WRC: Oliver Solberg liderou shakedown do Rali da Croácia
Oliver Solberg assinou o tempo mais rápido no shakedown do Rali da Croácia e registo o primeiro ‘avanço’ da Toyota face à concorrência, sendo que, como sempre, o shakedown serve para nos ‘ensinar’, muito pouco ou nada, mas simplesmente para as equipas verem se está tudo bem com os carros e os adeptos poderem vê-los na estrada.

A Toyota mostrou a força habitual, a Hyundai respondeu de imediato e no WRC2 também se começou a desenhar uma luta cerrada num asfalto traiçoeiro e cheio de incógnitas. A prova croata regressou ao Mundial este ano, com base em Rijeka e Grobnik, num rali profundamente renovado que abre a fase de asfalto da temporada.
Sob um céu fresco e nublado, mas com o asfalto seco, o dia começou com a sensação de que ninguém sabia exatamente o que o esperava. A Croácia voltava ao WRC depois da pausa de 2025 e fazia-o quase como um rali novo, com troços diferentes, estradas variadas e um shakedown curto, sinuoso e técnico, daqueles que obrigam os pilotos a entrar de olhos bem abertos. Elfyn Evans, líder do campeonato, foi o primeiro a atirar-se para a estrada e saiu dela a admitir a armadilha: muito corte, pouca margem, muita leitura para fazer.

Depois veio Solberg, e com ele mudou o tom da manhã. No primeiro contacto com o Toyota GR Yaris Rally1 em piso seco, o sueco encontrou logo ritmo e parou o cronómetro num registo que deixou a concorrência a olhar para cima. Katsuta aproximou-se, Fourmaux respondeu pela Hyundai, Pajari confirmou a profundidade da Toyota, e Neuville, com a serenidade de quem conhece o peso destes primeiros sinais, ficou a 0,8 segundos do topo. Paddon, Armstrong e McErlean entraram depois numa especial que parecia estreita demais para tanta ambição, enquanto cada piloto tentava, mais do que atacar, perceber onde começava a confiança.
Atrás deles, o WRC2 ganhou vida própria. Leo Rossel abriu as hostilidades, Roope Korhonen sentiu logo a dureza do desafio, Roberto Daprà subiu ao comando provisório e Arthur Pelamourges voltou a saborear o regresso ao carro. Eric Camilli entrou forte, Taylor Gill apareceu depois de uma viagem de 3000 quilómetros desde a Finlândia, e Andreas Mikkelsen, entre risos e avisos sobre a gravilha que já se nota espalhada pela estrada – e estamos ainda somente no começo – fechou a sequência como o mais rápido da categoria.
No fim da primeira ronda, a imagem ficou nítida: Solberg saiu na frente, Neuville manteve-se à espreita, Katsuta confirmou o embalo do Quénia e a Croácia mostrou logo que, neste asfalto, nada será simples.

FOTOS @World
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