CNTT/Raid TT de Góis: Roberto Borrego: Rei dos Quad, agora SSV

Por a 15 Novembro 2021 15:10

Numa temporada emocionante em que foram cinco os pilotos que chegaram à derradeira prova com hipóteses de ser campeões, o título foi para Roberto Borrego. Depois de dominar nos Quad, triunfa agora nos SSV. Em Góis, chegou ao patamar superior de uma disciplina com um nível de competitividade fabuloso.

Empurrado de março para fecho da temporada devido ao Covid o Raid TT Góis viu a sua prova ter uma adesão inferior ao que tem sido habitual nas provas do CNTT. Com três provas em outubro e as 4 horas TT de Fronteira às portas isso era de certa forma expectável. Em contrapartida a prova viu disputaram-se os títulos de todas as disciplinas e o de equipas, realizou-se em condições meteorológicas fantásticas e num piso com uma tração incrível. As pistas serranas de Góis, Arganil e este ano Pampilhosa da Serra são únicas no panorama das corridas do CNTT. Extremamente exigentes do ponto de vista de pilotagem, exigindo um elevado grau de concentração porque são também bastante perigosas foram, todavia muito elogiadas pela generalidade dos pilotos, poucos, mas muito bons, que se encantaram também com a inclusão de parte do troço do Rali de Portugal que lhe permitiu terem alguns quilómetros de um prazer diferente. E por fim, se bem que isso nem sempre seja possível de ser percetível em competição a prova desenrolou-se em paisagens fantásticas.

João Monteiro, Roberto Borrego e o campeão João Dias eram à partida os pilotos que mais hipóteses tinham de lutar pelo título, mas matematicamente também os jovens Alexandre Pinto e Gonçalo Guerreiro, recente vencedor em Portalegre, também tinham hipóteses matemáticas de lá chegar.

Gonçalo Guerreiro entrou ao ataque, fortíssimo e foi o mais rápido no Prólogo ganhando mais de um segundo por quilometro a Roberto Borrego que por sua vez ganhou três segundos a João Dias. Seguram-se Nelson Caxias, João Monteiro, Alexandre Pinto e os veteranos Nuno Fontes e Pedro Carvalho. Exatamente o leque de pilotos que seria protagonista desta corrida.

A vitória no prólogo seria, todavia, o grande erro de Gonçalo Guerreiro que a abrir a pista num traçado complicado e sem navegador o levou a perder-se logo no início dos 150 quilómetros que levaram a prova de Góis a Pampilhosa da Serra. Roberto Borrego aproveitou e ganhou o troço com uma margem convincente deixando Alexandre Pinto a 2m13s e Pedro Carvalho, seu companheiro de equipa a 2m40s.

Problemas no seu Can-Am que entrou por diversas vezes em Safe Mode obrigando-o a parar, desligar o carro, aguardar alguns segundos e voltar a ligar colocaram João Monteiro mais longe da luta pela vitória ao perder quase cinco minutos para Borrego. Pior ainda a situação de João Dias que tendo ficado sem travões teve uma saída a poucos quilómetros do final da qual teve alguma dificuldade em sair perdendo mais de 13 minutos. Também um furo prejudicou as ambições de Nuno Fontes tanto mais que ao terminar a operação de mudar a roda foi apanhado por Pedro Carvalho a quem teve de dar passagem.

Nos cerca de 70 quilómetros que levaram a prova até Góis e onde se incluíam as tais pistas utilizadas pelo Rali de Portugal Roberto Borrego entrou em modo de gestão e foi 4º num troço ganho por João Dias com 1m17s de vantagem para Nelson Caxias, apesar de ter terminado a especial com uma manga de eixo danificada e uma roda traseira já toda “descomposta”. 3º tempo para João Monteiro que só ganhou 11s a Roberto Borrego. Alexandre Pinto e Gonçalo Guerreiro terminaram o troço furados.

À partida para os derradeiros 70 quilómetros de prova Roberto Borrego dispunha da confortável vantagem de 3 minutos exatos para Alexandre Pinto o 2º classificado, por sua vez apenas 2s à frente de Nelson Caxias. Mas para a luta pelo título o que contava eram o 1m42s de atraso que João Monteiro tinha para a 2ª posição aquela que, mesmo com a vitória de Borrego, ainda lhe daria o título.

Mas no tira teimas João Monteiro voltou a ter os mesmos problemas e não foi além do 12º tempo. A Roberto Borrego a 8ª marca chegou para assegurar a vitória e o título compartilhado com o seu navegador Nuno Abrantes.

Gonçalo Guerreiro terminou como começou vencendo de forma clara ganhando 57s a Nelson Caxias que alcançou a 2ª posição final. No duelo entre veteranos Nuno Fontes em 3º na derradeira PEC bateu Pedro Carvalho por 17s.

Na classificação final pódio para Nelson Caxias e Alexandre Pinto. 4º lugar para o júnior Gonçalo guerreiro à frente dos veteranos Pedro Carvalho e Nuno Fontes. Com os problemas já referenciados João Monteiro não foi além do 7º lugar. No Top 10 terminaram ainda Herlander Araújo, Romeu Martins e Marco Pereira. João Plácido venceu a Classe Promoção e terminou à frente de João Dias que teve uma amarga despedida do título.Todos em Can-Am.David Gomes em Polaris RS1 venceu a Classe TT2.

“Foi um fim de semana de emoções fortes. Na PEC 2 imprimimos um andamento muito rápido e acho que foi aí que conseguimos alcançar uma boa diferença para gerir a corrida e alcançar a vitória. Temos trabalhado muito e este título é uma junção de muitos fatores. Temos a melhor equipa, que também se sagrou campeã, temos o melhor carro e o mais equilibrado e foi graças a todo esse trabalho que tem sido feito que chegámos aqui. A equipa está toda de parabéns. Não tive problemas nenhuns este fim-de-semana, o que também reflete o que tem sido feito. Quero dedicar esta vitória aos meus patrocinadores, amigos e familiares. Foi um campeonato muito especial porque foi difícil e quando quis desistir o Nuno Madeira e o Pedro Carvalho trouxeram-me para a equipa. A eles, que acreditaram em mim, um muito obrigado”, disse Roberto Borrego, o novo campeão.

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