Baja Aragón: Portugueses brilham e lideram em várias categorias (vídeo)

Por a 27 Julho 2025 00:02

A Baja Aragón, uma etapa crucial da Taça do Mundo e da Taça da Europa de Bajas, tem sido palco de um notável desempenho das equipas portuguesas.

João Ferreira e Filipe Palmeiro, na sua estreia oficial com a Toyota Gazoo Racing, estão firmemente na luta pela vitória absoluta, a escassos treze segundos da liderança. O domínio luso estende-se aos SSV, com Gonçalo Guerreiro a manter a liderança da categoria e a figurar numa boa décima posição na classificação geral. Várias outras duplas portuguesas têm demonstrado um forte andamento, prometendo um final de prova emocionante em Teruel, Espanha.

João Ferreira na luta pela vitória absoluta

João Ferreira e Filipe Palmeiro, aos comandos de um Toyota da Toyota Gazoo Racing, estão a ser um dos grandes destaques da Baja Aragón. Na sua estreia oficial com a equipa, o piloto luso terminou o dia a escassos treze segundos de Nasser Al-Attiyah, um tricampeão mundial, após ter sido o mais rápido no segundo setor seletivo (SS2) por meio segundo. Embora um furo lhes tenha retirado a liderança provisória, a dupla tem-se revelado consistentemente a mais rápida em prova, demonstrando um potencial enorme para a vitória final. Este duelo contra um dos nomes mais consagrados do todo-o-terreno mundial sublinha a dimensão do feito que seria uma eventual vitória para a dupla portuguesa.

Domínio Português nos SSV e destaques por categoria

O domínio entre os SSV (Side-by-Side Vehicles) em mais uma edição da Baja Aragón continua a pertencer aos portugueses. Gonçalo Guerreiro e Joel Lutas, inscritos pelo Master Racing Team e BP Ultimate Adventure Team, mantêm a liderança na categoria e ocupam uma notável décima posição na classificação absoluta. Apesar de problemas com a ultrapassagem de concorrentes no primeiro setor seletivo (SS1), devido ao pó intenso que dificultou a visibilidade, a dupla esteve imparável no SS2 entre os SSV, vencendo o setor e colocando o seu Polaris a apenas dois segundos do nono lugar geral, à frente de muitos dos potentes T1+.

Gonçalo Guerreiro expressou a sua satisfação, apesar dos desafios: “O primeiro setor da manhã tivemos sensivelmente 100 km por trás de um concorrente e foi muito difícil porque o pó é muito e realmente esse sistema de ultrapassagem é muito difícil e não é tão eficaz assim na minha opinião. Portanto, é quase impossível ultrapassar os concorrentes. Mas enfim, tivemos que lidar com a situação, perdemos uns ‘segundinhos’. Da parte da tarde, o setor da tarde já correu melhor, já conseguimos fazer um setor limpo, quase sem pó, portanto acabamos por vencer e estamos neste momento na liderança da corrida na categoria T4, portanto é positivo. Agora faltam 130 km.”

Com três equipas portuguesas no top 10 absoluto, o panorama é extremamente favorável. Francisco Barreto e Carlos Silva, na Toyota Overdrive da Barata Racing Team, recuperaram significativamente após um “meio pião” no prólogo. Terminaram em vigésimo no SS1 e em décimo no SS2, ocupando a nona posição absoluta e na classe Ultimate. Esta dupla disputa a Taça do Mundo, onde já averbou uma boa pontuação na Italian Baja, com um segundo lugar que os coloca na quarta posição da classe Ultimate.

Outros destaques e desafios da etapa

As posições seguintes na classificação geral são ocupadas por uma série de talentos portugueses. Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira, da Old Friends Rally Team, estrearam-se num Polaris Santag Racing. Rui Carneiro, num OT3 da G Rally Team, que lidera o campeonato do mundo de Rally Raid, encontra-se no décimo quinto lugar absoluto e é o segundo entre os SSV, sendo ainda o terceiro na categoria Challenger, tendo chegado a liderar o SS1.

Num pódio inteiramente português nos SSV, João Monteiro e Nuno Morais, num Can-Am da South Racing, são terceiros entre os SSV e fecham o top 20 absoluto. Imediatamente à frente, Ricardo Porém e Nuno Sousa estrearam em Aragão um Kaizen de fabrico português, ocupando a quinta posição na categoria Challenger. Wilson Galo e Carlos Paulino, numa primeira experiência na Baja Aragón, completam o domínio luso nos SSV, ao ocuparem o sexto lugar aos comandos de um Polaris da JB Racing.

Outras duplas portuguesas a destacar incluem Marco Pereira e Eurico Adão (Can-Am Challenger), Ruben Rodrigues e Rui Paulo (SSV), Paulo Rodrigues e João Miranda (Challenger), e Pedro Gonçalves e Hugo Magalhães, que na sua estreia aos comandos de um Taurus, realizaram uma notável subida de treze posições no SS2.

A dupla exclusivamente feminina, Maria Luís Gameiro e Rosa Romero, tem desfrutado do excelente Mini T1+ da X-raid Mini JCW, realizando uma corrida muito regular. O jovem Afonso Oliveira, de apenas dezassete anos, navegado por Fábio Belo, é um dos mais novos pilotos em prova, mostrando uma participação muito esforçada num Polaris da Santag Racing.

Contudo, nem tudo foram facilidades. Herlander Araújo e Tiago Magalhães, da Old Friends Rally Team, atrasaram-se consideravelmente no SS1, mas demonstraram resiliência ao serem o sétimo mais rápido dos SSV no SS2. Daniel Silva e Gonçalo Magalhães, que eram terceiros na categoria Challenger, perderam quase meia hora no SS2. Luís Cidade e Walter Cardoso, João Dias e Rui Pita, e Tiago Reis e Fábio Ribeiro (na estreia do novo Taurus) não conseguiram terminar o SS2, ou não partiram para ele, após problemas na primeira parte da prova.

O legado português na Baja Aragón

A presença portuguesa na Baja Aragón tem uma história de sucesso, com Carlos Sousa a vencer a prova em 2004 e Filipe Campos em 2011. A 41ª edição da Baja Aragón, sediada em Teruel, terminará amanhã com uma segunda passagem pelo setor seletivo de 132 km, disputado na manhã de hoje. Fernando Barreiros e José Sá Pires, em Isuzu D-MAX, obtiveram mais uma vitória lusa na Categoria Stock, consolidando a sua luta pela Taça do Mundo, após um triunfo anterior na Italian Baja nesta temporada.

A Baja Aragón é conhecida pelo seu percurso desafiador e pelas elevadas temperaturas que frequentemente se fazem sentir, testando a resistência dos veículos e a capacidade física dos pilotos. A prova, que faz parte do calendário da Taça do Mundo FIA de Bajas, é um excelente barómetro para o desempenho das equipas e pilotos no panorama internacional do todo-o-terreno. A diversidade de categorias, desde os potentes T1+ aos ágeis SSV e à categoria Stock, oferece um espetáculo abrangente do desporto motorizado off-road, onde a navegação precisa e a gestão dos pneus são tão cruciais quanto a velocidade pura.

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