Como parte de um esforço para reduzir as ajudas à condução na F1, a FIA impôs uma série de restrições que reduzem a influência dos engenheiros nas partidas para os Grandes Prémios. Inicialmente colocaram-se limites às comunicações por rádio e às embraiagens por ‘bits’ e finalmente este ano expandiram essas restrições ao limitaram o uso de comandos de embraiagens. Um potencial e ainda mais radical passo surgirá esta época graças a novos limites de controlo de embraiagem, para além do movimento e localização das próprias patilhas de comando. Estas mudanças foram pedidas às equipas nas diretivas técnicas que lhes foram enviadas durante o inverno, informando-as do que a FIA considerava serem ajudas ilegais à condução.
A maior mudança surge agora com a patilha no volante que controla a embraiagem – porque haverá um controlo linear do binário do motor. Antes não havia exigência em termos de binário linear e por isso era possível a um engenheiro mapear eletronicamente as afinações de uma forma que o movimento da patilha no volante iria definir o binário ideal. Sobre esta novidade Kevin Magnussen já explicou que é preciso apenas que um piloto liberte entre 10 a 80 por cento da patilha. “algures há um mapeamento linear que define a aderência, a pressão dos pneus e do combustível. Por isso na partida antes tudo 100 por cento cabia aos engenheiros. Mas agora vai depender tudo de nós”, esclarece o dinamarquês da Haas.
Anteriormente havia uma área alargada onde, desde que os engenheiros mapeassem as coisas corretamente, as partidas corriam sem sobressaltos. Mas agora, com as afinações lineares, se um piloto quiser selecionar o ponto perfeito da embraiagem é ele que tem que o descobrir na patilha no volante. Um centímetro para um lado ou para o outro poderá significar a diferença entre patinar as rodas ou ter um arranque perfeito. Pascal Wehrlein afirmou que agora a situação é parecida com um carro do dia-a-dia. “Um condutor tem de encontrar o ponto certo por si próprio. Antes discutíamos isso com o engenheiro. Tinha mais a ver com ele se o ‘set-up’ de partida estava certo e a embraiagem acertada corretamente. Agora está nas nossas mãos e não há mais ajustamento possível”, afirma o alemão da Sauber.











