Eis uma das razões porque o Rali de Portugal está de “pedra e cal” no WRC

Por a 19 Outubro 2017 12:16

Os Ralis de Portugal e da Argentina lideram o ‘ranking’ de espetadores ‘in site’ no Mundial de Ralis, com as estimativas oficiais dos dois eventos a atingirem quase o milhão de espetadores, mais precisamente 950.000, no conjunto dos três dias de prova. Tendo em conta que Portugal tem pouco mais de 10 milhões de habitantes e a Argentina 44 milhões é um número notável para o nosso país, e que mostra bem o que ‘valem’ os ralis no nosso país.

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Segundo os dados oficiais do promotor, o WRC 2017 está para já a crescer cinco por cento face ao ano anterior, sendo que neste momento quando faltam contabilizar números das três últimas provas, Catalunha, Gales e Austrália, os números rondam os 3.750.000, o que faz sobressair ainda mais os números das provas portuguesa e argentina, que juntos asseguram 1.900.000 pessoas ‘in loco’ nos troços.

“Estes números enfatizam o facto dos novos WRC 2017 estarem a ser enorme sucesso entre os adeptos. Faltam ainda contabilizar os ralis de Espanha, Grã-Bretanha e Austrália e neste contexto os espetadores nas provas do WRC estão perto de chegar aos quatro milhões” disse o promotor do WRC, Oliver Ciesla.

Oito dos dez ralis tiveram mais gente que em 2016, sendo que isto se baseia nas estimativas das autoridades. Itália teve o maior crescimento, com a presença de espetadores a aumentar 59 por cento. O Rali da Suécia mudou de localização e aumentou 33 por cento. Como já referimos, Argentina e Portugal receberam 950.000 espetadores, mantendo-se como as provas com mais público do WRC e o Rali do México passou para o terceiro lugar, com 550.000 pessoas (um aumento de 14 por cento) fruto de terem ido a à Cidade do México realizar uma super-especial: “O número de espetadores está em franco crescimento desde 2013. Estamos a prever um aumento de 30 por cento quando comparamos os números finais de espetadores de 2013 para 2017” disse Ciesla: “Os adeptos adoraram os novos carros, tem havido muita ação, muitos vencedores, e assistimos à maior luta pelo campeonato numa década”

São, de qualquer forma números um pouco  estranhos, pois se retirarmos os três ralis com mais público, Portugal, Argentina e México, nos restantes sete já contabilizados existe apenas uma média de 185.000 espetadores, o que com ralis como Monte Carlo, Finlândia, Polónia e Alemanha é no mínimo muito estranho. Mas se são estimativas oficiais…

Também os números da televisão subiram 10 por cento, 17 por cento nos ralis de Monte-Carlo e Sardenha.

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8 comentários

  1. Génesis

    19 Outubro, 2017 at 12:29

    Daah, que novidade.
    O “bichinho” dos automóveis sempre esteve e estará no Norte e Centro do País.
    Foi para o Sul por causa dos hotéis e campos de golfe.

    • joaopereira1696

      19 Outubro, 2017 at 13:03

      Concordo perfeitamente com o que diz. Terem posto o autodromo no algarve foi mais uma jogada de mestre para nunca mais termos f1 no país, mesmo sabendo que f1 e wrc não são comparáveis em termos de custo para o espectador

      • Génesis

        19 Outubro, 2017 at 16:01

        O que é uma pena visto que o circuito em si é espetacular

      • G-rod_dj

        20 Outubro, 2017 at 12:39

        O que é que o facto de haver uma estrutura de nível internacional, tem de impeditivo que haja F1 em Portugal? O que impede a F1 é o investimento brutal que é necessário para organizar a corrida.
        Sorte a nossa que, caso haja vontade política (e dinheiro), temos duas estruturas capazes de receber o “Big Circus”.

    • G-rod_dj

      20 Outubro, 2017 at 12:37

      Mas porque é que não podem elogiar uma situação sem tentarem rebaixar a outra? Qual é a necessidade?

      Já agora, o Algarve é que permitiu que o actual rally seja o sucesso que é a norte. Nunca a FIA e promotores do WRC iriam permitir que os primeiros rally desta nova fase fossem feitos a norte. Só depois de serem dado provas que o Publico e a organização estavam diferentes é que lhes foi permitido passar para o Norte. Esquecer isto é de uma ingratidão tremenda.

  2. Mcrae

    19 Outubro, 2017 at 15:20

    Em relação a Portugal até tenho dúvidas que não sejam mais espectadores. O WRC está bem e recomenda-se, espero que no próximo ano se mantenha o equilíbrio que houve este ano.

  3. Br09101701

    19 Outubro, 2017 at 16:09

    2 Provas em Portugal é que era, uma em terra outra em asfalto

  4. [email protected]

    20 Outubro, 2017 at 0:05

    Claro que o rali de Portugal está para durar, mas também está para o país da mesma forma como está para o mundo, uma vez que é parte referencial do campeonato.
    Esta competição está, a meu ver, com os alicerces a apresentar graves danos de corrosão, está a ficar demasiado comprimida e a acusar a falta da liberdade competitiva; isto é:
    Antes de toda esta mixórdia de fazer crer na redução de custos e de querer transformar pilotos quase de aviário em vedetas mundiais, é uma fraude se compararmos com os verdadeiros ralis.

    O campeonato deveria voltar ás origens da assistência on road, em parte era aqui que se resolviam ou não, as vantagens e perdas da competição, e esta competição não é nem nunca foi de BOXES, a não ser para o espectáculo e promoção de imagem.

    Todos queremos um verdadeiro RALI; pois bem!
    ATT: Srs Directores do ACP & Cª!?!?!?

    Tenham a vontade necessária e a coragem suficiente para que o próximo RALI DE PORTUGAL, seja realizado na REGIÃO CENTRO, o resto, estou certo que todos faremos um pouco, para apagar de forma definitiva a calamidade de toda a região.

    A atitude nunca foi vã, e a ausência dela também não! Isto não é confundir a necessidade com o espectáculo; é só a simples forma de todos contribuirmos para a renovação de uma região que infelizmente foi arrasada e necessita de ajuda, para voltar a viver de forma digna e naturalmente feliz.
    Fica o registo de um amante de ralis.
    A coragem move montanhas…. e os ralis, também.
    Quanto a atitude, veremos!

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