WRC, Rali Safari/PEC6: Oliver Solberg ‘aguenta’ pressão, cedeu 5s numa manhã…
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) volta a vencer um troço numa especial em que Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) ganhou tempo a Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), que teve um furo lento e a Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1). Mas o troço foi muito rápido e por isso as margens muito curtas, portanto, pouco mudou.
Não houve qualquer alteração entre os Rally1.
Solberg vai para a assistência com 28.8s de avanço para Evans, com Ogier 9.4s mais atrás. Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) é quarto, a 26.0s do francês e logo atrás, Pajari. Só depois surge o melhor Hyundai, o de Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1), que dista 43.4s do Toyota de Pajari.
A fechar o top 10, Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1), Jon Armstrong (Ford Puma Rally1), Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1) e Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1).
Resumindo, Pajari arriscou e foi recompensado com o melhor tempo, Katsuta consolidou o seu crescendo com um ataque controlado, Ogier manteve a pressão sobre Evans apesar de um furo, e Solberg saiu de Kedong com a liderança ainda sólida, mas consciente de que os adversários o estão a pressionar. No meio, Hyundai e M‑Sport usaram a PEC6 para recuperar confiança, num Safari que continua a provar, troço após troço, que o verdadeiro adversário é a própria savana.
Filme da especial
A manhã do Safari fechou em Kedong com um recado claro: Oliver Solberg continua a gerir a liderança com cabeça fria, mas Sami Pajari e Takamoto Katsuta assumiram o papel de protagonistas na luta pelo tempo puro, enquanto Ogier e Neuville caminham na corda bamba entre atacar e preservar material numa especial tão rápida quanto destruidora.
Kedong abriu em modo sprint, numa faixa de terra seca, mas dura e pedregosa, em que quase tudo se faz a fundo. As equipas descrevem‑na como “um jogo de coragem” mais do que de finesse: aqui decide‑se até onde cada um está disposto a arriscar num piso que parece uma marreta à espera de acertar na suspensão e nos pneus. Elfyn Evans é o primeiro a marcar tempo, 6m49,2s, e o seu comentário pinta o cenário: explica que ainda geriu um problema de travões na primeira especial da manhã, mas que depois “tudo foi limpo”, até chegar a este troço que considera “nada agradável”, tão plano e rápido que se reduz a “quão corajoso queres ser em coisas que podem partir o carro”.
Solberg, que chega logo depois, mostra que aprendeu a lição dos furos do Safari. Fecha Kedong em 6m33,0s, 1,6 segundos mais rápido do que Evans, e reforça a sua almofada na frente do rali. “Há muita limpeza e é uma lotaria completa com as pedras”, descreve. Admite ter sido “demasiado cauteloso” de manhã, mas mantém a prioridade definida: “Quero manter tudo limpo. Enquanto ficar perto do Evans estou feliz, mas o Ogier está muito rápido. Há imensa limpeza atrás. Tem sido uma manhã decente, estou só a tentar desfrutar, aprender e não furar.”
E é precisamente da retaguarda que surge um primeiro golpe. Katsuta atira‑se a Kedong com pragmatismo japonês, equilibra proteção de pneus e ataque e corta a ‘meta’ em 6m26,2s, 3,4 segundos mais rápido do que Solberg.
“O salto correu bem. Espero que os pneus tenham sobrevivido”, comenta. “Tenho sido muito cuidadoso, mas vamos ver se conseguimos lutar até ao fim. No final, claro que vamos atacar, mas até lá temos de sobreviver.” O japonês mostra que é possível ganhar tempo sem desrespeitar o terreno.
Adrien Fourmaux encerra a manhã da Hyundai com um 6m29,2s, três segundos acima de Katsuta, satisfeito com o equilíbrio encontrado após o pesadelo de sobreaquecimento do dia anterior. “No final havia muitas pedras soltas. Fiz um bom troço e estou bastante contente. Fui um pouco demasiado cauteloso no salto, mas ainda assim senti que foi um salto decente. Thierry Neuville confirma o progresso: 6m28,1s, segundo melhor tempo provisório, ainda que com danos no flanco do pneu traseiro esquerdo. “A especial é sempre em frente, com grandes compressões”, explica. “Foi um pouco menos dura do que nos reconhecimentos. Temos de proteger o carro, o rali é longo e a segunda passagem vai ser ainda pior. Acho que foi uma boa abordagem. Tivemos um furo, mas sem perda de tempo.”
Sébastien Ogier atravessa Kedong com um furo no pneu traseiro esquerdo, mas ainda assim apenas 3,4 segundos mais lento do que Katsuta e mais rápido do que Evans, reduzindo a diferença para o galês para 9,4 segundos na luta pelo segundo lugar da geral. A avaliação do francês é fria: “Não é uma especial divertida, para ser honesto, não tem curvas, apenas alguns cruzamentos. Está cheia de pedras e tentei ser cuidadoso, mas aqui é pura lotaria. Parece que a chuva volta esta tarde.” Nas suas palavras, Kedong é mais um teste de sobrevivência do que de pilotagem.
Depois, chega o momento de puro risco recompensado. Sami Pajari lança o Toyota a um ritmo claramente acima da média e termina em 6m22,6s, 3,6 segundos mais rápido do que Ogier. “Estou a arriscar em alguns sítios? Talvez um pouco”, admite com um sorriso nervoso. “É a primeira passagem e, se queres tentar ser rápido, é agora. A segunda ronda será muito diferente.” O pneu traseiro direito sai quase do aro, mas o finlandês respira aliviado: “Tive um pequeno momento no fim e, pelo menos, o carro permanece direito.”
Esapekka Lappi, pelo contrário, parece sentir que o relógio não faz justiça ao esforço. Chega em 6m30,3s, 7,7 segundos mais lento do que Pajari, e desabafa a frustração com o tempo anterior: “Já sabíamos antes do rali. A anterior devia ter sido boa, mas perdemos 11 segundos… Era uma especial feita para mim e fiz um bom trabalho, mas o tempo foi muito mau.” A frase mostra uma Hyundai que, mesmo sem problemas extremos de fiabilidade, ainda procura o verdadeiro ritmo.
Nos Puma da M‑Sport, a Kedong serve para recuperar moral depois dos dramas de temperatura. Jon Armstrong iguala o tempo de Solberg com 6m29,6s, apenas sete segundos fora do ritmo de Pajari, e sai satisfeito: “Foi interessante chegar ao salto, havia um buraco de lama seco antes e o carro mexeu‑se muito na travagem. Boa especial, na verdade, tive um ritmo bastante bom.” Logo depois, Josh McErlean assina uma das surpresas da manhã: 6m28,1s, quarto melhor tempo, um bálsamo depois dos alertas de sobreaquecimento que quase o pararam nas especiais anteriores. “Passagem limpa, mas é frustrante”, confessa. “Precisamos de voltar à assistência e encontrar uma solução. O Safari é sobreviver.”

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