WRC, Hyundai regressa com determinação: regresso de Paddon e foco em recuperar títulos
A Hyundai Shell Mobis World Rally Team prepara-se para a temporada de 2026 movida por um objetivo declarado: recuperar os títulos que escaparam à equipa nas últimas épocas. Construída sobre alicerces de experiência comprovada – com Thierry Neuville como figura de referência, um antigo campeão mundial – a estrutura combina profundidade competitiva com determinação renovada.
O núcleo da equipa reúne para o arranque em Monte Carlo, Andrew Wheatley na direção desportiva, os pilotos Thierry Neuville, Adrien Fourmaux e Hayden Paddon. Este alinhamento reflete uma aposta ambiciosa em experiência consolidada, capaz de competir desde a primeira etapa da época. Mais lá para a frente, entrarão na liça, Esapekka Lappi e Dani Sordo.

Liderança focada em detalhe e adaptação global
Andrew Wheatley, diretor desportivo, reforça que a maior lição acumulada em múltiplas posições no desporto automóvel é a versatilidade intrínseca dos ralis. “A variedade deste desporto é o que o torna verdadeiramente especial. Temos oportunidades constantes ao longo do ano, não apenas em diferentes condições meteorológicas, mas também nos desafios distintos que experienciamos em cada prova em que competimos. Viajamos literalmente pelo mundo inteiro e vivenciamos tudo”, afirma Wheatley.
O diretor sublinha que o impacto implementado durante o período inicial à frente da equipa reflete a dinâmica coletiva já estabelecida. “As pessoas aqui oferecem 110% todos os dias. É uma equipa incrivelmente focada e determinada. Sabemos que o desafio é colossal, mas essa determinação em recuperar os títulos é aquilo que nos impulsiona constantemente. O Monte Carlo funcionará como barómetro de desempenho para todo o ano, embora seja um rali extraordinariamente exigente”, reconhece.
Neuville: motivação reforçada pelos objetivos não alcançados
Thierry Neuville, um dos pilotos mais bem-sucedidos do WRC, identifica fontes claras de motivação para mais uma temporada de elite. “A paixão pelo desporto, a adrenalina e, naturalmente, o desejo de vencer. O rali faz parte da minha vida desde sempre”, refere o piloto belga. A narrativa conhecida em torno de Monte Carlo – “não há duas sem três” – representa uma meta simbólica. “Esperamos estar na luta pelo triunfo. Para ganhar aqui precisas de confiança genuína, de um bom sentimento com o carro, muita confiança pessoal e, obviamente, de uma equipa sólida por trás para tomar as opções certas nos momentos críticos”, sublinha Neuville.
Fourmaux: caminho construído entre talento e dedicação
Adrien Fourmaux, alinhado como uma das figuras centrais do elenco, oferece uma perspectiva sobre o percurso trilhado até à oportunidade atual. O piloto francês reconhece que talento isolado é insuficiente no panorama moderno. “Podes ter capacidade inata, mas precisas igualmente de trabalho intenso. O desporto é agora tão profissional que exige conjugar todos os elementos fundamentais”, reflete Fourmaux. A ligação emocional à prova de Monte Carlo – onde em tempos estudava medicina e via o rali ao lado do irmão – reforça o significado pessoal da participação. “Estou aqui e pretendo vencê-lo”, afirma com determinação.
Paddon: regresso aguardado após oito anos de evolução
O retorno de Hayden Paddon à categoria principal do WRC, após uma ausência prolongada de oito anos, marca um momento notável para o piloto neozelandês. Embora reconheça o carácter inesperado do convite, Paddon interpreta a oportunidade como validação de uma trajetória de persistência. “Foi uma chamada absolutamente surpreendente. Não antecipava regressar à categoria principal”, admite.
O piloto sublinha, contudo, que não é o mesmo competidor que abandonou o escalão máximo. “Sinto-me um piloto muito mais completo e maduro do que há oito anos, fruto da experiência acumulada no ERC, onde aperfeiçoei significativamente a minha condução em asfalto”, explica. Apesar do reconhecimento das dificuldades inerentes à adaptação a um carro e contexto totalmente novos, Paddon fixa objetivos realistas. “O meu foco imediato é contribuir para o desenvolvimento da viatura e somar pontos para a equipa. O objetivo é usar Monte Carlo como base de aprendizagem para, progressivamente, lutar por posições mais competitivas ao longo da época”, conclui.
FOTOS Red Bull Content Pool /Janus Ree
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