WRC, Rali da Arábia Saudita/PEC5: Sesks acelera no deserto, Ogier afasta-se de Evans

Por a 27 Novembro 2025 12:19

Martins Sesks continua a ser a grande figura do primeiro dia do Rali da Arábia Saudita. Na primeira especial da tarde, o letão voltou a impor o Ford Puma Rally1 num ritmo que mais ninguém conseguiu acompanhar, vencendo o troço com 2,2 segundos de vantagem sobre Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) e 3,1 segundos sobre Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) e Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), que fizeram o mesmo tempo.

Deste modo, Sesks lidera agora com 3.9s de avanço para Pajari, que neste troço passou novamente Fourmaux. O quarto classificado, Ott Tanak, está agora a 22.2s da frente.

Elfyn Evans, obrigado a atacar para manter vivas as aspirações ao título, voltou a perder terreno, desta vez mais 10,3 segundos para Sesks. Na geral, o piloto da M‑Sport lidera agora com 3,9 segundos de margem sobre Pajari, apesar de ter chegado ao final da especial já sem para-choques traseiro, sinal da dureza do piso e da agressividade do ataque.

Ritmo de Sesks expõe diferença interna na M‑Sport

Se havia dúvidas sobre o nível a que Sesks está a rodar neste rali, a comparação com os seus colegas de equipa tratou de as dissipar. No mesmo troço, Grégoire Munster cedeu 17,2 segundos e Josh McErlean perdeu 12,8 segundos, deixando claro que o letão está a explorar o Puma Rally1 num patamar que os restantes ainda não acompanham.

Num troço que mais parece um trecho do Rali Dakar, areia, e mais areia, as reações dos pilotos revelam um quadro comum: especial mais “fluida” do que as da manhã, mas ainda assim traiçoeira. Evans reconheceu que “foi melhor do que de manhã, mas isso não era difícil”, admitindo a presença de “algumas pedras más” em certos pontos.

Ogier falou numa “boa especial, menos dura” e avisou que as seguintes vão ser bem mais abrasivas. Rovanperä ficou satisfeito com o comportamento dos pneus, mas prefere reservar o juízo para os troços seguintes.

Ott Tänak voltou a queixar-se do equilíbrio do carro, dizendo ser “muito difícil de pilotar neste momento”, enquanto Thierry Neuville considerou esta talvez “a especial mais limpa da tarde”, elogiando o compromisso encontrado com dois pneus macios e dois duros, ainda que admita que os compostos mais rígidos possam ser benéficos nas classificativas seguintes.

Takamoto Katsuta descreveu alguns pontos como “um pouco caóticos”, referindo dificuldades em manter a trajetória ideal e assumindo que a escolha de pneus não foi perfeita para este troço, embora necessária para o resto da secção. Fourmaux admitiu não saber se fez a melhor opção de pneus face aos rivais, dizendo que só no fim da “loop” terá certezas. Pajari confessou ter “forçado” aqui por ser a especial onde esperava encontrar ainda boas condições, antecipando que as próximas serão “mais duras”.

Munster revelou-se “um pouco mais confiante” após alterações na afinação, mas sublinhou que gostaria de ser mais rápido; McErlean considerou a sua escolha de pneus correta, mas descreveu a parte final como “muito difícil”. Já Sesks, talvez o melhor resumo do espírito da tarde, deixou escapar um sorriso: se isto “se parece com o Dakar”, então “quer mesmo lá estar”.

Nasser Al‑Attiyah, conhecedor profundo do deserto, terminou o troço sem a tampa da bagageira após uma aterragem violenta – mais uma prova de que o rali saudita está longe de perdoar excessos.

Com o letão a ditar o ritmo, Pajari e Fourmaux a manterem-se por perto e os principais candidatos ao título a perderem tempo precioso, a sensação cresce: a luta pelo campeonato começa a afunilar-se… e o deserto saudita está a escolher, quilómetro a quilómetro, quem fica na mesa até ao fim.

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