WRC, Rali da Suécia, PEC13: Elfyn Evans “puxa dos galões”, Hyundai mais longe da Toyota
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) aproveitou a PEC13 para reforçar a sua candidatura à vitória, ampliando novamente a vantagem sobre Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1), colocando-a em 18,0 segundos e mostrando que, com a afinação certa, continua a ter margem para responder aos tímidos’ ataques do japonês…
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) mantém com autoridade o terceiro lugar, precedido de um Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) combativo, enquanto Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1) e Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) confirmam a recuperação de ritmo da Hyundai sem, contudo, conseguirem transformar isso em tempos demolidores.
Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) destaca-se na M-Sport, e Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) continua prisioneiro da subviragem. Sarsjöliden 2 foi uma especial em que Evans afirmou o controlo, Katsuta admitiu a frustração de reagir tarde demais e o restante pelotão percebeu que, na Suécia, a linha entre atacar e sobreviver continua tão ‘fina’ como a película de gelo que cobre a estrada.
Filme da especial
Em Sarsjöliden 2 a luz começou a baixar lentamente, e a nota de abertura, ainda antes dos favoritos, é dada por Martins Sesks, que entra no troço com o Ford Puma marcado por danos na frente herdados da classificativa anterior. O letão sabe que, numa estrada tão rápida, perder aerodinâmica custa caro: admite que o carro “não está no seu melhor” e tenta ser o mais suave possível, já consciente de que o cronómetro não vai sorrir.
Logo a seguir, Lorenzo Bertelli confirma o quão traiçoeiro está o piso. O italiano sente que está a atacar mais, a aumentar o ritmo, mas simplesmente “não há aderência”. O relógio prova isso, deixando-o bem longe da referência provisória e reforçando a ideia de que, fora da linha limpa, a neve solta transforma cada correção de volante num exercício de fé.
É então que Josh McErlean, também em Puma da M-Sport, eleva a fasquia. Bate o tempo de Sesks por 1,5 segundos e descreve uma classificativa “louca”, com uma quantidade impressionante de neve e gelo a serem varridos da trajetória ideal. Fala de secções “algo assustadoras”, em que o carro dança sobre a camada solta.
Jon Armstrong responde pouco depois com uma passagem ainda mais forte. Vai 11,5 segundos mais rápido do que o colega de equipa, sente a traseira do Puma solta em vários pontos e recorda “grandes atravessadelas” em apoio nos bancos de neve. Diz que podia ter sido ainda mais rápido, porque a sensação não foi perfeita, mas o tempo conta outra história: estava claramente a carregar mais velocidade do que pensava.
Quando Thierry Neuville entra em cena, a fotografia muda. O belga percebe rapidamente que, mesmo com a linha mais limpa, o Hyundai continua a sofrer do mesmo mal da manhã: “massiva subviragem”. Termina 1,3 segundos atrás de Armstrong, resignado, mas sublinha o lado positivo — recolheu uma quantidade importante de dados e “marcadores” para a equipa analisar mais tarde, numa tentativa de finalmente desbloquear o i20 N sobre a neve.
Oliver Solberg, em casa e a conhecer bem este tipo de especiais, aproveita a segunda metade do troço para encontrar algum ritmo. Ultrapassa o tempo de Armstrong por 2,3 segundos e descreve uma estrada “muito escorregadia”, com pouco mais a fazer do que gerir o risco. Para o sueco, a tarde tem sido um exercício de controlo: atacar o suficiente para se manter na luta, sem ultrapassar o limite que o piso claramente impõe.
Adrien Fourmaux segue essa mesma linha de prudência calculada. O francês termina apenas meio segundo atrás de Solberg, satisfeito por ter conseguido “otimizar tudo” e, sobretudo, por não se deixar “apanhar” pelos bancos de neve. Sente que o trabalho de afinação começa a dar frutos, mas reconhece que Esapekka Lappi “está on fire”, antecipando a resposta do finlandês. E ela não tarda.
Lappi assina uma passagem muito comprometida, com a co-piloto Enni Mälkönen a chegar ao fim com um sorriso rasgado, alimentado pela velocidade pura da especial. Ainda assim, o cronómetro mostra-o 3,7 segundos atrás de Solberg, o que o deixa frustrado, apesar da boa sensação a bordo. Entre pequenas correções e algumas falhas assumidas, o piloto da Hyundai percebe que não é o único a perder tempo — os erros parecem estar a espalhar-se pelo pelotão.
Sami Pajari, por seu lado, gere com frieza a terceira posição da geral. O finlandês assina um troço limpo, “melhor do que na primeira passagem”, e termina apenas 0,8 segundos atrás de Solberg. Com isso, mantém um controlo firme sobre o lugar no pódio, aceitando que não vale a pena arriscar tudo quando a visibilidade começa a cair e o “neve-pó” levantado pelos carros transforma algumas zonas num corredor de branco suspenso no ar.
A luta principal, no entanto, continua a desenhar-se entre os dois Toyota da frente.
Elfyn Evans entra na especial com vontade de deixar uma marca e consegue fazê-lo. O galês admite ter estado “no limite em alguns sítios”, mas sente que tudo foi “limpo” o suficiente para se traduzir em tempo.
O Yaris apresenta uma traseira “bastante diferente” em relação à manhã, mais viva, à medida que as condições evoluíram. O resultado é um tempo 3,8 segundos melhor do que qualquer outro até então, um verdadeiro murro na mesa na fase decisiva do dia.
Takamoto Katsuta é o último dos homens da frente a enfrentar Sarsjöliden 2. O japonês finalmente sente melhorias no carro, depois de uma mudança de afinação tardia, mas percebe que tudo isto chegou “demasiado tarde”.
Termina 2,6 segundos atrás de Evans e, embora reconheça que a sensação é agora melhor, fala com evidente desilusão, sublinhando que ainda lhe falta confiança para atacar verdadeiramente a frente do Yaris nos pontos de travagem mais delicados.

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