Carlos Sousa chamado à FPAK

Por a 9 Junho 2009 16:02

Recordamos aqui a entrevista:

Carlos Sousa: “Despeço-me como piloto no próximo Campeonato”

Revelação surpreendente de Carlos Sousa numa entrevista em que arrasa a actual Direcção da FPAK e praticamente afasta a hipótese de disputar o próximo Dakar

A poucos dias de iniciar a prova que fecha a primeira metade do calendário, Carlos Sousa não podia estar satisfeito com a sua prestação no Campeonato de Portugal de TT: pleno de vitórias e uma folgada liderança de 11 pontos. “Confesso que comecei o ano com algum optimismo, pois estava confiante no meu valor e traquejo em provas internacionais. Mas é um facto que tivemos um início de Campeonato que ninguém estava à espera. E isso está a ser um grande amargo de boca para muita gente”, atira.

“Apesar da longa ausência, sempre achei que podia fazer alguma coisa. E ganhei uma motivação extra quando começaram a dizer que eu vinha para cá e ia aprender a lição, porque os outros pilotos estavam mais rodados e habituados às provas do Nacional. Esquecem-se, ou não entendem, que o nível competitivo internacional é muito maior que o nacional. E que é a competir com os melhores pilotos do mundo que se ganha ritmo e traquejo. Hoje, por exemplo, sei adequar o meu ritmo às necessidades de cada corrida. Se for preciso, aperto, mas não vou dar tudo para ganhar com uma hora de vantagem”, explica.

Analisando o que se passou nas três primeiras provas do ano, Carlos Sousa entende que “ganhámos uma prova com sorte, mas nas outras duas fomos a equipa mais forte e consistente. Em todo o caso, não deixo de enaltecer o momento de plena forma do Filipe Campos. Já o Miguel (Barbosa), esteve menos bem na última prova, mas teve a humildade de dizer que não tinha ritmo para nos acompanhar. Mas repito: Uma coisa é fazer o Nacional e outra é disputar um Dakar. E aí, a minha rodagem faz com que esteja mais próximo dos pilotos oficias. Pena a Volkswagen não vir ao Transibérico para todos perceberem isso”.

O futuro e a FPAK

Plenamente satisfeito com a aposta no CPTT, “pois estou a fazer o que gosto e ganhei alegria de voltar a correr”, Carlos Sousa não esconde que o esforço financeiro tem sido elevado: “Os apoios não cobrem sequer metade do orçamento”.

A própria saída da Mitsubishi também não ajudou, sendo praticamente certo a sua ausência do próximo Dakar. “Honestamente, acho que estou muito próximo de dizer adeus às provas internacionais. As principais equipas já estão tomadas e a esperança de estar com a Mitsubishi num projecto privado é ténue, mais com a actual conjuntura e a prova tão afastada de Portugal”.

Mais surprendente, contudo, é o anúncio de que “o próximo Campeonato Nacional talvez seja a minha despedida como piloto. É isso que eu vejo”.

Preocupado com o actual momento da modalidade – “veja-se o número de inscritos em Monchique” -, o piloto de Almada aponta responsabilidades à FPAK: “Tem parte da culpa pelo actual estado das coisas e não pode estar alheia a esta falha. Apesar de apreciar e reconhecer o trabalho de algumas pessoas, como o Pedro Cordeiro, concluo que esta Direcção esteve sempre de costas voltadas para a modalidade, ignorando problemas que persistem há mais de dez anos. Eu próprio, em 96 ou 97, chamei a atenção para o excesso de provas e a falta de rotatividade, a ausência de prémios monetários, a promoção de um troféu monomarca e o crescente custo das inscrições. Mas tudo caiu em saco roto. Por questões políticas ou de conveniência, a FPAK tem agora o TT que quer: um Campeonato perto da extinção! Pior é que acho que já não vamos a tempo de mudar isso”, conclui.

O melhor de dois mundos

Piloto profissional desde 1992, Carlos Sousa decidiu dar um novo rumo à sua vida após o grave acidente no Dakar de 2000. “As corridas poderiam ter acabado ali e achei que era tempo de preparar o meu futuro e ocupar o tempo disponível. Mas tinha várias permissas: ser algo que gostasse e com o qual que me identificasse. Tive várias ideias e propostas no sector automóvel, mas como sempre sempre fui um grande apaixonado pelo mar, acabei por abraçar um projecto na área da náutica com dois amigos. O início foi difícil pois tive de aprender tudo, mas aos poucos fui fazendo uma empresa (a PrimeYates) à minha imagem. Hoje é das maiores a nível nacional e está já em Angola e Marrocos. É difícil ter a sorte de fazer o que mais se gosta na vida. Mas eu tive-a duas vezes”.

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