Pedro Meireles e Mário Castro terminaram o Rali Serras de Fafe na segunda posição final, numa prova em que tiveram um arranque cauteloso, devido à muita chuva e lama nos troços. Contudo, a dupla nunca permitiu que a diferença para a frente da corrida fosse demasiado grande e quando a oportunidade surgiu estava lá para lutar pelo triunfo. Chegaram a meio do último dia a oito segundos da frente, mas apesar de ainda terem esboçado um ataque, um problema com a direção do Skoda levou a que preferissem assegurar a posição que é positiva em termos de campeonato:
“Tal como se antevia a primeira prova do ano foi bastante competitiva não só na luta pela vitória como pelas posições secundárias ainda que a chuva que caiu durante toda a sexta-feira tenha originado diferenças até um pouco fora do que seria expectável. Da nossa parte nada correu bem nessa noite. Desde os primeiros metros que fomos bastante cautelosos pois fomos sempre á procura da curva que escorregava mas essa não apareceu e perdemos muito tempo para os primeiros. Já na segunda passagem entramos bem mas o set-up escolhido para o Skoda não foi o mais indicado e foi difícil fazer melhor do que o que fizemos” começou por referir Mário Castro.
“Terminado o primeiro dia de rali e posicionados no 4º lugar restava-nos focarmo-nos na luta pelo segundo posto que não era impossível. Logo na primeira especial do segundo dia fizemos um excelente tempo (só batidos pelo Campos) e em compensação ganhamos bastante ao líder do rali e isso recolocou-nos na luta pela vitória pois ficamos a apenas 18 segundos do líder e com sete classificativas pela frente. Daí para a frente andamos sempre quase no máximo e gradualmente fomos recuperando tempo. Com a desistência do Ricardo Moura e os problemas do Miguel Campos a luta pela vitória ficou apenas entre nós e o Fontes e entramos para a última secção do rali a apenas 8 segundos dele. Em Montim 2 encurtamos a diferença para 4,6 e tudo poderia acontecer até final. O Fontes defendeu-se bem em Lameirinha 2, ganhando-nos 1,6 segundos mas nós não baixamos os braços e entramos para Luilhas 3 com vontade de recuperar algum tempo (até pq foi o troço onde lhe tínhamos ganho nas passagens anteriores) e depois ir discutir a vitória para a última especial do rali, só que um problema com a direção do Skoda obrigou-nos a levantar um pouco o pé e acabou por ser impossível alcançar o Fontes que acaba por ser um justo vencedor pois foi muito rápido e nunca vacilou perante a pressão” concluiu Mário Castro.










