WRC, Rali de Monte Carlo: Elfyn Evans líder, três Toyota na frente, Lancia no top7
Num arranque fantástico de Rali de Monte Carlo, a Toyota colocou três carros nos primeiros três lugares do troço inaugural da prova com Elfyn Evans-Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) a baterem toda a concorrência deixando Oliver Solberg-Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally1) a 5.6s com Sébastien Ogier-Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) em terceiro a 12.0s.
Num troço muito molhado pela chuva que caiu nas horas que antecederam a especial, limpando a neve que lá havia, o melhor Hyundai foi o de Adrien Fourmaux-Alexandre Coria (Hyundai i20 N Rally1) em quarto a 19.9s da frente. Takamoto Katsuta-Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1) foram quintos a 27.1s, bom tempo de Jon Armstrong-Shane Byrne (Ford Puma Rally1), o melhor dos Ford, e para começo, um Lancia em sétimo: o de Nikolay Gryazin-Konstantin Aleksandrov (Lancia Ypsilon HF Rally2) que bateu os restantes Rally1.
Grégoire Munster-Louis Louka (Ford Puma Rally1) cederam 42.3s, Thierry Neuville-Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1), sem confiança no carro, 43.5s e mais atrás, seguindo-se Eric Camilli-Thibault De La Haye (Skoda Fabia RS Rally2), Sami Pajari-Marko Salminen (Toyota GR Yaris Rally1), Hayden Paddon-John Kennard (Hyundai i20 N Rally1) e Joshua Mcerlean-Eoin Treacy (Ford Puma Rally1).
Yohan Rossel-Arnaud Dunand (Lancia Ypsilon HF Rally2) começou mal a sua aventura com a Lancia já que deu um toque e danificou a roda dianteira do seu Lancia sendo obrigado a parar no troço.
Filme da especial
As hostilidades do Rali de Monte Carlo abriram com a especial Toudon – Saint‑Antonin, um traçado antigo regressado ao itinerário após mais de uma década. 21,9 quilómetros de estrada estreita, serpenteante, que desce em ziguezague entre aldeias e muros de pedra, com o alcatrão gasto e escorregadio que colocou desafios logo desde o início. Ogier, Evans e Armstrong, arriscaram levar dois pneus supermacios nos seus pacote de seis pneus. Uma decisão ousada.
Elfyn Evans partiu decidido. O galês parece ter lido muito bem a estrada e cedo surgiram sinais de que vinha ao ataque. No primeiro parcial já leva vantagem sobre Ogier, cinco segundos de diferença a meio da montanha, sete no seguinte, e no penúltimo controlo era onze segundos mais rápido.
Pela frente, um traçado traiçoeiro, uma pitada de neve nas bermas e muito equilíbrio sobre o gelo negro de certas curvas. O Toyota manteve‑se firme, e quando cruzou o fim dos 21,9 quilómetros, o cronómetro não deixava dúvidas — 16m05s7. Doze segundos mais rápido que Ogier. Evans abria a época com autoridade, sereno, afirmando: “Procurei um bom ritmo, ser suave. Não foi fácil com o cruzamento de pneus. É só o início, não vale a pena entusiasmarem‑se ainda”, deixou o aviso a Molly Taylor…
Poucos minutos depois, Thierry Neuville surgia com o Hyundai. O belga arrancou tenso, ainda à procura de confiança no i20 N. Logo nos primeiros parciais perdeu ritmo — 3,8 segundos no primeiro ponto cronometrado, mais de dez na metade do troço. Quando cortou a meta, a diferença subiu para uns impressionantes 43,5 segundos: “Faltou confiança, não senti aderência. Há muito trabalho pela frente.”
Takamoto Katsuta apareceu a seguir, também prudente. O japonês levou o Toyota até ao quarto melhor tempo, mas admitiu: “Não era o pneu ideal, joguei pelo seguro. A próxima é que conta.”
Adrien Fourmaux respondeu com garra. O francês levou o i20 até ao terceiro posto da altura, até chegar Solberg.. “Dei o meu melhor com o que tinha. O carro estava difícil de travar, mas foi uma boa especial limpa.”
Logo depois, Sami Pajari surgia com um ritmo mais lento — o mais demorado até ao momento, 44 segundos atrás de Evans. “Muito difícil, várias surpresas, o carro não estava a sentir‑se bem”, confessa.
Oliver Solberg, no Toyota, surge logo a seguir e impressiona com um registo de: 16m11s3, apenas 5,6 segundos atrás do líder. “Muita lama nas curvas, tentei ser cauteloso. Não foi nada mau.”
Depois apareceu o Ford de Grégoire Munster com o luxemburguês a fechar com 16m49s0, um tempo sólido entre Katsuta e Neuville: “Muito complicado, não testámos, ainda estou a compreender o comportamento dos pneus de inverno. O carro não estava a virar bem.”
Sami Pajari completava o grupo com um andamento seguro, e pouco depois Josh McErlean levou também o Ford da M‑Sport até ao fim, a 49 segundos de Evans. O norte‑irlandês joga pelo longo prazo: “Fui cauteloso com os pneus. Há muito caminho pela frente até domingo.”
Regressava então uma figura conhecida: Hayden Paddon, no seu regresso ao Mundial com a Hyundai. Termina em nono. Sorri e suspira, suado, à porta do carro: “Bom começar de novo. Mesmo sem neve, está incrivelmente escorregadio. Zero aderência.”
A fechar a sequência, Jon Armstrong faz a sua primeira especial num Rally1 e surpreende, assinando o sexto tempo. Ainda incrédulo, ri‑se: “Primeira vez no carro e já aqui! O ritmo ainda não está onde devia, mas é um bom começo.”
O Monte‑Carlo começou e o duelo pela supremacia de 2026 já está lançado entre o gelo, o asfalto e a incerteza das montanhas. Venha o próximo!

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