Uma das coisas que ficou clara deste Rali de Portugal é que as equipas ainda precisam de tempo para saber lidar melhor com os novos pneus da Pirelli. Como se sabe, este ano a marca italiana veio para o WRC como fornecedor oficial, substituindo a Michelin e depois de vários anos com os franceses, agora é a vez da Pirelli e tendo sido o Rali de Portugal a primeira prova do ano em pisos de terra á natural que as equipas ainda andem um pouco a “apanhar bonés”. Isso ficou claro no facto da Hyundai ter andado melhor no primeiro dia, pois a Toyota testou em Portugal com bem pior tempo do que a Hyundai, e isso refletiu-se. Ouvir Elfyn Evans dizer que o seu Toyota funcionava bem com os Michelin, mas que com os Pirelli as coisas estão diferentes e agora é preciso um período de adaptação.
Esperava-se calor em Portugal, mas a meteorologia pregou uma partida à Pirelli que trouxe para Portugal apenas oito sets de pneus macios, e 24 duros. Contudo, as condições meteorológicas que apresentavam uma mistura de troços secos e húmidos, incluindo superfícies macias com temperaturas mais frias, fizeram com que o composto macio se tornasse a melhor opção para grande parte do rali. Como resultado, as equipas utilizaram-no extensivamente, tendo a M-Sport Ford, por exemplo, completado 165 quilómetros num conjunto de quatro pneus macios no sábado: cerca do dobro da vida útil a que estes pneus estavam originalmente destinados. Os pneus duros com o tempo frio demoram imenso a aquecer e isso reflete-se imenso na tração.
Terenzio Testoni, gestor de atividades de rali da Pirelli disse que: “Portugal foi o primeiro grande exame do ano para nós com pneus de terra: o primeiro contacto que as equipas tiveram com o novo Scorpion KX em competição, e a nossa primeira oportunidade de ver como os diferentes carros interagiram com estes pneus contra o relógio. Estamos satisfeitos com o seu desempenho, e sobretudo com a colaboração com as equipas e os pilotos, em circunstâncias desafiantes que exigiram uma utilização extensiva do pneu macio. Após um primeiro dia de habituação a tudo, na sexta-feira e análise de dados, pudemos dar conselhos e indicações técnicas mais direcionadas ao longo do fim-de-semana que permitiram aos três fabricantes tirar o máximo partido dos pneus: com uma luta até ao fim entre dois deles, e os três representados nos cinco primeiros no final do rali. Tiramos muitas informações de Portugal que serão extremamente úteis para o futuro, uma vez que continuamos a otimizar o nosso produto para os carros de rali mais rápidos da história do desporto. Agora já aguardamos com expetativa o nosso rali caseiro na Sardenha”.











