WRC, Rali da Croácia: Pilotos antecipam rali de asfalto traiçoeiro e de aderência imprevisível
O Rali da Croácia regressa ao Mundial de Ralis com a reputação intacta de uma das provas de asfalto mais exigentes do calendário, marcada por mudanças constantes de aderência, pisos muito distintos e um nível de imprevisibilidade que continua a preocupar os pilotos. À entrada para a prova, vários protagonistas do WRC convergem no diagnóstico: na Croácia, ler a estrada é quase tão importante como atacar.
Prova técnica, escorregadia e difícil de interpretar
Oliver Solberg coloca a Croácia entre os ralis de asfalto mais complicados do campeonato, sublinhando o peso do estado do tempo, do desenho das estradas e das transições permanentes de piso: “Para mim, a Croácia é provavelmente um dos ralis de asfalto mais difíceis, além de Monte Carlo, por causa do tempo, por causa do tipo de estradas e pela mudança constante de asfalto.”
Elfyn Evans vai no mesmo sentido e considera que poucos eventos apresentam extremos tão acentuados ao nível da aderência, numa prova que, pela sua natureza, resiste a comparações diretas com outras rondas do Mundial: “Não é muito parecido com nenhum outro rali. Acho que é aquele que tem os maiores extremos em termos de mudanças de aderência. Portanto, não é fácil”, disse Evans.
Jon Armstrong reforça essa ideia ao descrever o rali como particularmente exigente, tanto pela componente técnica como pelo carácter escorregadio do asfalto croata. O piloto nota ainda que a leitura das zonas mais traiçoeiras se torna mais difícil pela coloração clara da superfície, um detalhe visual que complica a perceção imediata das mudanças de grip: “É um evento muito exigente porque as estradas na Croácia são bastante técnicas e também a superfície é muito escorregadia. “Mas, comparado com alguns ralis de asfalto, definir onde estão as partes escorregadias é mais desafiante porque o asfalto tem uma cor muito esbranquiçada.”
Asfalto muda de metro para metro
Thierry Neuville chama a atenção para a escassez de sectores com verdadeira aderência elevada e descreve a prova como um rali de asfalto maioritariamente escorregadio e muitas vezes sujo. Essa avaliação ajuda a explicar por que razão a Croácia surge frequentemente associada a erros inesperados, mesmo entre pilotos com vasta experiência em piso seco: “Temos estas estradas com um pouco mais de aderência ou estas estradas de campo onde a aderência pode ser, eu diria média; mas há apenas alguns pequenos trechos no rali onde a aderência é realmente alta. Portanto, é um asfalto muito escorregadio e, na maioria das vezes, sujo.”
Fourmaux resume a dificuldade extrema
Adrien Fourmaux vai mais longe na descrição e aponta para a coexistência de vários tipos de asfalto na mesma curva, ou mesmo ao longo de poucas dezenas de metros, como um dos principais factores de complexidade. Para o francês, a sucessão constante entre zonas com aderência e sem aderência torna o piso particularmente difícil de interpretar, num cenário em que até a chuva pode inverter referências que, em seco, pareciam estáveis: “Por vezes, tens cinco ou seis tipos de asfalto diferentes numa única curva. Isso mostra como é difícil abordar as curvas e saber exatamente a aderência que vais ter. E o aspeto particular é que pode ser muito escorregadio em seco e, quando fica molhado, pode ter mais aderência do que outro asfalto que tinha mais aderência em seco.
Portanto, torna-se muito, muito especial e é muito difícil de ‘ler’ o asfalto. Além disso, tens asfaltos diferentes ao longo de, por exemplo, 100 ou 200 metros, o que faz com que tenhas aderência, nenhuma aderência, aderência, nenhuma aderência. Está sempre a mudar. Por isso, é muito difícil de ler” disse Adrien Fourmaux.
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