WRC, Rali de Monte Carlo/PEC 11: Solberg aproveita hesitações de Evans e Ogier
Depois do branco implacável da PEC11, a 11ª especial trouxe de volta Oliver Solberg-Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally1) aos triunfos em troços, com o sueco a deixar Elfyn Evans-Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) a 11.4s com Sébastien Ogier-Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) apenas em quinto a 18.7s.
Ogier revelou que com tanta mudança de aderência “Não aproveitei a oportunidade d estrada melhorar.”
Já para Evans foi um troço muito muito difícil: “encontras gelo e neve, o que já é mau o suficiente, mas quando chega na lama é uma lotaria. OS batedores encontraram muito gelo negro, mas a estrada evoluiu muito desde aí e eu não fui corajoso o suficiente para ignorar o que eles disseram.”
Por fim, Solberg: “os pregos já funcionaram, e foi um pouco mais fácil. Senti-me mais confortável aqui.”
E assim com estas explicações percebe-se melhor porque Solberg volta a ter mais de um minuto de avanço para Evans com Ogier a ficar agora novamente a 10s de Evans.
Solberg aproveitou claramente a estrada em evolução para ampliar a liderança, enquanto Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) brilhou com um terceiro lugar e em Monte puro, e Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) recuperava posições. Como sempre, nos Alpes em mutação, quem evolui mais rápido, sobrevive.
Filme da especial
A manhã avançou nos Alpes franceses, PEC11 Vaumeilh / Claret 2, foi a repetição dos 15,06 km da fatídica noite de quinta-feira, o troço teve um arranque limpo mas escalada traiçoeira com gelo, neve e slush aguardava nas subidas, pontes geladas e nevoeiro rasteiro, o último quilómetro apenas asfalto molhado como falsa promessa de alívio.
McErlean abriu caminho com um pequeno deslize numa direita mas recuperou, Pajari rodou super cauteloso nas pontes escorregadias, a estrada a prometer limpeza mas com grip estranho e mutável. “Grip esquisito, vês as marcas mas é escorregadio e gelado. Que dia!”, exclamava o britânico da M-Sport ao cruzar primeiro com 12:39.6, com riso nervoso de sobrevivente.
Pajari seguia quase colado, 12:40.6, recuperando forte no final: “As condições evoluem muito, está a limpar e formar linha, não é nada direto.” Katsuta brilhava com 12:14.2, 25,4s à frente, renascido após os problemas com a direção assistida: “O carro está bom, a estrada está a melhorar. Espero apanhar o Hayden.” Munster, também com direção assistida de volta, confessava 12:32.4, 18,2s atrás: “Melhor com direção. As notas tinham muito gelo negro que já não está, tens de ficar nas linhas senão o pneu não evacua a ‘sopa’.”
Paddon lutava cada vez mais: 12:33.5, 19,3s perdidos. “Está a ficar mais duro. Sei que temos de acabar, a margem de erro é mínima.” Armstrong sentia o Ford renascer com ajustes de amortecedores: 12:16.5, 2,3s de Katsuta. “Pequenos ajustes fizeram diferença no equilíbrio. Posso atacar e recuar, sei o que o carro faz.” Neuville rodava quarto provisório com 12:21.6: “Não senti o carro mal, mas muitas notas de gelo que já não estavam, foi difícil confiar.”
Fourmaux iluminava com 12:14.0, novo melhor: “Condições muito traiçoeiras, mistura de asfalto, ‘slush’ e gelo. Monte Carlo puro. Já a anterior parecia a Suécia, foi fantástico.” Ogier seguia 7,3s atrás de Evans com 12:14.8: “Muita mudança de grip, notas mais seguras. Não arrisquei a melhoria da estrada.” Evans não capitalizava a evolução, 12:07.5: “Muito difícil. Entras em gelo e neve, mas no ‘slush’ é lotaria. No fim as notas tinham gelo negro que evoluiu, não fui corajoso para ignorar.”
Então Solberg, líder absoluto, acendia os ecrãs a verde com 11:56.1, 11,4s à frente de Evans e quinta vitória nesta prova, ampliando para 1m02,8s a sua liderança. “Os pregos funcionam agora, foi mais fácil. Senti-me confortável aqui.” Katsuta subia a nono geral, ultrapassando Gryazin da Lancia que caía para décimo, próximo do líder WRC2 Rossel. As equipas rumavam ao serviço em Gap.

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