WRC, Rali da Suécia, PEC15: Toyota 1-2-3-4, com Elfyn Evans a comandar as ‘tropas’
O segundo dia do Rali da Suécia termina em Umeå Sprint com o balanço de sábado a ficar claro.
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) mantém-se firme na frente, com 13,3 segundos de vantagem sobre um Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) em recuperação e cada vez mais confiante.
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) consolida um brilhante terceiro lugar, Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) sobe de sexto a quarto num dia “difícil”, enquanto a Hyundai encontra sinais de vida com um Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) em forte ritmo e um Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) em crescendo de confiança, enquanto Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1) tenta perceber onde perdeu décimas.
Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) destaca-se na M-Sport, Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) e Lorenzo Bertelli (Toyota GR Yaris Rally1) somam quilómetros e histórias de sustos e diversão.
Por fim, Martins Sesks (Ford Puma Rally1) leva o Puma moderadamente intacto à assistência apesar dos avisos no painel de instrumentos.
O cenário está montado para um último dia em que cada décimo poderá decidir não só o vencedor, mas também o desenho final de um pódio que, depois deste sábado gelado, tem claramente três nomes em destaque: Evans, Katsuta e Pajari. O trio segue para domingo com 25.4s a separá-los, com o japonês a 13.3s da frente e com muita vontade de voltar aos registos do primeiro dia e com isso ganhar o seu primeiro rali do WRC, e Pajari mais atrás, a 12.1s, a apagar por completo o mau Rali de Monte Carlo que fez. Lá na frente, Elfyn Evans a posicionar-se para mais um forte rali em termos de pontuação, num ano que pode ser o ‘seu’.
Filme da especial
Martins Sesks é o primeiro a lançar o Puma pela especial curta, ainda com a preocupação de um alarme de pressão de água a acender no painel. Confia na mensagem do engenheiro — “está seguro” — e leva o carro até à meta sem levantar demasiado o pé, descrevendo a tarde como “interessante” e deixando para a assistência a tarefa de perceber o que se passa debaixo do capot.
Logo atrás, Lorenzo Bertelli encerra o dia com um sorriso. O italiano admite ter cometido um erro “bastante confuso” antes, mas fala agora de uma jornada “muito limpa”, com bom andamento e bons parciais, quase um rali perfeito não fosse o deslize da véspera.
Joshua McErlean, ainda a lutar com a visibilidade com luzes teimosamente intermitentes, consegue ser ligeiramente mais rápido do que Sesks. Explica que a manhã foi positiva e que a tarde trouxe alguns problemas; conta o improviso com fios e ligaduras para tentar manter as luzes acesas, sem sucesso total, mas destaca que, ainda assim, o dia foi melhor do que o anterior.
Jon Armstrong confirma a boa forma da M-Sport com mais uma prestação sólida. Bate McErlean por 2,5 segundos, fala de “sulcos rígidos” que tornam as travagens traiçoeiras, mas descreve a especial como “muito agradável”, com o Puma a trabalhar bem. Entre dois momentos mais “desarrumados”, sai satisfeito com o acerto encontrado e com aquilo que chama “um grande dia”.
A tabela ganha outra cor com Thierry Neuville, com o campeão do mundo de 2024 a passar Armstrong por 2,2 segundos, falando no final de “um bom dia no carro”, com ritmo forte face à velocidade que julga ter disponível.
Diz ter desfrutado mais, com condições mais estáveis do que na véspera e um i20 N que “segue melhor a linha”, mesmo admitindo que “é tudo o que temos por agora”.
Oliver Solberg encerra um sábado de contrastes com mais uma especial “difícil”. Termina 1,2 segundos atrás do tempo de Neuville e resume a tarde como “muito complicada”: piso escorregadio, muita neve e dificuldade em encontrar o ritmo e a confiança. Apesar disso, o sueco olha para a classificação e vê-se a fechar o dia num quarto lugar que, de manhã, ainda estava longe.
Atrás dele, Adrien Fourmaux confirma a recuperação de andamento. O francês, que arriscou alterações extremas nos amortecedores, termina a especial a 3,0 segundos de Neuville, mas sublinha que hoje “ganhou andamento” e agradece à equipa pelo trabalho. Confessa um pequeno erro num cruzamento, onde perdeu tempo, mas encara a tarde como “positiva” e encorajadora para domingo.
Esapekka Lappi chega pouco depois e segura o quinto lugar geral, 11,1 segundos atrás de Solberg. O finlandês é 3,7 segundos mais lento do que Neuville neste troço e admite uma certa frustração: explica que, na última especial da manhã, voltou finalmente a sentir-se “normal” no carro, a conseguir impor o seu estilo de condução, mas não consegue perceber onde perdeu tanto tempo nas classificativas da tarde, com exceção da primeira, que lhe correu bem.
Sami Pajari encerra o seu dia em alta. O finlandês, que assina um sábado muito forte, termina a especial 1,8 segundos mais lento do que Neuville, mas mantém firme o terceiro lugar absoluto. Fala de “uma sensação muito boa” com o Toyota em condições de inverno puro, destaca especialmente a volta da tarde e avisa que ainda há “um longo dia amanhã”, em que terá de repetir o nível exibido hoje.
Depois, é a vez dos dois homens da frente medirem forças na curta especial urbana. Elfyn Evans, líder do rali, chega primeiro e fecha o dia 3,2 segundos mais lento do que o registo de Neuville. Diz que a manhã foi “muito boa”, reconhece uma tarde “mais mista” e admite que a gestão de pneus não é a sua especialidade, mas ressalva que, apesar disso, a secção vespertina foi “limpa”, sem erros de maior. O galês sabe que mais do que ganhar a especial, importa chegar a domingo com margem.
Takamoto Katsuta vem logo atrás e volta a roer alguns décimos à vantagem do colega de equipa. É 1,1 segundos mais lento do que Neuville, mas ganha tempo a Evans e fecha o dia a 13,3 segundos da liderança.
O japonês garante que deu tudo, admite ter alargado em dois cruzamentos e lamenta os segundos perdidos. Confessa não estar satisfeito com o dia e promete analisar o que correu mal, mas deixa uma garantia: “vou certamente dar o meu melhor amanhã”.

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