Kalle Rovanperä obteve em Portugal a sua primeira vitória do ano, e logo uma vitória épica. As coisas não estavam a correr bem até aqui, por vários motivos, ordem na estrada na Suécia e no México, por exemplo, mas em Portugal tudo se conjugou. A boa prestação começou logo na 6ª Feira, pois apesar de ser segundo na estrada, nunca perdeu demasiado tempo, e ao alterar a afinação do carro entre troços, as coisas melhoraram ainda mais: “O carro estava muito bem preparado depois de termos testado na Sardenha. Foi bom ver que estávamos bem com a afinação no arranque da prova e que, depois, foram feitas pequenas modificações para o tornar melhor e mais preciso. Foi assim que começámos a ter boas sensações e, depois, esforçamos-nos um pouco mais” começou por dizer Rovanpera, para quem a manhã de sábado foi o momento de “forçar um pouco mais”: “Senti que ia fazer um bom tempo, mas nunca se sabe ao certo o que os outros fizeram. É impossível saber onde acabamos. Senti que estava a tirar o máximo partido do desempenho e da aderência do nosso carro nesse troço, e como todos disseram estava muito escorregadio a aderência estava a mudar muito. Não foi realmente fácil. Esforcei-me bastante”, disse, sendo corroborado por Jonne Halttunen, navegador: “acho que a sexta-feira também foi muito boa, as posições de partida estavam a criar uma grande diferença. Acho que as pessoas não se aperceberam tanto. É uma sensação boa, tivemos zero ‘momentos’ em todo o rali. Não foi um rali perigoso. Fomos super fluentes e super precisos. Não foi uma loucura em comparação com o México. Foi mais assustador no México do que aqui”, disse. No sábado de manhã, a dupla construiu uma grande vantagem muito cedo, cerca de 52 segundos no final da terceira especial e a partir daí passou muito mais a gerir o andamento: “Se não formos estúpidos, temos de mudar um pouco a abordagem e tentar cuidar do carro e do ritmo à tarde, quando as coisas se tornam difíceis, digamos assim. As especiais da tarde foram bastante duras. Nem sempre é fácil gerir a velocidade”, disse Rovanpera que agora vai abrir a estrada na Sardenha, que é uma prova difícil: “vai ser um desastre para nós sermos os primeiros na estrada na Sardenha com um troço de 50 quilómetros, com os pneus e o calor. Vai ser muito exigente. Além disso, talvez a Sardenha não seja a melhor prova para nós em termos globais. Vamos dar o nosso melhor, mas vai ser muito difícil”, concluiu.
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