WRC, Rali de Monte Carlo/PEC4: Oliver Solberg começa o dia novamente ‘intratável’…

Por a 23 Janeiro 2026 08:48

Oliver Solberg-Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally1) iniciaram o segundo dia do Rali de Monte Carlo com mais uma exibição de exceção, ao deixar o segundo melhor neste troço, Thierry Neuville-Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1), a 19.1s em 17.95 Km. O troço tem condições que mudam quase constantemente, muito gelo negro, do momento de quando passaram os batedores para agora é muito diferente e tudo junto as dificuldades são imensas para todos, mas pelos vistos o sueco tem um feeling noutro nível face aos seus adversários. É verdade que Ogier se queixa dos pneus, mas quando ‘leva’ 32.8s de Solberg em menos de 18 Km, está tudo dito.

Nem sequer Solberg arriscou mais do que a maioria. Fez apenas o que sentiu poder fazer: “cauteloso, mas a divertir-me”, disse no final.

Elfyn Evans-Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) foram terceiros a 26.5 segundo-se Sébastien Ogier-Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) a 32.8s. Grégoire Munster-Louis Louka (Ford Puma Rally1) foram desta feita os melhores dos Ford na frente de Adrien Fourmaux-Alexandre Coria (Hyundai i20 N Rally1), que revelou que lhe falta sensação no carro. Seguiram-se Jon Armstrong-Shane Byrne (Ford Puma Rally1), Takamoto Katsuta-Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1), Hayden Paddon-John Kennard (Hyundai i20 N Rally1), Sami Pajari-Marko Salminen (Toyota GR Yaris Rally1) e Joshua Mcerlean-Eoin Treacy (Ford Puma Rally1).

No final do troço, Solberg ficou com um avanço de 1m10.7s para Evans, com Ogier a 1m41.7s. Neuville é quarto, 3.6s atrás de Ogier, e sensacionalmente, Jon Armstrong permanece em quinto como melhor dos Ford, 31.1s mais atrás de Neuville.

No top 10 as únicas posições que mudaram foram as de Gregoire Munster, que subiu ao nono lugar. No WRC2, o troço correu muito mal aos líderes no final do dia de ontem, Eric Camilli-Thibault De La Haye (Skoda Fabia RS Rally2) que perderam quase 50 segundos neste troço, deixando com isso a liderança do WRC2 para Léo Rossel-Guillaume Mercoiret (Citroen C3 Rally2) tendo agora 30.0s de avanço para o francês Arthur Pelamourgues (Hyundai i20 N Rally2) com Nikolay Gryazin-Konstantin Aleksandrov (Lancia Ypsilon HF Rally2) em terceiro a apenas 0.9s do segundo lugar e com Eric Camilli a mais 1.4s.

Filme da especial

Novo dia nos Alpes. A primeira especial da manhã foi Laborel / Chauvac-Laux-Montaux 1, com seus 17,95 quilómetros de desafio. Seis troço pela frente, cobrindo mais de 128 quilómetros. A noite anterior tinha deixado marcas: Josh McErlean e Sami Pajari, que tinham abandonado na PEC2, regressaram com carros reparados durante a madrugada — uma segunda oportunidade trazida pelas mãos da mecânica.

Quando os portões abriram, McErlean foi o primeiro a entrar na especial. O britânico da M-Sport sabia que tinha uma oportunidade de redenção. O troço alternou entre asfalto seco e gelo traidor, entre lama congelada e manchas negras de gelo polido que desapareciam da vista. “É loucura”, contou ao chegar ao final com 15:05.5. “Está sempre a mudar, há tanto gelo preto que não se vê. Tem que ser pneus com pregos.”

Apenas 2,7 segundos atrás, Pajari completou a sua volta à competição, cauteloso mas decidido. “Condições muito difíceis, foi uma pena o que aconteceu ontem, mas hoje é apenas aprender”, confessou.

Depois chegou Ogier, o campeão do mundo que começava o dia em terceiro, 1 minuto e 8,6 segundos atrás. Com gelo e neve a desafiarem cada movimento, o francês sabe que atrás vão fazer melhor. Quando cruzou a meta com 14:21.3, a diferença era clara — 41,5 segundos mais rápido que os tempos já registados, mas… “Há carros mais rápidos atrás. As condições vão melhorar. Muito trabalho para manter o carro na estrada.”

Evans surgiu logo a seguir, o galês do Toyota num delicado equilíbrio entre velocidade e cautela. “É muito difícil saber como estou”, revelou. “Tentar usar a cabeça o máximo possível, mas é muito difícil julgar o ritmo.” Terminou 6,3 segundos mais rápido que Ogier.

Thierry Neuville vinha a lutar com os pneus, mas vinha a andar bem e a recuperar a confiança. “Um pouco cuidadoso no fim. A estrada mudou muito entre os reconhecimentos e a nossa passagem”, explicou com 14:07.6, o tom ligeiramente mais otimista. “Falta confiança nos pneus, esse é o maior problema.”

Mas havia alguém que não vinha para recuperar — vinha para dominar. Oliver Solberg entrou como um fenómeno, os tempos intermédios todos se a acenderam a verde. Enquanto os rivais ainda debatiam estratégia e confiança, o sueco da Toyota simplesmente acelerava. 13:48.5 — 19,1 segundos mais rápido que Neuville.

A sua liderança esticava-se agora para 1 minuto e 10,7 segundos sobre Evans. “Sou cuidadoso, mas estou a divertir-me!”, gritou, com alguma euforia na voz como é seu timbre. “A equipa de reconhecimento fez um trabalho incrível, cada elemento estava exatamente onde devia estar, confiei a 100%! Mas é um rali longo e traiçoeiro, nada é seguro.”

Fourmaux chegou logo depois, o francês visualmente derrotado. “O sentimento não está lá. Nada vindo de mim. Sem aderência, o equilíbrio do carro, é muito difícil. Sinto-me sempre muito lento. Isto vai ser um rali longo”, confessou com amargura após 14:23.9, apenas 2,6 segundos atrás de Ogier.

Munster fechou o grupo de cimeira com 14:23.3, os braços doridos mas o espírito elevado comparando com a noite anterior. “Os braços estão bem. Condições imprevisíveis, sim. Às vezes fui lento demais, mas cá estamos e isso é o que importa. Muito melhor que ontem à noite.”

Finalmente, Paddon cruzou a meta com 14:48.4, o neozelandês a roçar os limites da sobrevivência. “Muitos spots traiçoeiros. A equipa de reconhecimento fez um trabalho incrível, mas a estrada melhorou bastante. Já estamos em modo sobrevivência.”

Armstrong, o jovem sensação da noite anterior na quinta posição, completou com cautela meticulosa. “Tentava ser muito cuidadoso. As condições não eram tão geladas como esperávamos. Tentei apenas atravessar e cometer zero erros. Como se vê pelo tempo do Oliver, há tempo para ganhar.”

Quando a neblina assentou, a PEC4 tinha confirmado a história já vista do rali — ou, mais precisamente, tinha confirmado aquilo que todos suspeitavam: Oliver Solberg está praticamente inalcançável. Com quatro troços completos o seu domínio é absoluto, o sueco ampliou a vantagem com o mesmo à-vontade de quem passeia. Enquanto Ogier se lamentava dos pneus, Evans procurava ritmo e Neuville confiança, Solberg simplesmente voa pelos Alpes como se tivesse vindo de um futuro onde já conhecia cada curva e cada gota de gelo…

FOTO @World

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