiago Reis, com 62 pontos, a demonstrar que a categoria T3 pode também lutar pelo topo da classificação geral, o que se sabia, pois em teoria os t3 até são mais competitivos que os SSV/T4, mas os melhores destes carros têm ao volante bons pilotos, e isso tem feito diferença.
Reis venceu o T3 nos Montes Alentejanos, foi infeliz em Castelo Branco, mas respondeu com duas grandes provas na Baja Norte (3.º absoluto) e no Raid Ferraria, onde lutou taco a taco com Guerreiro até ao último quilómetro, terminando apenas a 19,2 segundos. Soma três triunfos consecutivos na classe T3 e lidera o respetivo campeonato.

João Ramos com temporada complicada
O vice-campeão de 2024, João Ramos, teve um início promissor com o 2º lugar em Beja e o 4.º em Castelo Branco. No entanto, duas desistências consecutivas — primeiro com um acidente complicado na Baja Norte, depois novo abandono na Ferraria — deixaram-no com apenas 38 pontos. A recuperação será difícil, mas não impossível, se regressar ao ritmo inicial. Será sempre candidato aos lugares da frente nas três provas que faltam, mas ainda assim leva já um resultado de atraso (o pior resultado, no fim do ano, não conta) pelo que terá que fazer uma segunda metade de campeonato melhor.
Destaques do top 10 absoluto
Edgar Reis (Taurus T3 Max) é 4.º no campeonato com 28 pontos. Tem sido consistente, com presenças regulares no pódio do T3 e um 6.º lugar absoluto na Baja Norte.
Hélder Oliveira (Can-Am Maverick X3) segue com 25 pontos, apesar de só ter feito três provas. Foi 3.º da geral na prova inaugural, mostrando capacidade para lutar por mais se alinhar nas restantes.
Miguel Barbosa, também com três participações, surge com bons resultados nas duas primeiras provas, mas uma desistência na Ferraria travou o seu progresso.

T1 com muito menos impacto na luta pelo título
Na categoria T1, tem-se notado um menor protagonismo na geral. César Sequeira tem sido o mais eficaz, com vitórias consecutivas em Castelo Branco, Baja Norte e Ferraria, mas a irregularidade de presenças entre os pilotos desta classe tem dificultado a luta por pontos absolutos. Seja como for, as provas no T1 têm sido competitivas.
Em Beja venceu Jorge Cardoso, mas depois disso foi apenas quarto do T1 na Baja Norte.
Mais regular tem sido Sérgio Matos, segundo no T1, com 52 pontos, face aos 100 de César Sequeira.
Sérgio Matos foi quarto em Beja, não pontuou em Castelo Branco, mas fez dois pódios na classe em Valpaços e Ferraria, pelo que tem mais um ponto que José Rogeira, que foi terceiros em Castelo Branco, segundo na Baja Norte e quarto na Ferraria. Edgar Condenso, o campeão de t1 de 2024, é quarto na tabela, e tem feito também um campeonato com altos e baixos. Não pontuou em Beja, foi segundo em Castelo Branco, quinto em Valpaços e na Ferraria.
Regularidade e rapidez premeia os T3 e T4
Com menor custo operacional e maior fiabilidade, as categorias T3 e T4 dominaram não só os pódios das respetivas classes, mas também o top 10 absoluto. Exemplo disso é o facto de Gonçalo Guerreiro (T4) liderar o campeonato, com Tiago Reis (T3) em terceiro. A competitividade deste tipo de máquinas já ficou claro há algum tempo, e se no Dakar estes carros não têm qualquer hipótese face aos ‘monstros’ T1+, devido à “estrada aberta”, nas bajas, como em Portugal, a ‘música’ é outra, porque basta as provas serem um pouco mais enroladas, em termos gerais e os T1+ tenham mais dificuldade em andar depressa, que os melhores T4 e T3 está lá para vencer ou ocupar as melhores posições.
O que esperar da segunda metade do campeonato?
Com três provas por disputar — Baja TT Sharish Reguengos/Mourão, Baja Portalegre 500 e Baja Lagos — o título está longe de estar decidido. A consistência de Gonçalo Guerreiro é a referência a bater, mas se João Ferreira recuperar o ritmo e alinhar em todas as provas, a luta promete ser intensa até novembro. Tiago Reis, com a sua fiabilidade e regularidade no T3, continua também na corrida, isto em termos absolutos.
Nos T1, César Sequeira parece ter já um avanço que lhe pode valer o título, mas os T1 são equilibrados e por isso tudo pode ainda acontecer.
No T4, Gonçalo Guerreiro tem 104 pontos, Filipe Lopes, 41. Por aqui se vê que no caso da competitividade dos t4, é o piloto e muito menos o carro a fazer a diferença. Daí para trás, sim tudo mais equilibrado nos SSV/T4, pois Luís Cidade está apenas um ponto atrás e os restantes não estão nada longe…
No T3, Tiago Reis tem 28 pontos de avanço para Edgar Reis, Hélder Oliveira vem logo a seguir, mas é Tiago Reis o claro favorito a vencer esta classe.
No T2, apenas três concorrentes, Eduardo Rodrigues tem dominado.
No T8, Johannes Senders tem 84 pontos face aos 43 de João Paulo Oliveira, e tem dominado a categoria pela regularidade, vencendo ou terminando no pódio em todas as provas.
No T9 há equilíbrio, Sérgio Mourato tem 29 pontos face aos 27 de Miguel Teodoro. Uma vitória para cada e poucos concorrentes nesta categoria.
O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno 2025 mantém-se vibrante e imprevisível, refletindo o elevado nível competitivo que há muito o define como um dos melhores da Europa.
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