Tinha acabado de ser campeão em 2019 com a Toyota, fazia a sua primeira prova com a Hyundai no Rali de Monte Carlo de 2020, onde as coisas poderiam ter corrido muito mal a Ott Tänak/Martin Järveoja, mas felizmente a dupla pôde contar com um Hyundai i20 Coupe WRC à prova de bala. O acidente foi muito feio, mas não teve grandes consequências físicas para os seus ocupantes.
Não era esta a estreia que a dupla pretendia com a Hyundai Uma pequena lomba a 180 km/h foi decisiva para o assustador acidente que tiveram no Rali de Monte Carlo.
Estávamos na PE4, e ao km 9.2, numa zona muito rápida, os homens da Hyundai passaram num irregularidade da estrada, aquela velocidade o carro desequilibrou-se e o estónio nunca mais o ‘agarrou’, saindo violentamente de estrada, continuando a capotar e a descer uma ravina de 25 metros por 14 longos segundos, até se imobilizarem. Muito ‘chocalhados’, mas sem maior necessidade do que passar uma noite no hospital por precaução ,”estamos bem”, foi o que disse Ott Tänak já no parque de assistência: “Batemos numa lomba que eu não identifiquei nos reconhecimentos, chegámos ali um pouco depressa demais, e depois da lomba entrámos numa linha de trajetória errada e a partir daí tivemos o acidente a alta velocidade. Todo o equipamento de segurança fez o seu trabalho, estou contente por estarmos aqui sem lesões”, disse Ott Tänak na altura.
Agora, disse mais: “Doeu, posso dizer. Foi um dos acidentes mais espectaculares que já tive, mas felizmente correu tudo bem. era um troço rápido, lembro-me que basicamente a curva era bastante fácil, simples, mas havia apenas um solavanco, que provavelmente não senti durante os reconhecimentos. Apanhou-nos de surpresa. Foi um acidente a alta velocidade. Batemos em três pedras várias vezes, doeu bastante, no final era difícil respirar. E depois, tínhamos algumas partes do corpo para recuperar.
O chassis estava provavelmente acabado. Não sei se alguma vez voltou à vida.
Os médicos aconselharam-me a não participar no Rali da Suécia, mas o rali era muito diferente, com velocidade, mas sem neve, era sobretudo terra molhada.
Na verdade, sentimos a necessidade de tirar da cabeça o acidente grave. Para mim, foi muito necessário voltar a entrar no carro e tentar encontrar o ritmo de novo. E sim, acho que fazer o rali foi uma decisão acertada”.










