WRC, Rali do Japão: a grande oportunidade de Elfyn Evans

Por a 5 Novembro 2025 10:10

A festa da Toyota no Rali da Europa Central, relativa à conquista do título de construtores já ficou para trás, agora é a vez da luta pelo campeonato de pilotos, que se mantém em suspenso. Elfyn Evans lidera com 13 pontos de avanço face a Sébastien Ogier e Kalle Rovanpera. Ott Tanak pode lá chegar, mas só com um ‘milagre’…

Sébastien Ogier saiu de estrada quando liderava nos tempos intermédios. “Meu Deus… isto muda tudo no campeonato”, reagiu o comentador na altura, e esse foi claramente um momento muito marcante na luta pelo título do WRC 2025.

O acidente de Ogier no terceiro dia de prova ‘devolveu’ a liderança do campeonato de pilotos a Elfyn Evans, depois de o galês ter partilhado o pódio com o vencedor Kalle Rovanperä e com Ott Tänak, que terminou em terceiro.

Os quatro continuam matematicamente na luta pelo título mundial, sendo Evans o único sem um campeonato conquistado até à data. Será desta? O Japão é um rali em que tem todas as condições de obter um bom resultado, mas a ordem na estrada na Arábia Saudita vai ser extremamente decisiva nas lutas…

Quatro vezes vice-campeão, Evans está agora mais próximo do que nunca de alcançar o seu primeiro título mundial, e o Japão pode ser o local ideal para o britânico e o seu navegador Scott Martin consolidarem a vantagem.

O galês, sem brilhar, e sem ser o mais rápido, tem sido consistente e mais uma vez chega às rondas finais do campeonato ‘vivo’. Se ganha – finalmente – é outra ‘música’. Curiosamente, tem dominado o Rali do Japão desde 2023 e não fica fora do pódio há oito provas consecutivas em asfalto. O que é um excelente sinal para si. Será desta?

Ainda assim, terá – se mantiver a liderança do WRC – de ponderar a desvantagem potencial de abrir a estrada na Arábia Saudita, o que confere importância acrescida a uma pontuação forte no Japão. A expetativa por um final de campeonato emocionante é enorme, com vários pontos ainda em disputa.

Logo atrás de Evans estão os seus colegas de equipa, empatados com 234 pontos. Apesar de somarem dez títulos mundiais entre ambos, Ogier e Rovanperä continuam sedentos por acrescentar mais um troféu às respetivas carreiras. Antes do acidente, estavam numa classe à parte, e Ogier, vencedor desta prova em 2010, promete voltar a pressionar Evans até ao limite em cada especial.

“É a vida, sabem. Aconteceram coisas e agora, como sempre, só podemos olhar em frente”, disse Ogier. “O plano era atacar nas últimas três especiais porque também contam para o campeonato. As nossas hipóteses não são as melhores, mas mantêm-se.”

Takamoto Katsuta regressa a casa com o objetivo de melhorar o quarto lugar do ano passado e subir ao pódio ao lado do navegador Aaron Johnston. Em 2025, o japonês mostrou ritmo para lutar por vitórias, mas a irregularidade tem-lhe custado resultados mais consistentes. Tanto ele como o colega de equipa Sami Pajari têm bom historial nestas estradas: o finlandês garantiu aqui o título de WRC2 em 2024, enquanto Katsuta soma um pódio e onze vitórias em troços.

Com a Toyota já a pensar em 2026, ambos os pilotos necessitam de resultados fortes no Japão e na última prova do ano para assegurar o futuro.

Ott Tänak é agora a derradeira esperança da Hyundai em conquistar prémios em 2025, depois de a defesa do título de Thierry Neuville ‘desmoronar-se’ totalmente na ronda anterior. “Bateu na ponte… desastre total!”, exclamou o narrador na altura. Ponto final para o belga que viveu uma temporada para esquecer, podendo registar o seu primeiro ano sem vitórias em mais de uma década — algo inédito para um campeão mundial desde Richard Burns em 2002.

O seu colega de equipa, Adrien Fourmaux, também procura um lugar no topo do pódio após uma época de estreia atribulada com a Hyundai. Momentos de brilho foram ofuscados por erros que o obrigaram a desistir em várias ocasiões. Ainda assim, tanto ele como Neuville pretendem dar tudo para apoiar a última investida de Tänak na luta pelo título.

Para Tänak e o navegador Martin Järveoja, no entanto, as probabilidades são escassas: estão a 50 pontos de Evans e apenas uma vitória dominadora, combinada com falhas dos rivais, manterá vivas as suas esperanças.

Depois da desilusão do último dia em 2024 — quando saiu de estrada logo na primeira especial — o campeão mundial de 2019 regressa determinado a redimir-se. E quando o estónio é encurralado, torna-se especialmente perigoso. Vê-lo atacar ao máximo no asfalto promete ser um verdadeiro espetáculo.

O estreante da categoria Rally1, Josh McEarlean, ultrapassou o colega Greg Munster na classificação de pilotos no Rali da Europa Central, depois de o luxemburguês ter calculado mal um ressalto na quinta especial e sofrido uma aterragem violenta que danificou a suspensão traseira. McEarlean e o navegador Owen Treacy terminaram em sétimo lugar, igualando o melhor resultado da época, e procuram manter o bom momento nas derradeiras provas.

Já Munster e o navegador Louis Louka pretendem recuperar de uma segunda metade de temporada dececionante. Apesar de algumas exibições corajosas e vitórias em troços no início do ano, uma combinação de erros e problemas mecânicos custou-lhes pontos valiosos. Tanto ele como McEarlean sabem que um bom desempenho no Japão poderá ser decisivo quando o diretor de equipa, Richard Millener, definir a formação para 2026.

Caracterizado por estradas estreitas, troços ladeados por árvores e uma atmosfera única, o Rali do Japão consolidou o seu estatuto entre os adeptos do WRC. Os concorrentes enfrentam níveis de aderência variáveis em cada troço, com as condições de outono a acrescentarem incerteza através de chuva irregular, zonas de água acumulada, temperaturas mais baixas e curvas escorregadias.

O icónico túnel de Isegami volta ao percurso, proporcionando um espetáculo arrepiante para os fãs e um verdadeiro desafio de precisão para os pilotos. A pressão sobre os candidatos ao título aumentará a cada troço — e, com ninguém disposto a piscar primeiro, será um fim de temporada imperdível.

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