Ficam a faltar quatro troços para o fim do Rali da Croácia, e têm tudo para ser entusiasmantes, já que depois de ter alcançado uma margem bem acima de um minuto de vantagem face à concorrência mais próxima, Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1) tiveram um furo na PE10 que reduziu para 18.2s o seu avanço para Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai i20 N Rally1).
O piloto estónio aproveitou o balanço para tentar chegar à liderança, colocando a margem em 13.0s, Kalle Rovanpera depressa disse que mais importante que a vitória era assegurar muitos pontos para o campeonato, mas face ao ataque do estónio, o jovem da Toyota sentiu-se suficientemente confiante para reagir e conseguiu dilatar novamente a margem, colocando-a em 19.9s.
Faltam pouco mais de 52 Km de troços, a margem é boa, mas não é totalmente segura.
Devido ao furo de um dos pneus do Toyota de Rovanpera, Tänak cortou a vantagem deste em quase um minuto, no troço seguinte ‘mordiscou’ mais 1,4 segundos ficando a 16,8 segundos a meio do dia, mas a tarde foi mais profícua para o Rovanpera, que apesar de ter perdido algum tempo no primeiro troço, não voltou a ser batido por Tanak nos dois troços restantes (um foi anulado), e com isso vai para o dia decisivo com uma vantagem que remete todos os riscos para Tanak.
O estónio não terá nada a perder, por isso deve atacar, se tiver carro para isso, o que não ficou totalmente claro esta tarde, tal como revelou o piloto ao dizer que “não tive um bom feeling no carro”.
Craig Breen/Paul Nagle (Ford Puma Rally1) manteve a terceira posição que já tinha no final do 1º dia, recuperou tempo para a frente, mas não por mérito seu, mas sim devido ao furo de Rovanpera. Para se perceber melhor, começou o dia a 11.9s de Tanak e terminou-o a 53.5s. Alguns erros pelo meio, um pião, e um rali em que não conseguiu mostrar que o Puma é mesmo um carro muito bom. Depois do que o carro andou em Monte Carlo, inclinamo-nos mais para a possibilidade de ser o piloto que está longe de tirar o melhor partido do carro que tem nas mãos.
Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1) estão a ter um rali para esquecer. O andamento, quanto o carro está bom, até tem sido muito interessante, mas tudo o que lhes sucedeu arrasou-lhes com o resultado: avaria do alternador, penalizações, atrasos, motor a falhar. Era segundo quando começou a ter problemas. Mas estes teimam em não largar a Hyundai. Está a cinco segundos de Breen, e se não tiver mais problemas, facilmente o ultrapassa.
Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) vai para o derradeiro dia de prova na quinta posição, o melhor que se arranja depois do furo que o atrasou muito ontem. Seja como for, não mostrou muito que justificasse andar muito mais à frente. Hoje teve um dia bem melhor do que ontem, mas já só pode limitar danos.
Para Gus Greensmith/Jonas Andersson (Ford Puma Rally1), um furo em cada dia, atiraram-nos para posições muito atrasadas, mas enquanto andou, esteve muito longe do que fez em Monte Carlo.
Oliver Solberg/Elliott Edmondson (Hyundai i20 N Rally1) desistiu esta manhã depois de uma ligeira saída de estrada. O carro pegou fogo e o abandono foi inevitável.
Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1) têm tido uma prova muito apagada.
Esapekka Lappi/Janne Ferm (Toyota GR Yaris Rally1) têm vindo a fazer alguns brilharetes hoje, com triunfos em troços, mas o resultado ficou ontem condicionado.
Pierre Loubet/Vincent Landais (Ford Puma Rally1) teve um dia bem mais positivo, mas depois dos três furos de ontem, estão muito atrasados na classificação. Fez alguns bons registos hoje.
No WRC2, Yohan Rossel vai para o último dia com 31.5s de avanço para Nikolay Gryazin









