WRC, Sébastien Ogier: “Guiar um Grupo B é algo que tenho que fazer um dia”

Por a 11 Maio 2020 16:59

Não há muito que Sébastien Ogier ainda não tenha feito na sua carreira no WRC, mas por acaso pilotar um carros de ralis do Grupo B é uma delas e continua no topo da sua lista. E qual é o carro que o seis vezes Campeão do Mundo de Ralis gostava de pilotar? O Audi Quattro, que levou o fabricante alemão ao título mundial dos construtores em 1982 e 1984, nada mais nada menos que o carro que revolucionou o Mundial de Ralis. À medida que na era dos Grupos B os carros se foram tornando cada vez mais potentes e espetaculares, a Audi introduziu em primeiro lugar o seu Sport Quattro e, de seguida, o ‘monstro’ cheio de asas, o E2 em 1985, cujo motor debitava mais de 500 cv: “Vi recentemente Mads (Østberg) que conduziu um Audi Quattro Grupo B e penso que isso é algo que também tenho que fazer um dia. Já tive muitas vezes ofertas para o fazer, mas até agora sempre recusei, e sempre me concentrei no presente, mas chegará um momento em que a minha agenda deverá ser um pouco mais descontraída e depois disso tentarei ter esta experiência do passado. Talvez o Peugeot 205 Turbo 16 também possa ser especial, se eu também tiver a oportunidade”, disse Ogier, que desconfia ir gostar do estilo diferente de condução de uma máquina do Grupo B em comparação com os atuais World Rally Cars: “São tão diferentes dos carros que conduzimos agora. Obviamente o que temos agora é o carro de ralis mais rápido alguma vez produzido, mas nessa altura já havia carros potências enormes, mas tudo o resto tornava-os muito mais difíceis de manejar, creio eu. Os travões, as suspensões, os pneus, não estavam definitivamente adaptados à potência que tinham, por isso, não sei, só posso tentar sentir e imaginar o desafio que era pilotar esses carros”, disse o francês, que escolheu o Rali de Monte-Carlo, prova que já ganhou sete vezes, como o seu evento preferido do WRC: “Foi o ralis que me deu a paixão por este desporto. Felizmente para mim, consegui ganhá-lo muitas vezes. Digo muitas vezes que é a prova que me dá mais satisfação no ano, e se eu tivesse ganho apenas uma vez, escolheria sempre essa”, disse.

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9 comentários

  1. [email protected]

    11 Maio, 2020 at 20:06

    Pois: vais ver a papa que é conduzir um WRC actual em relação aos Grupo B com esteróides!

    • Totalwrc

      12 Maio, 2020 at 8:43

      Se calhar acha que o homem não é capaz de conduzir um grupo B !!!

      • jose melo

        12 Maio, 2020 at 13:53

        Quando se dirigir a alguém que sabe do que fala, respeito.

      • [email protected]

        12 Maio, 2020 at 16:46

        Respondendo diplomaticamente: É claro que não!! O tom do meu comentário foi apenas porque o Ogier nunca conduziu um Grupo B (Eu por acaso já: um Nissan 240 RS mas foi apenas um “teste” na Inglaterra…) Para que fique claro, é claro que o Ogier vai saber conduzir um Grupo B…

      • Vasco Morgado

        12 Maio, 2020 at 23:03

        Caro forista,

        Este meu comentário tem apenas e somente a intenção de frisar que em parte alguma do comentário do forista cristopher-shean está explicita ou implícita a insinuação de que o hexa campeão do mundo de ralis, Sébastien Ogier, não é capaz de conduzir um grupo B.

        A única conclusão que se pode extrair do referido comentário é a de que quando Ogier experimentar a condução de um grupo B, principalmente se for um de última geração (Audi Sport Quattro S1 E2, Peugeot 205 T16 Evo2 ou Lancia Delta S4, por exemplo), vai notar que a condução daqueles carros é muito mais difícil do que a dos actuais WRC’s porque a tecnologia disponível na altura dos grupo B nunca conseguiu acompanhar a evolução da potência colocada à disposição dos pilotos o que criava dificuldades tremendas para conseguirem dominar aqueles ‘monstros’.

        Os actuais WRC, embora menos potentes, são muito mais velozes do que os antigos grupo B, já que têm a favor uma tecnologia cuja evolução – principalmente a nível de suspensões, transmissões, travões e melhor aproveitamento do motor – ‘facilita’ a condução comparativamente aos grupo B.

        Os motores hoje em dia, apesar de também serem turbocomprimidos, têm um tempo de resposta quase que imediato e são muito mais progressivos enquanto que na era dos grupo B, havia um lag muito maior quando se acelerava e a resposta, quer em termos de binário, quer de potência disponível, era bastante brusca e violenta o que, como acima refiro, dificultava muito a condução daqueles carros.

        Cumprimentos,

  2. Kankkunenfan

    12 Maio, 2020 at 20:48

    Ogier já pilotou algo mais potente do que um Gr.B (relação peso potência) e a questão de de Ogier ainda não ter pilotado um Gr.B não é porque sim, mas porque foi convidado para festivais. Esta entrevista ele refere que gostaria de pilotar um Gr.B no seu habitat, ou seja, em estradas onde outrora eram pilotados. Porque se formos a ver bem, todos pilotos que ultimamente pegam num Gr.B é em circuitos ou espaços abertos onde fazem umas brincadeiras. Ele próprio considera comprar um, pois lembra-se de quando Latvala comprou o Audi (eram colegas de equipa) e dizer que não tinha estradas em França ou na Alemanha (onde vive desde há uns anos) para poder brincar nos ralis locais como Latvala o fazia. Por vezes mais vale fazer tarde e como se gosta do que aceitar convites apenas para ficar com agua na boca.. pois se é para tentar perceber o que os Gr.B eram na sua essência, isso deve demorar mais do que 1 hora numa pista. E eu pensaria precisamente igual.

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