WRC, Rali da Suécia, PEC9: Elfyn Evans líder, Toyota 1-2-3-4
Após a PEC9, o quadro fica claro como o branco da neve nos troços: Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) conquista a especial com um ataque clínico, retoma o comando do Rali da Suécia e lidera agora por 4,4 segundos sobre Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1). Atrás, Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) consolida o terceiro lugar, Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) sobe a quarto ao ultrapassar Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) e Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1), e a Toyota assina um impressionante 1‑2‑3‑4 no topo da classificação geral, num troço que reescreve o equilíbrio de forças à entrada para o resto do dia.
File da especial
Mārtiņš Sesks inaugura o troço a limpar a linha estreita que o limpa‑neves deixou, a sentir a frente a morder num tapete de neve ainda solta. Quando chega ao final, 8:53,4 é o primeiro tempo de referência, e o letão admite que “não foi nada fácil”, com muita neve empurrada para a estrada e uma trajetória ainda por descobrir.
Lorenzo Bertelli surge a seguir, muito mais cauteloso, que as suas lutas são outras, a combater a falta de aderência. Perde mais de vinte segundos para o registo de Sesks e confessa que ainda não está “habituado a estas condições”, a tentar desfrutar enquanto ainda sente a especial a “limpar”. Atrás dele, Josh McErlean e Jon Armstrong vão desenhando a evolução do piso: ambos mais lentos do que o letão, a falar de neve solta, linhas largas e um ritmo que ainda muito longe da perfeição. O tempo não é brilhante, mas deixam a sensação de que há margem para melhorar.
Thierry Neuville é o primeiro a mudar o tom. Ataca forte, passa à frente nos parciais e chega ao fim com 8:51,5, quase dois segundos mais rápido do que Sesks. “O plano é simples: andar depressa e divertir‑me”, atira, com um sorriso que denuncia alívio depois de um início de rali difícil. O belga estabelece um novo alvo e, pela primeira vez, faz parecer que a especial está pronta para tempos de outro nível.
É Oliver Solberg quem responde. Com o sueco a aproveitar a linha que começa a formar‑se, encontra apoio nos ‘bancos’ que alguém já “beijou” antes e para o relógio em 8:45,5 – seis segundos mais rápido do que Neuville. Sabe que esse tempo pode valer posições e ganha logo duas, depois de dizer ter “tentado divertir‑se” numa especial que ainda iria melhorar para quem vinha mais atrás. A previsão confirma‑se rapidamente: Adrien Fourmaux, em Hyundai, entra forte mas sai do troço 7,5 segundos mais lento do que Solberg, descendo para sexto da geral atrás do sueco. “Somos lentos e isso é desapontante”, resume, sem rodeios.
Esapekka Lappi sofre o mesmo destino. A grande alteração de afinações na suspensão feita durante a noite não traz o salto de confiança esperado. O finlandês lamenta‑se, fala de um carro “difícil” e vê Solberg saltar para quarto da classificação global, completando um primeiro golpe da Toyota sobre a Hyundai nesta especial.
Sami Pajari foi o próximo a acender o cronómetro. O jovem finlandês, também em Toyota, aparece rápido nos parciais, atira‑se às curvas com um GR Yaris aparentemente colado ao gelo e cruza a meta apenas uma décima atrás de Solberg, em 8:45,6. Admita que deixou “alguns décimos aqui e ali” e que não está totalmente satisfeito, mas o sorriso denuncia: o ritmo é forte, a confiança está alta e o pódio geral permanece seguro.
A seguir, todos os olhos se fixam em Elfyn Evans. O galês entra na especial com 2,8 segundos para recuperar a Takamoto Katsuta na luta pela liderança do rali. Nos ‘splits’, é o mais rápido: “ainda posso ser melhor”, comenta no fim, mas o cronómetro não mente – 8:40,7, mais 4,8 segundos rápido do que Solberg. A diferença dá‑lhe margem para um ataque direto ao topo da classificação.
Quando Katsuta entra na especial, a pressão já tomou forma: a referência de Evans está no painel, os parciais dizem‑lhe que está a perder tempo. O japonês luta com a sensação de falta de tração e aderência, estranha o comportamento do carro e termina 7,2 segundos mais lento do que o colega de equipa. “Não sei, sinto que não tenho tração nem ‘grip’, é muito estranho, tenho de fazer alguma coisa antes da próxima”, desabafa à saída. No papel, é o momento em que a liderança muda de mãos.

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