O Sentinel (ndr. sistema accionado pelos pilotos para avisar o concorrente à sua frente que pretendem ultrapassar, podendo ser ativado a cerca de 500 metros de distância) continua a fazer ‘correr tinta’ nas provas do CNTT.
Esta época, em três provas consecutivas (Rali TT Vinhos Carmim, Baja TT Cidade Europeia do Desporto – Loulé e Baja TT Proença-a-Nova/Mação Oleiros) foram vários os pilotos a rodarem no pó de outros e afirmarem que não tinham forma de se fazerem ‘ver’ aos da frente para que estes os deixassem passar devido às diferenças de andamento. Numa opinião consensual, os pilotos do CNTT defendem que o Sentinel é uma medida de segurança e que pode prevenir incidentes entre os ‘homens do volante’.
Na última prova, Hélder Oliveira, que vinha a ganhar tempo a Miguel Barbosa no SS1, aproximou-me do piloto do Racing Lancer e “tentei passá-lo em pista mas acabei por sair de estrada, estava mais rápido e a ganhar tempo, com o Sentinel podia avisá-lo”. Já João Ramos partiu de 19º para o SS1 após um capotando no prólogo o ter relegado para o final da classificação, afirmando ter passado cerca de “oito pilotos em pista, mas também tive que parar várias vezes com o pó, porque não conseguia andar”.
Em Portugal o Sentinel é usado apenas na Baja Portalegre 500, por ser uma prova da Taça do Mundo de TT, mas os pilotos afirmam que dá resultado e que devia ser alargado a todo o campeonato. Um dos problemas é os custos que poderiam acarretar para os pilotos. Outro dos ‘pontos’ de ordem é o facto de, em certas situações, poder ser delicado provar que realmente um piloto estava mais lento que outro. Nesse capítulo Nuno Matos dá uma possível solução. “A organização tem o nosso sinal GPS e também através da Google Earth acompanha o nosso percurso e seria possível verificar se é uma situação de Sentinel ou não”.
Para mais o calendário de seis provas está maioritariamente concentrado entre os meses de maior calor em Portugal, entre maio e setembro, com quatro provas, e apenas uma em Março e outra em outubro, ‘agenda’ que, inevitavelmente está associada a provas em que o pó, na generalidade dos casos, terá sempre uma palavra a dizer.









