Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho são os representantes lusos presentes nos camiões no Rali de Marrocos. A equipa, que se apresenta na prova africana ao volante de um MAN TGS melhorado, com “várias alterações ao nível da cabine, suspensão e coluna de direção”, ocupa o sétimo lugar entre os camiões, ao cabo de três dias de prova, em que terminaram no 7º, 8º e 9º lugares as etapas entre os ‘pesos-pesados’.
Numa altura em que está a decorrer a quarta e penúltima etapa do Rali de Marrocos, recordamos, nas palavras de Elisabete Jacinto, as três etapas já realizadas.
Para a piloto, no primeiro dia “a etapa foi longa e difícil sempre com muito mau piso. Fizemos quase 400 km. Ao quilómetro 30 ficámos sem amortecedor de direção o que tornou a nossa vida bastante mais difícil. Tivemos de parar no CP 2 para tirar os destroços e foi aí que a maioria dos camiões nos passou. É impossível andar depressa sem amortecedor de direção e já é a terceira corrida em que me fico pela frustração de poder acelerar a fundo apenas nos primeiros quilómetros da primeira etapa. Tivemos que fazer muitas ultrapassagens, algumas delas muito perigosas.
Não há prólogo e a organização decide pôr os camiões a partir em último quando estes são mais rápidos que grande parte dos carros. Para além disso e de muitas outras coisas tive de parar porque o cinto de segurança se abriu. Imaginem!”.
Já a etapa 2 “foi mais curta. Foram apenas 224 km porque incluíam várias passagens de dunas. Como partimos dentro dos 10 primeiros da categoria Open e separados por períodos de 2 minutos não apanhámos pó e a etapa foi bastante mais calma. Foi o Gerard De Rooy quem partiu à minha frente mas, confesso, só o vi partir! Passamos bem as dunas e perdemos tempo para toda a gente naquele maldito Oued Dra. É um longo oued de areia branca muito mole onde apesar irmos sempre a fundo não conseguimos passar dos 70 km/h. É um bom percurso para os camiões potentes.
Ficámos em sétimo o que não foi nada mau tendo em conta a cavalagem dos adversários”, explicou. No dia de ontem “dei comigo a conduzir o camião nas dunas com as mesmas trajetórias que fazia de moto, o que sempre achei não ser possível. Só que a diferença são as muitas toneladas de peso e, como a potência nem sempre era suficiente, lá dei comigo a fazer marcha atrás e a manobrar diversas vezes… O que me fez perder tempo e por isso o resultado não foi tão bom. A etapa foi deveras difícil e cansativa, as dunas tinham um traçado bastante complicado. O Marco teve de sair para me ajudar e ia-lhe dando uma coisinha má tal era o nível de temperatura nas dunas. O calor tem sido infernal”, finalizou Elisabete Jacinto.









