WRC, Rali da Croácia, PEC1: Elfyn Evans na frente Oliver Solberg ‘out’…
Numa manhã marcada pela incerteza estratégica e pelo caos na estrada, Elfyn Evans dominou o cronómetro, enquanto o favorito Oliver Solberg viu as suas esperanças naufragarem num banco de terra.
Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) saiu de estrada logo ao Km 4.6 e mesmo não danificando muito o carro, estragou quase por completo o resultado no rali. Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) foi o mais rápido, 8.1s na frente de Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) com Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) em terceiro a 9.5s.
O melhor Hyundai é o de Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) já a 10.8s da frente seguindo-se Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) a 13.7s, Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) a 14.2s, Hayden Paddon (Hyundai i20 N Rally1) a 20.2s e Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) com o mesmo tempo. Margens já significativas em apenas 14.12 Km, devido ao acidente de Solberg. Todos passaram por lá, menos Evans…
Filme da especial
O dia começou com o peso da indecisão: as equipas dividem-se entre pneus duros e macios, jogando um xadrez mecânico antes do primeiro rugido dos motores. Oliver Solberg, revelou ter tido uma noite mal dormida, e a manhã não começou melhor. Vodice – Brest, um troço traiçoeiro de asfalto gasto que serpenteia até à fronteira com a Eslovénia já fez vítimas.
Elfyn Evans é o primeiro a rasgar a estrada, aproveitando a limpeza do piso, enquanto Solberg se lança logo atrás, sem saber que o destino o aguarda ao quilómetro quatro. Num ápice, o carro de Solberg atinge um talude, entra num pião violento de 360 graus e fica imobilizado, “encalhado” perante o esforço inglório dos adeptos que tentam empurrá-lo de volta à prova. É o fim da linha para o sueco.
Atrás, o ‘rasto de destruição’ altera a psicologia da prova. Katsuta, ao ver o carro de Solberg fora de estrada, levanta o pé, priorizando a sobrevivência à velocidade. Fourmaux luta contra a aderência inconstante de um piso que se degrada a cada passagem, enquanto Pajari admite que precisa “desligar o cérebro” para ignorar a poluição de detritos na estrada.
Neuville, perturbado pela visão do acidente de Solberg e sem informações rádio, perde o ritmo num cenário cada vez mais sujo. No limite dos pneus macios, Armstrong consegue um ritmo surpreendente, mas é Paddon quem fecha a narrativa, lutando contra notas que já não fazem sentido num asfalto transformado em lama, onde a confiança se esvai a cada curva. No final, Evans isola-se, tendo sido o único a escapar à armadilha em que a estrada se tornou.

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