WRC, Rali Safari, PEC2: Oliver Solberg líder no 1º dia, Hyundai (já) em dificuldades…

Por a 12 Março 2026 15:35

A segunda especial do Rali Safari foi muito dominada pela gestão – de riscos, de ritmo e, sobretudo, de temperaturas. Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) venceu o troço, mas Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) termina o dia como líder sólido, e tem agora 33.3s de avanço para Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) com Ogier em terceiro.

Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) é quarto e recupera confiança depois da avaria dos intercomunicadores, que finalmente funcionaram enquanto a Hyundai termina o dia com vários alertas de temperatura da água a surgirem nos seus carros, deixando em aberto a fiabilidade para o resto do rali.

Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) é quinto a 2m06s da frente e o melhor Hyundai, Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) surge na sexta posição já a 2m21.9s para Solberg. Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) está 10.3s mais atrás, depois Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) a mais 5.9s e Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1) a outros 14.8s.

Filme da especial

Tudo começa com Elfyn Evans a lançar o primeiro tempo de referência. O galês descreve a classificativa como “mais simples”, uma PEC “mais direta, um pouco misturada em alguns sítios, mas tudo ok”, e deixa um 7:25,7 para os rivais perseguirem. Solberg, ainda de placa de líder no vidro, chega pouco depois e bate esse registo por 3,3 segundos. Conta que foi “um bom troço, mais fácil”, apesar de uma ligeira saída larga, e reforça a sensação de que está a divertir‑se tanto quanto está a controlar o rali.

Com o intercomunicador finalmente a funcionar, Takamoto Katsuta aproveita a primeira especial “com som” para atacar. Bate Solberg por quatro décimas, confessando que foi “um grande trabalho para arranjar tantas coisas”, numa alusão às peripécias eletrónicas de mais cedo na manhã. Mas é Sébastien Ogier quem, de seguida, sobe a fasquia: 7:18,2, 3,8 segundos mais rápido do que o japonês. O oito vezes campeão sintetiza a diferença face à PEC debaixo de dilúvio: “Aqui jogamos com décimos, na primeira jogávamos com minutos. É assim que é.”

Sami Pajari confirma o ritmo elevado com um tempo apenas quatro décimas mais lento do que Ogier e admite ter desfrutado mais desta passagem, apesar de lembrar que “o rali é longo” e é preciso continuar a atacar. A partir daí, a narrativa muda de tom. Adrien Fourmaux surge com o Hyundai a soar mal, ainda assim a terminar, já visivelmente ferido, mais de 21 segundos atrás, depois de ter sido o mais rápido no intermédio. “Dia complicado, vamos continuar a ver”, solta, resignado.

Thierry Neuville fecha a sua passagem com um 7:31,0, mas perde seis segundos no final da especial. Vapor a sair da roda dianteira direita denuncia problemas, confirmados pelo alerta de temperatura de água no painel. Lappi, logo depois, passa por um susto em duas rodas e também vê acender‑se o mesmo aviso de motor demasiado quente no Hyundai, limitando‑se a lembrar que “isto é um jogo muito longo”.

No fim, os Puma da M‑Sport também não escapam à tensão mecânica: Jon Armstrong confessa que “faltou ritmo” apesar de ter sido “ok”, enquanto Josh McErlean cruza a meta com o Ford coberto de lama e o motor já em modo de segurança, a acusar sobreaquecimento. “Temos de ir”, atira, mais preocupado em manter o carro vivo do que com o cronómetro.

Quando a poeira assenta, Solberg mantém o comando com um ataque limpo, Ogier mostra que continua mestre em jogar nos décimos e a Hyundai sai da especial a fazer contas à fiabilidade – numa PEC em que a velocidade foi importante, mas a sobrevivência voltou a ser o tema central.

FOTO @World

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