WRC, Rali da Suécia, PEC14: novo triunfo de Pajari, Evans cauteloso

Por a 14 Fevereiro 2026 17:03

Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) cede algum terreno para Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1), depois de uma gestão inteligente do risco num troço traiçoeiro já de noite e com aderência complicada. O galês termina a especial com 15,4 segundos sobre o japonês, enquanto Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) volta a brilhar com mais uma vitória em troços, e consolida o terceiro lugar.

Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) resiste aos ataques e mantém a quarta posição, ainda com Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1) a aproximar-se.

Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) confirma a recuperação de forma da Hyundai, Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) mistura bons tempos com dúvidas mecânicas e Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) destaca-se novamente como o mais forte entre os M-Sport, com Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) McErlean e Lorenzo Bertelli (Toyota GR Yaris Rally1) a ilustrarem o preço do erro num cenário de neve e pouca luz. Kolksele 2 fecha assim o dia de troços ‘normais’ (falta a super especial) onde a noite, o gelo e a gestão de pneus apertaram o cerco aos favoritos, mas também sublinharam a maturidade de Evans e a combatividade de Katsuta e Pajari na luta pelos lugares de honra.

Filme da especial

O Ford Puma de Mārtiņš Sesks foi o primeiro a enfrentar o troço, mas rapidamente percebe que algo não está bem: uma luz de aviso acende-se no painel, o ritmo abranda e, com o carro a perder aerodinâmica desde a especial anterior, cada reta rápida parece ainda mais longa do que devia. Ainda assim, Sesks chega ao fim “de novo a fundo”, reconhecendo que foi tudo menos fácil guiar “sem aero” numa classificativa rápida e ondulada.

Logo atrás, Lorenzo Bertelli entra decidido na noite sueca, mas a diversão não tarda a cobrar um preço. O italiano faz um pião numa zona de travagem para um cruzamento, perde segundos preciosos e ainda vê o cronómetro marcar 6,6 segundos acima do tempo de Sesks. Resume a passagem com uma simplicidade desarmante: “tentamos divertir-nos e saímos em frente num cruzamento”.

Josh McErlean, também em Puma da M-Sport, tem a sua própria história de susto. O irlandês chega 11,3 segundos mais rápido do que Sesks, mas revela que, a 180 km/h, as luzes desligavam-se de forma intermitente. Fala de momentos “assustadores”, com a escuridão a engolir a estrada em plena velocidade, mas termina aliviado por “ter passado”.

Jon Armstrong segue a linha ascendente da M-Sport e assina mais uma boa prestação. Com um tempo 12,4 segundos mais rápido do que McErlean, descreve a especial como “muito complicada”, com trajetórias sujas e marcas difíceis de ler. Em plena noite, admite ter ficado surpreendido ao ver, pelo espelho, faíscas a saltar dos pregos dos pneus, um rasto de luz a rasgar o preto do asfalto gelado.

Quando Thierry Neuville entra em ação, os splits começam a acender-se a verde. O campeão do mundo em título eclipsa o tempo de Armstrong por 3,6 segundos e sai satisfeito com uma passagem “limpa”. Ainda assim, deixa uma nota de preocupação: nos últimos seis quilómetros sente perda de potência e não sabe explicar porquê, num troço em que cada cavalo-vapor conta.

Oliver Solberg surge a seguir e, mesmo com um pequeno erro — alarga a trajetória num cruzamento —, termina apenas 1,6 segundos atrás de Neuville. Descreve a especial como “incrivelmente escorregadia”, sem grandes dramas, mas com a admissão de que há um limite invisível que não pode ser ultrapassado.

Adrien Fourmaux aproveita o bom momento de forma e as afinações recentes no Hyundai para se colocar em evidência. Bate Neuville por 0,8 segundos, estabelece um novo melhor tempo e diz-se “bastante satisfeito” com as mudanças que tem vindo a fazer, explicando que o seu objetivo é otimizar tudo para domingo, “tal como fez em Monte Carlo”. Garante que as costas, que o incomodaram recentemente, estão em ordem.

Esapekka Lappi é o Hyundai seguinte a cruzar a meta. Apesar de uma condução comprometida, termina 1,8 segundos mais lento do que Fourmaux. O finlandês fala de aderência em constante mudança e de uma visibilidade muito pobre, com “muito pó de neve suspenso” a dificultar a leitura de cada curva.

Ainda assim, mantém um avanço confortável sobre o francês na luta pelo quinto lugar absoluto e continua a aproximar-se de Oliver Solberg na quarta posição.

Mas é Sami Pajari quem faz de Kolksele 2 um exercício de nervos e coragem. O finlandês lança o Toyota a um ritmo superior ao de todos, abrindo 2,4 segundos sobre o tempo de referência e admitindo que houve “alguns sítios bastante loucos” no troço.

Com um sorriso quase incrédulo, diz que talvez haja “algo de errado” na sua cabeça por ter desfrutado tanto numa especial em condições tão traiçoeiras, mas deixa claro: aqui, quis mesmo atacar.

Elfyn Evans entrou no troço com a responsabilidade de ser líder do rali. O galês descreve o troço como “complicado”, com níveis de aderência muito baixos, e termina 2,9 segundos mais lento do que Pajari. Não é um brilharete, mas é tempo suficiente para manter uma almofada de segurança, sabendo que o verdadeiro perigo vem do Toyota imediatamente atrás na geral.

Takamoto Katsuta responde com a melhor versão do fim de dia: chega muito perto de Pajari, falhando a melhor marca por apenas três décimas, e ainda consegue ser mais rápido do que Evans. Com isso, reduz a desvantagem para 15,4 segundos e admite sentir-se melhor, apesar de não perceber totalmente o comportamento dos pneus, que parecem ter perdido pregos. Explica que tentou “poupar ao máximo” o conjunto, mas a sensação continua a ser estranha.

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