Dakar 2005: Carlos Sousa foi sétimo da geral e o melhor dos privados

Por a 2 Janeiro 2025 12:32

Pela oitava vez em nove participações, Carlos Sousa tinha chegado ao fim de um Dakar (onde já levava 82.471 quilómetros percorridos!), conseguindo pela quinta vez um lugar dentro do top 10. Mesmo falhando a hipótese de igualar o seu melhor registo na prova, a verdade é que o piloto do Team Galp Energia TMN esteve longe de desiludir, terminando em sétimo da classificação e no lugar de melhor privado.

Pedir mais era realmente difícil, sobretudo para quem dispôs de uma Nissan Pick Up de 2003 e, ainda por cima, teve que lutar contra 14 carros oficiais! Talvez por isso, esta foi uma bela prenda à chegada, precisamente no dia em que comemorava o seu 39º aniversário: “Estou extremamente satisfeito com a prova que fiz e, neste momento, a classificação até é capaz de não ser o mais importante, pois não reflecte o desempenho na corrida.

Conseguimos, na maioria das etapas, estar ao nível dos pilotos oficiais, lutar pelos melhores lugares e chegar ao dia de descanso na minha melhor posição de sempre nessa fase, o quarto lugar”, lembrou. O pior aconteceu precisamente no dia seguinte, quando, a menos de 150 quilómetros do final da décima tirada, foi surpreendido por um problema na sua Pick Up: “Estava até a correr tudo muito bem nesse dia, mas, nos últimos dez quilómetros de uma zona de dunas, sentimos um barulho estranho na frente do carro. Parámos e percebemos que a roda da frente direita estava quase a saltar, pois o cuba da roda tinha gripado.

Perdemos quase sete horas à espera do camião de assistência, mas, na classificação, apenas baixamos três lugares. Era algo que não julgava possível após tanto tempo perdido”, revelou.

Na altura de saborear o champanhe, Carlos Sousa não esqueceu ainda Thierry Delli-Zotti, o homem que o acompanhou ao longo dos últimos 17 dias. “O desempenho dele foi muito bom, quer ao nível da mecânica, quer da navegação. Penso que poderei ter encontrado um bom companheiro para o futuro.” Futuro que o português ainda desconhece: “Há que procurar agora, com paciência, um lugar numa equipa de fábrica, que me permita lutar pelo pódio e, quem sabe, até pela vitória. Gostava de ter essa oportunidade e de trabalhar com tempo, para chegar cá com todas as condições para estar na luta pelas melhores posições. Algo que este ano não aconteceu. Penso que se poderão ter aberto boas perspetivas, mas vamos esperar,” concluiu Carlos Sousa, que terá já recebido um convite formal por parte de Sven Quandt para tripular um dos BMW X5. Não se concretizou…

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