WRC, Rali da Suécia, PEC12: Sami Pajari coloca Oliver Solberg em ‘sentido’…

Por a 14 Fevereiro 2026 14:50

Não houve alterações na classificação dos Rally1, mas no final da especial, a história escreve-se em vários níveis. Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) assina a sua primeira vitória em troços da temporada e com isso consolida o terceiro lugar, afastando Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) para perto do meio minuto.

Paralelamente, Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1) aproxima-se da luta pelo quarto posto, mantendo viva a pressão sobre o sueco. Na frente, a vantagem de Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) sobre Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) encolhe ligeiramente para 15,4 segundos, suficiente para manter o controlo mas com o aviso claro de que a liderança não está imune ao gelo e à terra ‘escondida’ de cada quilómetro. A especial fica marcada pela forma como um jovem finlandês assumiu o protagonismo, como os Hyundai continuam a oscilar entre bons tempos e frustração.

Filme da especial

A especial começa com um cenário enganador: neve suja e manchas de terra. Thierry Neuville é um dos primeiros a estabelecer um registo de referência, levando o Hyundai ao limite num piso que se vai tornando mais rápido a cada carro. Sai do habitáculo ligeiramente surpreendido por não ter sido muito mais veloz do que os concorrentes que o precederam, sinal claro de que a especial está a evoluir depressa e de forma imprevisível.

Pouco depois, Oliver Solberg encontra tempo onde outros escorregam, e melhora a marca de Neuville em 3,3 segundos e fala de condições “loucas”, com muita terra exposta e neve dispersa a transformar o traçado num tapete traiçoeiro. Adrien Fourmaux responde com um Hyundai mais leve, apenas com uma roda suplente, e com uma alteração nos amortecedores que quis testar. Fica a uma décima de Solberg, considera o tempo “bastante aceitável” e mostra-se cautelosamente satisfeito com o comportamento do carro, à espera de confirmar se a solução funciona também nas restantes especiais.

À medida que mais concorrentes passam, a linha ideal começa a desenhar-se com mais nitidez sobre o branco. Esapekka Lappi tira partido disso, corrige dois ou três erros que admite ter cometido e ainda assim baixa o tempo de Solberg em 4,5 segundos. O finlandês volta a aproximar-se na luta pelo quarto lugar absoluto, ficando agora a apenas 5,5 segundos do sueco e colocando pressão direta sobre o Toyota.

Mas é Sami Pajari quem transforma a especial num ponto de viragem. O jovem finlandês encontra um ritmo fluido, faz uma passagem “muito boa” e admite ter tido uma sensação excelente no interior do Yaris. Bate Lappi por 1,1 segundos, abre o fosso para Solberg para quase meio minuto e coloca-se em posição privilegiada para defender o lugar no pódio.

Quando Elfyn Evans entra em cena, traz consigo o peso da liderança do rali. O galês sente as condições como “muito complicadas”, com o piso a castigar os pneus em algumas zonas e a oferecer aderência extremamente baixa noutras. Acaba 3,9 segundos mais lento do que Pajari, tempo que por si só não é dramático, mas suficiente para abrir uma pequena porta ao ataque de Takamoto Katsuta.

E o japonês agarra essa oportunidade: não consegue bater o registo de Pajari, mas é 0,7 segundos mais rápido do que Evans. Ainda assim, o discurso não é de celebração. Katsuta queixa-se de não estar contente com o carro, fala de falta de aderência e, sobretudo, de não conseguir confiar no eixo dianteiro, uma confissão pesada quando cada travagem em piso misto pode ser a diferença entre ganhar tempo ou o perder por completo.

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