O piloto luso-angolano, que seria navegado por João Serôdio, foi um dos sete concorrentes que, apesar dos esforços internacionais das embaixadas de Itália e dos Emirados Árabes Unidos, bem como das respetivas federações e organização do Abu Dhabi Desert Chalenge, se viram impedidos de participar na prova, devido ao bloqueio que o transporte destas viaturas teve na entrada da fronteira de Israel.
Com apenas 12 dias a separar a Baja Itália do Abu Dhabi Desert Challenge, as únicas soluções para os carros chegarem aos EAU a tempo da corrida seria o transporte aéreo ou o usado pela equipa, um transporte combinado entre transporte terrestre e marítimo, saindo de Itália, para a Grécia seguindo de barco para Israel e continuando por estrada para os Emirados, via Jordânia e Arábia Saudita. Outras equipas com mais viaturas disponíveis, como foi o caso do Team Schlesser e da X-Raid, utilizaram máquinas diferentes para cada prova.
“A companhia que está a fazer o transporte, obteve todas as permissões e todos os documentos necessários para a viagem em tempo útil, tudo foi validado antes de saírem de Itália, o que levou a nossa equipa, a Tecnosport Itália, a Ralliart Itália e a Off Road Sport Rally, a contratar este serviço”, explica Rómulo Branco.
“Depois da saída do barco e ao entrarem em solo israelita, teve início uma sucessão de problemas levantados pelos serviços alfandegários deste país que foram impossíveis de resolver e que impediram os carros de chegar ao seu destino final. O receio de que fosse transportado algum equipamento perigoso para o Estado de Israel, fez com que as autoridades desse país levantassem o primeiro dos problemas, sendo este seguido dos mais diversos entraves à travessia daquele país pelos camiões que realizavam o transporte. Nem mesmo o apoio das várias embaixadas possibilitou a resolução dos problemas levantados”.
“Apenas quando chegámos a Abu Dhabi fomos informados de que havia problemas com o transporte dos carros, pois até então a informação que tínhamos recebido era que tudo estava de acordo com o plano. É com enorme tristeza que encaro esta situação, que nos ultrapassa completamente. Participar no Abu Dhabi Desert Challenge era uma peça importante para o nosso projeto de lutar pelo título mundial”, refere ainda o piloto, que estuda agora a forma de participar no Sealine Rally que, de 15 a 21 de abril, se disputa no Qatar.












